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Voz passiva anal√*tica

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  • Eli lima
    • 10/05/18
    • 28

    Voz passiva anal√*tica

    Na ora√ß√£o " n√≥s seremos julgados pelos nossos atos" o "julgados" √© partic√*pio ou adjetivo , o "pela nossos atos" n√£o seria complemento nominal ? Por que √© adjunto adverbial?
  • henkkantebellum
    • 22/01/14
    • 2707

    #2
    Originally posted by Eli lima View Post
    Na ora√ß√£o " n√≥s seremos julgados pelos nossos atos" o "julgados" √© partic√*pio ou adjetivo , o "pela nossos atos" n√£o seria complemento nominal ? Por que √© adjunto adverbial?
    Primeiro: Não sei por qual motivo você colocou "voz passiva", sendo que o verbo "ser" está na voz ativa. Mas, tudo bem.

    Nós seremos julgados pelos nossos atos.
    N√≥s = Sujeito determinado e simples (possui apenas um n√ļcleo). O "n√≥s" √© pronome pessoal do caso reto da primeira pessoa do plural.
    Seremos = Verbo "ser" conjugado na primeira pessoa do plural do Futuro do Presente do Modo Indicativo. "Ser" é Verbo de ligação.
    Julgados = √Č predicativo do sujeito, numa an√°lise sint√°tica. "julgados" funciona como termo qualificador de "n√≥s".
    "Pelos nossos atos" é adjunto adverbial pq se refere ao adjetivo "julgados".

    https://www.todamateria.com.br/adjunto-adverbial/
    https://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint17.php (sobre CN)
    Pra vc ler sobre adjunto adverbial e CN. E leia!
    Tem uma parte sobre complemento nominal no artigo correspondente que vai esclarecer sua d√ļvida. Transcrevi abaixo.
    "O complemento nominal representa o recebedor, o paciente, o alvo da declara√ß√£o expressa por um nome. √Č regido pelas mesmas preposi√ß√Ķes do objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de complementar verbos, complementa nomes (substantivos, adjetivos) e alguns adv√©rbios em -mente".
    Ent√£o "pelos nossos atos" NUNCA ser√° CN!

    ComentŠrio

    • henkkantebellum
      • 22/01/14
      • 2707

      #3
      Por fim, quando voc√™ se questionou sobre "julgados" ser partic√*pio ou adjetivo, lembrei de mais uma coisa.

      https://www.todamateria.com.br/derivacao-impropria/

      Não sei se você conhece o conceito de derivação imprópria, mas leia o artigo para te esclarecer.
      A palavra "Julgados" √© partic√*pio ou adjetivo a depender da fun√ß√£o que o termo exerce na ora√ß√£o.

      E, novamente, repetirei algo que já te falei antes aqui. E aparentemente não deve ter surtido efeito. Mas como vejo seu grande esforço, me sinto na obrigação de repetir quantas vezes forem necessárias.
      Voc√™ querer estudar atrav√©s de exerc√*cios ou ler texto de lei seca √© excelente. Eu mesmo fa√ßo isso.
      S√≥ que voc√™ fazer exerc√*cios ou ler texto legal SEM ESTUDAR TEORIA ANTES n√£o d√°. E voc√™ n√£o est√° estudando teoria colega, ou est√° estudando com um material muito ruim/deficiente.

      No meu entendimento, pare agora o que voc√™ est√° fazendo e pegue um material decente de teoria para estudar. E leve isso como um conselho de amigo, de algu√©m que reconhece seu esfor√ßo e quer ver voc√™ num bom emprego p√ļblico futuramente.
      Não sei para qual cargo quer estudar, mas, se você procurar, tem bases de dados na net em geral (e mais especificadamente no fórum mesmo) com bibliografia e professores adequados para cada área de conhecimento em que você deseje se aprimorar.

