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IS-LM

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  • ronaldo
    • 16/12/06
    • 1975

    IS-LM

    Prof., vc poderia corrigir e analisar estas assertivas, caso elas etejam erradas?

    1- a função IS absolutamente inelástica corresponde à IS vertical.

    2- a função LM absolutamente inelastica corresponde à LM vertical e ao chamado "caso clássico".

    3- a função LM infinitamente elástica corresponde à LM horizontal e à chamada "armadilha de liquidez".

    4- sabe-se que no caso"clássico" uma elevação nos gastos públicos ( politica fiscal expansiva) não afeta a renda, mas somente as taxas de juros, enquanto que no caso da "armadilha de liquidez" só a renda é afetada.

    na assertiva 4, queria entender o pq de a taxa não se alterar num caso e se alterar no outro.

    obrigado
  • ronaldo
    • 16/12/06
    • 1975

    #2
    up!

    Comentário

    • Madruga
      • 17/10/07
      • 22

      #3
      Complementando a dúvida (rsrs):
      notei que o CESPE enfatiza em algumas questões a inclinação da curva, associando "para cima e para a direita" e "para baixo e para a esquerda".
      Como estamos na reta final para o concurso da SEGER-ES e não entendi patavina da tal curva, alguém saberia me informar se existe alguma correlação entre políticas do governo (monetária expansionista/fiscal expansionista) com a danada da inclinação ???

      Comentário

      • Marlos
        • 22/08/07
        • 238

        #4
        Madruga,

        Guarde esse dois quadros a seguir e a tipologia dos casos extremos de corte da IS na LM (caso clássico e caso keynesiano ou armadilha da liquidez).
        Quadro – Determinantes da Curva IS.
        Elasticidade I PMgC Multiplicador Política
        em relaçã Fiscal
        aos juros
        ↓ ↓ ↓ - Eficaz
        ↑ ↑ ↑ + Eficaz


        Quadro – Determinantes da inclinação da Curva LM.
        Inclinação da LM Demanda por moeda Demanda por moeda Política
        em relação à renda face aos juros monetária
        (+ vertical ) ↑ ↓ + Atuante
        (+ horizontal ) ↓ ↑ - Atuante


        Em suma: a curva LM será mais vertical e mais inclinada quanto mais forte a demanda por moeda motivo transação e mais fraca a demanda por moeda motivo especulação. A política monetária é tanto mais atuante quanto mais vertical a curva LM.
        Por outro lado, a curva LM será mais horizontal e mais achatada quanto menos atuante a demanda por moeda motivo transação e mais presente a demanda por moeda motivo especulação. A política monetária é tanto menos atuante quanto mais horizontal a curva LM.

        Arriscamos aqui dizer que, baseados nos dois quadros-resumo (inclinação das curvas IS e LM) mais os casos específicos do modelo IS-LM (caso keynesiano/armadilha da liquidez e caso clássico), o concursando está devidamente apto a resolver qualquer questão desse capítulo proposto pela banca.

        A) O caso keynesiano – a armadilha da liquidez.

        “Armadilha da liquidez” refere-se à situação em que a taxa de juros é tão baixa que o público prefere manter toda a moeda ofertada na forma de encaixes reais. Para que entregarei parte da minha riqueza em títulos se a remuneração por isso (taxa de juros) é praticamente desprezível? Para esta situação, a curva LM é horizontal (perfeitamente elástica), de modo que qualquer variação de oferta de moeda não é capaz de deslocá-la. Em outras palavras, na armadilha da liquidez, a política monetária é impotente para afetar tanto a taxa de juros quanto o nível de renda.
        No ramo da armadilha da liquidez, um aumento na oferta de moeda não induz ninguém a preferir título à moeda e, portanto, não traz qualquer efeito sobre a taxa de juros e sobre o nível de renda. E se a taxa de juros não se altera, o investimento não aumenta e, assim, a renda de equilíbrio também não se altera. Tal situação é uma situação tipicamente keynesiana em que não se crê na política monetária como sendo eficaz para a economia. A única saída se dá via política fiscal que, por meio de um incremento nos gastos do governo, deslocaria a curva IS para a direita, conduzindo a um incremento no produto de equilíbrio, via multiplicador. É a mão keynesiana do Estado ( já estudado no capítulo 03 sobre Macroeconomia Keynesiana). Resulta na ação do multiplicador e do acelerador keynesianos.

        B) O caso clássico.
        O “caso clássico” refere-se à situação em que a demanda por moeda não depende da taxa de juros. Para esta situação, a curva LM é vertical ( perfeitamente inelástica) de modo que uma variação na oferta de moeda irá deslocá-la produzindo um efeito máximo sobre o nível de renda Y. Um crescimento do estoque de moeda (oferta monetária) representado pelo deslocamento para a direita da curva LM vertical, tem forte efeito para reduzir as taxas de juros e aumentar a demanda agregada. Aqui, aparecem com força os postulados clássicos defendidos pelos monetaristas em que as variáveis nominais não influenciam nas variáveis reais.
        Algebricamente,
        L = Ky, pois hi = 0
        M = M
        P P
        Equilíbrio monetário:
        M = Ky
        P
        A equação é semelhante à teoria quantitativa da moeda (TQM) sabendo-se que: M.v = p.q e que 1/k = v e y = Q.
        No caso clássico, um aumento na oferta de moeda tem efeito máximo sobre o nível de renda. Tal situação é típica da filosofia clássica, segundo a qual, o nível de renda é determinado exclusivamente pela quantidade de moeda.

        Saudações,
        Marlos

        Comentário

        • ronaldo
          • 16/12/06
          • 1975

          #5
          Marlos, obrigado pela explicação.

          Comentário

          • Madruga
            • 17/10/07
            • 22

            #6
            Obrigado, professor !!!

            Comentário


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