      Primeiro: se voc√™ n√£o sabe teoria, que tipo de base voc√™ ter√° para responder um exerc√*cio ou ler um texto legal?
      Segundo: sem teoria, vc não tem algum poder de argumentação em cima de uma resposta que eu ou um colega aqui poderia dar para algum questionamento seu. Você, simplesmente, teria que aceitar que o que foi dito para você é verdadeiro ou, pior, você não ia entender nada do que foi respondido para você.
      E eu realmente adoraria ver você poder argumentar, questionar. Jamais aceitar tão passivamente uma explicação que possa ser dada para ti.
      Terceiro: sem teoria, voc√™ n√£o tem poder algum de reten√ß√£o de conte√ļdos, sejam estes conte√ļdos tratados em exerc√*cios ou lei seca. E a√*, pode ficar quanto tempo for "achando que est√° estudando". Voc√™ sempre vai esquecer o que acabou de ler ou o exerc√*cio que acabou de realizar.
      E esquecimento para um concurseiro é a "morte". kkk

      Se quer ser funcion√°rio p√ļblico, ser um estudante "profissional" √© indispens√°vel. E para isso, tem formas corretas e eficazes de estudar.
      Não tente se enganar. Mas se negue veementemente a ser mais uma pessoa frustrada por nunca ter conseguido uma aprovação.
      Estude com método e mantenha a mesma perseverança nos estudos, como tenho observado que mantém.
      Se depender de mim, ajudo voc√™ a esclarecer d√ļvidas. E como disse, o que eu n√£o souber, vou pesquisar para te ajudar.
      Mas uma parte dos seus estudos tem que ser feita por você. E as partes principais dos estudos: saber pesquisar e sempre priorizar sua "independência" e "autonomia" na condução dos seus próprios estudos.
      Você perceberá que os resultados são muito mais eficientes assim.

      ComentŠrio

      • Eli lima
        • 10/05/18
        • 28

        #4
        Originally posted by henkkantebellum View Post

        Primeiro: Não sei por qual motivo você colocou "voz passiva", sendo que o verbo "ser" está na voz ativa. Mas, tudo bem.

        Nós seremos julgados pelos nossos atos.
        N√≥s = Sujeito determinado e simples (possui apenas um n√ļcleo). O "n√≥s" √© pronome pessoal do caso reto da primeira pessoa do plural.
        Seremos = Verbo "ser" conjugado na primeira pessoa do plural do Futuro do Presente do Modo Indicativo. "Ser" é Verbo de ligação.
        Julgados = √Č predicativo do sujeito, numa an√°lise sint√°tica. "julgados" funciona como termo qualificador de "n√≥s".
        "Pelos nossos atos" é adjunto adverbial pq se refere ao adjetivo "julgados".

        https://www.todamateria.com.br/adjunto-adverbial/
        https://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint17.php (sobre CN)
        Pra vc ler sobre adjunto adverbial e CN. E leia!
        Tem uma parte sobre complemento nominal no artigo correspondente que vai esclarecer sua d√ļvida. Transcrevi abaixo.
        "O complemento nominal representa o recebedor, o paciente, o alvo da declara√ß√£o expressa por um nome. √Č regido pelas mesmas preposi√ß√Ķes do objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de complementar verbos, complementa nomes (substantivos, adjetivos) e alguns adv√©rbios em -mente".
        Ent√£o "pelos nossos atos" NUNCA ser√° CN!
        O professor falou que era voz passiva ,por isso,gerou a d√ļvida. Porque ali, parece que √© adjetivo e pelo que eu sei, a voz passiva sempre aparece com o partic√*pio.

        ComentŠrio

        • henkkantebellum
          • 22/01/14
          • 2707

          #5
          Originally posted by Eli lima View Post

          O professor falou que era voz passiva ,por isso,gerou a d√ļvida. Porque ali, parece que √© adjetivo e pelo que eu sei, a voz passiva sempre aparece com o partic√*pio.
          Eu imaginei que era problema na "fonte do estudo".
          Escuta o que o colega aqui est√° falando pra ti pessoa. N√£o leve a mal n√£o, certo?
          Pegue um material decente de estudo para teoria. Você não vai se arrepender. Pode ter certeza.

          ComentŠrio

          • henkkantebellum
            • 22/01/14
            • 2707

            #6
            Originally posted by Eli lima View Post

            O professor falou que era voz passiva ,por isso,gerou a d√ļvida. Porque ali, parece que √© adjetivo e pelo que eu sei, a voz passiva sempre aparece com o partic√*pio.
            Outra coisa, voz passiva NEM SEMPRE tem partic√*pio. Tome cuidado com as generaliza√ß√Ķes.
            A sua, neste caso, est√° incorreta.

            Ex:
            Vendem-se casas.
            Esta frase est√° na voz passiva e n√£o tem partic√*pio.

            ComentŠrio

            • Eli lima
              • 10/05/18
              • 28

              #7
              Originally posted by henkkantebellum View Post

              Outra coisa, voz passiva NEM SEMPRE tem partic√*pio. Tome cuidado com as generaliza√ß√Ķes.
              A sua, neste caso, est√° incorreta.

              Ex:
              Vendem-se casas.
              Esta frase est√° na voz passiva e n√£o tem partic√*pio.
              Mas nesse exemplo, é voz passiva sintética.
              Eu me refiro a voz passiva anal√*tica.
              Olha o v√*deo a√* do professor falando da quest√£o : https://youtu.be/x3p_IueIWc4
              Em 9:34 segundos ,ele fala da quest√£o.

              ComentŠrio

              • henkkantebellum
                • 22/01/14
                • 2707

                #8
                Sim, e estando na voz passiva sintética, não tem participio.

                Vamos ao exemplo que o professor deu, de uma voz passiva anal√*tica, que est√° absolutamente errado!

                (Eles) Julgar-no-ão pelos nossos erros (que foi o que ele colocou na lousa numa hipotética voz ativa)
                Coloquei o (Eles) entre parênteses porque é sujeito desinencial e o professor, na lousa, não colocou o (Eles) escrito.
                Vou colocar a frase reescrita de uma forma bem grosseira, mas que vai facilitar a visualização da resolução.
                (Eles) julgarão (nós) pelos nossos erros.

                Enfim, "julgarão" está conjugado no futuro do presente do modo indicativo. E, por isso, o pronome "nos" deve ser utilizado com mesóclise, resultando em "julgar-nos-ão".
                Por isso, ent√£o, o verbo de liga√ß√£o "ser" (que √© o que vamos usar como verbo auxiliar) deve ser utilizado no mesmo tempo do verbo na voz ativa. E o verbo da voz ativa "julgar", verbo principal na voz passiva, ir√° para o partic√*pio.

                Considerando a ideia do professor, a voz passiva ficaria assim:
                Nós SEREMOS julgados (por eles) pelos nossos erros
                Tirando o (por eles)
                Nós seremos julgados pelos nossos erros

                Primeiro, quem falou que o ELES é sujeito da voz ativa?
                Onde está a referência de que eram "eles"?
                Ele inventou o "eles". A menos que tenha alguma refer√™ncia a isso, em momento anterior ao que voc√™ especificou no v√*deo.

                Vou colocar uma voz ativa fict√*cia e reescrever na voz passiva para voc√™ perceber o erro.
                (Vós) julgar-nos-eis pelos nossos erros (voz ativa)
                (Vós) julgareis (nós) pelos nossos erros
                Nós seremos julgados (por vós) pelos nossos erros (voz passiva)
                Tirando o (por vós)
                Nós seremos julgados pelos nossos erros

                Se você desconsiderar os agentes da passiva nos dois exemplos, você chega exatamente na mesma frase
                Como o agente da passiva n√£o foi colocado na ora√ß√£o em pauta, n√£o tem como afirmar qual o sujeito de uma "poss√*vel" voz ativa.
                Portanto, a afirmação do professor está bem errada.

                Mais um exemplo:
                (Eli Lima) julgar-nos-√° pelos nossos erros (voz ativa)
                Nós seremos julgados (pela Eli Lima) pelos nossos erros (voz passiva)
                Tirando o (pela Eli Lima)
                Nós seremos julgados pelos nossos erros

                Três frases diferentes, na voz ativa, que resultam numa mesma voz passiva só pela inexistência do agente da passiva.

                ComentŠrio

                • henkkantebellum
                  • 22/01/14
                  • 2707

                  #9
                  Eli lima
                  Marquei vc para que, quando tu entre novamente, venha ver a resolução realmente correta da questão.

                  Guria, pensei até agora a respeito da sua questão. Fiquei super encanado com ela.
                  Ambos estávamos errados. E o seu professor também. Como você disse, com base no seu professor, que "Pelos nossos atos" era adjunto adverbial, eu raciocinei a oração da forma errada.
                  Mas como o "erro" tamb√©m √© pedag√≥gico, n√£o vou apagar a forma como desenvolvi anteriormente meu racioc√*nio para esta quest√£o. Vou deixar aqui o que fiz e me atentar melhor para situa√ß√Ķes como esta.
                  Mas que eu sentia que tinha algo errado com a express√£o, ah isso sim. Tinha algo que n√£o estava "batendo". kkk
                  Tinha que ter o "agente da passiva" em algum lugar...

                  "Pelos nossos atos" é o agente da passiva.

                  A voz ativa da sua expressão é:
                  NOSSOS ATOS NOS JULGARÃO.

                  "Pelos nossos atos" n√£o √© adjunto adverbial, tampouco complemento nominal. √Č agente da passiva!
                  Logo, o seu professor não poderia ter falado que "Pelos nossos atos" é adjunto adverbial. Tampouco falar que a voz ativa da expressão era "Julgar-nos-ão pelos nossos atos".
                  Logo, teu pensamento sobre "Pelos nossos atos" ser CN ou Adjunto adverbial sequer vinha ao caso.

                  Certo?
                  Agora posso dormir sossegado e em paz. kkkkk

                  ComentŠrio

                  • Eli lima
                    • 10/05/18
                    • 28

                    #10
                    Originally posted by henkkantebellum View Post
                    Eli lima
                    Marquei vc para que, quando tu entre novamente, venha ver a resolução realmente correta da questão.

                    Guria, pensei até agora a respeito da sua questão. Fiquei super encanado com ela.
                    Ambos estávamos errados. E o seu professor também. Como você disse, com base no seu professor, que "Pelos nossos atos" era adjunto adverbial, eu raciocinei a oração da forma errada.
                    Mas como o "erro" tamb√©m √© pedag√≥gico, n√£o vou apagar a forma como desenvolvi anteriormente meu racioc√*nio para esta quest√£o. Vou deixar aqui o que fiz e me atentar melhor para situa√ß√Ķes como esta.
                    Mas que eu sentia que tinha algo errado com a express√£o, ah isso sim. Tinha algo que n√£o estava "batendo". kkk
                    Tinha que ter o "agente da passiva" em algum lugar...

                    "Pelos nossos atos" é o agente da passiva.

                    A voz ativa da sua expressão é:
                    NOSSOS ATOS NOS JULGARÃO.

                    "Pelos nossos atos" n√£o √© adjunto adverbial, tampouco complemento nominal. √Č agente da passiva!
                    Logo, o seu professor não poderia ter falado que "Pelos nossos atos" é adjunto adverbial. Tampouco falar que a voz ativa da expressão era "Julgar-nos-ão pelos nossos atos".
                    Logo, teu pensamento sobre "Pelos nossos atos" ser CN ou Adjunto adverbial sequer vinha ao caso.

                    Certo?
                    Agora posso dormir sossegado e em paz. kkkkk
                    O partic√*pio pode ser confundido com o adjetivo , pois tem um artigo aqui mesmo na web que fala :Em se tratando dos verbos auxiliares ‚Äúser‚ÄĚ e ‚Äúestar‚ÄĚ, o partic√*pio, ora assumindo a fun√ß√£o de adjetivo, concorda em g√™nero e n√ļmero com o voc√°bulo ao qual faz refer√™ncia ‚Äď no caso, o sujeito. Recursos foram gastos com estas obras inacabadas.Fonte:https://m.brasilescola.uol.com.br/gr...es-verbais.htm
                    Isso acaba gerando d√ļvidas, porque o normal em uma locu√ß√£o verbal √© que o verbo principal permane√ßa invari√°vel. E mais, o verbo "ser"est√° parecendo verbo de liga√ß√£o e o "julgados" predicativo do sujeito. De fato √© uma locu√ß√£o verbal ,porque caso contr√°rio n√£o seria voz passiva anal√*tica. N√£o entendo por que o professor falou que " Pelos nossos atos " n√£o poderia ser o agente da passiva . Como voc√™ conseguiu concluir que o "pelos nossos atos" √© o agente da passiva?

                    ComentŠrio

                    • henkkantebellum
                      • 22/01/14
                      • 2707

                      #11
                      ;
                      Originally posted by Eli lima View Post

                      O partic√*pio pode ser confundido com o adjetivo , pois tem um artigo aqui mesmo na web que fala :Em se tratando dos verbos auxiliares ‚Äúser‚ÄĚ e ‚Äúestar‚ÄĚ, o partic√*pio, ora assumindo a fun√ß√£o de adjetivo, concorda em g√™nero e n√ļmero com o voc√°bulo ao qual faz refer√™ncia ‚Äď no caso, o sujeito. Recursos foram gastos com estas obras inacabadas.
                      Isso acaba gerando d√ļvidas, porque o normal em uma locu√ß√£o verbal √© que o verbo principal permane√ßa invari√°vel. E mais, o verbo "ser"est√° parecendo verbo de liga√ß√£o e o "julgados" predicativo do sujeito. De fato √© uma locu√ß√£o verbal ,porque caso contr√°rio n√£o seria voz passiva anal√*tica. N√£o entendo por que o professor falou que " Pelos nossos atos " n√£o pode ser o agente da passiva . Como voc√™ chegou a conclus√£o que se trata de agente da passiva?
                      Eli lima
                      Pois √©. Eu tamb√©m me confundi pq levei a explica√ß√£o do professor como "correta" sem maiores questionamentos. Eu sequer tinha realmente parado e raciocinado a quest√£o como se deveria; porque, depois de ter me dado conta da resolu√ß√£o correta do exerc√*cio, era extremamente simples e l√≥gico.
                      Você viu que inicialmente eu tinha cogitado "Nós" como sujeito, "seremos" como verbo de ligação, "julgados" como predicativo do sujeito e "pelos nossos atos" como adjunto adverbial. E neste caso não teria "voz passiva".
                      Quando voc√™ me mandou o v√*deo com a explica√ß√£o do professor, comecei a trabalhar em cima do que ele tinha dito e percebi que se "N√≥s seremos julgados pelos nossos erros" estivesse realmente na voz passiva como ele tinha dito, NUNCA que a voz ativa dessa frase seria "Julgar-nos-√£o pelos nossos atos".
                      Logo, eu percebi que a frase tinha um problema fundamental: ONDE ESTAVA O AGENTE DA PASSIVA SE A FRASE REALMENTE ESTAVA NA VOZ PASSIVA?
                      O que me fez cogitar que realmente a frase estivesse na voz passiva era o verbo "julgar" ser transitivo direto. Portanto, cab√*vel a voz passiva. S√≥ que eu n√£o estava percebendo quem era o agente da passiva.
                      Foi quando me dei conta que eram os ATOS que julgavam. A√* a frase fez sentido. E, a√*, fazia sentido "N√≥s seremos julgados pelos nossos ATOS" estar na voz passiva. E, a√*, fazia sentido "Nossos atos nos julgar√£o" ser a voz ativa da frase que n√≥s est√°vamos analisando.
                      Então o correto era "Nós" como sujeito paciente, "seremos julgados" como verbo julgar na voz passiva e "pelos nossos ATOS" agente da passiva.
                      Mas, pelo que observei, vc concordou com a minha forma de pensar. Agora, porque o professor n√£o falou que era agente da passiva, isso n√£o sei te dizer.
                      Mas foi um baita vacilo dele, considerando que ele é professor e nós, reles estudantes.

                      Acredito que o erro do professor tenha sido motivado por isso:
                      Quando falamos "Nossos ATOS nos julgarão", vai na contramão de um pensamento lógico. De primeira, você jamais imaginaria que ATOS poderiam julgar.
                      Como a frase está no sentido conotativo (sentido figurado), fica meio complicado vislumbrar tão imediatamente que os ATOS poderiam julgar alguém.
                      Mas quando extra√*mos o significado da express√£o, fica mais f√°cil conceber que "Nossos ATOS nos julgar√£o" √© correto e poss√*vel.
                      No meu entendimento, nossos ATOS podem emitir ju√*zos sobre n√≥s mesmos. Ju√*zos sobre nossas condutas, sobre nessas cren√ßas e nossas falhas.
                      Enfim, acho que fica compreens√*vel extrair um significado plaus√*vel da frase que estudamos.

                      E MTO MTO bem por ter estudado esses assuntos. √Č assim mesmo que se faz, √© assim mesmo que se estuda. Continue assim guria.
                      Muito grato por ter me ajudado a melhorar neste tópico da matéria.

                      ComentŠrio

                      • diogodm14
                        • 02/09/14
                        • 104

                        #12
                        A explicação do professor está absolutamente correta: pelos nossos atos é adjunto adverbial.

                        ComentŠrio

                        • diogodm14
                          • 02/09/14
                          • 104

                          #13
                          N√£o existe regra que diz que a voz passiva sempre tem agente da passiva.

                          ComentŠrio

                          • henkkantebellum
                            • 22/01/14
                            • 2707

                            #14
                            Originally posted by diogodm14 View Post
                            A explicação do professor está absolutamente correta: pelos nossos atos é adjunto adverbial.
                            diogodm14
                            Se o colega puder colaborar com a discussão ao invés de simplesmente jogar um comentário sem fontes; poste, por gentileza, um trecho doutrinário (ou mesmo um exemplo prático) que exemplifique a resolução dada por ti.

                            http://www.portaldalinguaportuguesa....ma&lemma=46594
                            Sobre a "transitividade" do verbo "julgar".

                            Que o agente da passiva é um termo facultativo, isto estou ciente.
                            Fonte: http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/min...edapassiva.htm
                            "A ora√ß√£o na voz passiva pode ser formada atrav√©s do recurso de um verbo auxiliar (ser, estar). Nas constru√ß√Ķes com verbo auxiliar, costuma-se explicitar o agente da passiva, apesar de ser este um termo de presen√ßa facultativa na ora√ß√£o. Em ora√ß√Ķes cujo verbo est√° na terceira pessoa do plural, √© muito comum ocultar-se o agente da passiva. Isso se justifica pelo fato de que, nessas situa√ß√Ķes, o sujeito pode ser indeterminado na voz ativa. Por√©m mesmo nesses casos, a aus√™ncia do agente √© fruto da liberdade do falante".

                            Por√©m, n√£o foi a este ponto que me referi quando respondi a quest√£o da colega. Mas a√* voc√™ retorna e rel√™ minhas considera√ß√Ķes, para entender porque cheguei √* conclus√£o que cheguei.

                            Observe:
                            (Coloquei os termos el√*pticos entre par√™nteses apenas para conferir a eles efeitos did√°ticos).
                            1-Nós seremos julgados (por eles) pelos nossos atos = (Eles) julgar-nos-ão pelos nossos atos (Considerando que o verbo julgar tenha sujeito indeterminado e a voz passiva seja esta, conforme a resposta dada pelo professor)
                            No caso, podemos interpretar que ALGU√ČM, que n√£o se sabe exatamente quem √©, nem quantos s√£o; julgar-nos-√° por conta dos nossos atos. No caso, nossos atos s√£o o motivo/a causa do julgamento que ser√° conduzido por uma ou mais pessoas. Logo, este sentido estaria de acordo com o que voc√™ tamb√©m entende como correto.
                            2-Nós seremos julgados pelos nossos atos = Nossos atos nos julgarão (Considerando que o verbo julgar tenha sujeito determinado)
                            Neste caso, conforme já havia escrito antes, nossos atos são aqueles que nos julgarão. Serão os agentes da ação "julgar".

                            O "agente da passiva", pela simples supress√£o deste termo na ora√ß√£o, motivada pela faculdade conferida pela gram√°tica a tal supress√£o; causa inadequa√ß√Ķes na estrutura oracional na medida que permite mais de uma interpreta√ß√£o ao excerto.
                            Logo, h√° ambiguidade. Logo, torna a resposta do professor incorreta.
                            Enfim, o que se questiona aqui não é a "simples" ausência do agente da passiva; mas, sim, a ausência do termo causar ambiguidade.
                            Por fim, sem contexto que defina elementos de coesão com a oração analisada, não tem como afirmar que a resposta do professor (e ratificada por você) é correta.
                            Considerei "pelos nossos atos" como agente da passiva por causa desses fatores: "pelos nossos atos" pode ser agente da passiva, verbo julgar é transitivo e não tem nenhum elemento coesivo (anafórico ou catafórico) que revele a marcação de "sujeito indeterminado".
                            A oração foi "deixada" isolada para análise.
                            Em suma, entre responder uma questão usando um termo que está ali na oração, no caso "pelos nossos atos", e um termo que você tem que "inventar" que está ali, no caso a marcação do sujeito indeterminado "por eles"; prefiro ficar com o termo mais "óbvio" a olho nu.

                            Mas se voc√™ entender diferente, vou aguardar sua resposta para debatermos. E espero que oportunize um debate para discutirmos teorias que caibam √* an√°lise do caso em concreto.
                            Bons estudos.

                            Outra coisa.
                            Você postou esta pergunta aqui umas semanas atrás:
                            http://www.forumconcurseiros.com/for...2397738-duvida
                            Verificou se a minha resolução estava correta?

                            ComentŠrio


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