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Questão de Contabilidade Publica

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  • vencer
    • 07/08/11
    • 16

    Questão de Contabilidade Publica

    Pessoal, alguém pode ajudar a resolver estas questão(prova CNJ CESPE-contador). Eis a questão:
    EM JANEIRO DE 2008, PARA AJUDAR NO TRANSPORTE GRATUITO DE ESTUDANTES, DETERMINADA ESCOLA MUNICIPAL ADQURIU UM ÔNIBUS ESCOLAR NO VALOR DE R$100.000,00. A ESCOLA ESTIMOU UMA VIDA ÚTIL DE CINCO ANOS PARA O ÔNIBUS (DEPRECIAÇÃO LINEAR). ÔNIBUS FOI DANIFICADO 36 MESES DEPOIS EM ACIDENTE NA ESTRADA, GERANDO UM CUSTO DE R$30.000,00 PARA SUA RECUPERAÇÃO. A RESTAURAÇÃO NÃO AFETARÁ A VIDA ÚTIL DO ATIVO. O CUSTO DE UM NOVO ÔNIBUS PARA REALIZAÇÃO DE SERVIÇO SIMILAR É DE R$120.000,00.
    CONSIDERANDO A SITUAÇÃO ACIMA E COM BASE NA ABORDAGEM DA RECUPERAÇÃO DO CUSTO, JULGE OS ITENS ACERCA DA PEDRA POR IRRECUPERABILIDADE.
    (QUESTÃO 74) O VALOR DA PERDA POR IRRECUPERABILIDADE SERÁ DE R$22.000,00 (GABARITO: CERTO)
    (QUESTÃO 75) O CUSTO DE REPOSIÇÃO DEPRECIADO DESSE ÔNIBUS ESCOLAR SERÁ DE R$48.000,00 (GABARITO: CERTO)
  • Enjogs
    • 27/06/12
    • 233

    #2
    Re: Questão de Contabilidade Publica

    Sobre o custo de reposição, a questão informa que o ônibus novo custa 120k, deprecia em 5 anos (24k por ano, considerando o valor do novo) e foi usado por 3 anos.

    Custo de Reposição = 120 - 24 X 3
    Custo de Reposição = 48

    Item certo. Acho que é isso.

    Abs
    Last edited by Enjogs; Sat, 14/12/13, 08:56 PM.

    Comentário

    • Enjogs
      • 27/06/12
      • 233

      #3
      Re: Questão de Contabilidade Publica

      Sobre a perda, 30k do reparo menos a diferença entre o valor do custo de reposição (48k) e o valor líquido contábil (40k).

      Comprou por 100k, em 3 anos são 60k de depreciação acumulada, sendo o vlc 40k.

      Se novo, compraria por 120k, em 3 anos seria 72k de DA, sendo vlc 48k.

      Assim fica 30 (reparo) - (48 (reposição) - 40 (vlc)) = 22.

      Abs

      Comentário

      • vencer
        • 07/08/11
        • 16

        #4
        Re: Questão de Contabilidade Publica

        Ejogs, boa noite!

        Agradeço tua ajuda. Entretanto percebo que a resolução ocorreu no sentido de buscar uma solução que justificasse o gabarito apresentado pela Banca, sem que tenha havido qualquer embasamento (fundamentação) teórico. A questão não é fácil, entendo, por esta razão resolvi postar. Renovo aqui o meu pedido de ajuda no sentido que alguém a resolva com fundamentação e não na tentativa de justificar o gabarito apresentado pela banca.

        Comentário

        • RANGGEW
          • 01/07/08
          • 614

          #5
          Re: Questão de Contabilidade Publica

          Questão enjoada...apesar de achar a resolução do Enjogs muito boa, ainda tenho dúvidas

          A resolução considerou o custo de reposição depreciado como sendo o custo de reposição de um bem similar já depreciado, mas entendo que podemos levar em consideração o custo de reparação depreciado, por este ser o menor valor. O MCASP diz...

          "O custo de reposição de um ativo é o custo para repor seu potencial de serviço bruto. Este custo é depreciado para refletir o ativo na sua condição de usado. Um ativo pode ser reposto por meio da reprodução do ativo existente ou por meio da reposição do potencial de serviço bruto. O custo de reposição depreciado é mensurado como a reprodução ou o custo de reposição do ativo, o que for mais baixo, menos a depreciação acumulada calculada com base neste custo para refletir o potencial de serviço já consumido ou esgotado do ativo."

          Entendo que o custo de reposição depreciado é 12.000, o menor valor entre
          - custo de reparação depreciado........12.000 (30.000 - 18.000)
          - custo de compra bem similar depreciado.....48.000 (120.000 - 72.000)

          No balanço
          =vlr custo........................100.000
          deprec. acumulada............(60.000)
          =vlr contabil antes..............40.000
          custo reposição deprec........12.000...............ativação do gasto
          =vlr contábil pós.................52.000

          Considerando vlr contábil, 52.000 > vlr recuperável, 48.000, teríamos impairment.

          Vlr da perda...........4.000 (52.000 - 48.000)

          Resumindo, erraria a questão.

          Comentário

          • Carla Levon
            • 17/03/11
            • 34

            #6
            Re: Questão de Contabilidade Publica

            Olá!
            O que eu consegui encontrar sobre isso:
            (eu enumerei em 7 itens para ficar menos confuso):

            1 – Definição de custo de reposição depreciado.

            “Exemplo de custo de reposição depreciado:
            Um ativo adquirido em 1-1-2011 ao custo de $40.000 tinha vida útil esperada de 10 anos. Após 3 anos, em 1-1-2014, o ativo foi avaliado como tendo custo de reposição bruto de $50.000. O valor de reposição depreciado é de 7/10 x $50.000, ou seja, 35.000. O valor contábil do ativo era de $28.000 na mesma data.”

            Há uma lógica nisto: para uma comparação justa, devemos comparar coisas semelhantes; então, devemos considerar os valores dos ativos:

            novo com novo = e para isso comparamos os valores iniciais (no caso do nosso exercício: 100 mil com 120 mil – valor de compra de ambos os ativos)

            OU:

            usado com usado = comparamos os valores depreciados: o ativo de 100 mil eu utilizei verdadeiramente por 3 anos E o ativo de 120 mil eu utilizei “hipoteticamente” por 3 anos, apenas para fins de comparação; ou seja, eu calculo o quanto ele estaria valendo como se eu tivesse utilizado ele por 3 anos.

            Portanto, o custo de reposição depreciado é $48.000, conforme já calculado pelo Enjogs.

            Fonte:
            “IFRS 2012: Introdução e Aplicação” - Bruce Mackenzie e outros - KPMG


            2 – Definição de valor recuperável
            É o maior entre o valor justo líquido de despesa de venda E o valor em uso.

            3 – Definição de valor justo

            NBC T 16-10 – avaliação de ativos do Setor Público = Valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado na data de mensuração.

            NBC TG 27 – ativo Imobilizado = item “6 – definições - Valor justo é o valor pelo qual um ativo pode ser negociado entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória.
            “32. (...) O valor justo de itens de instalações e equipamentos é geralmente o seu valor de mercado determinado por avaliação.”
            “33. Se não houver evidências do valor justo baseadas no mercado devido à natureza especializada do item do ativo imobilizado e se o item for raramente vendido, exceto como parte de um negócio em marcha, a entidade pode precisar estimar o valor justo usando uma abordagem de receitas ou de custo de reposição depreciado.”

            Ok, então, o valor justo do ativo em seu estado atual (ônibus quebrado) seria o custo de reposição depreciado ($48.000)? esse seria o valor que uma parte interessada pagaria por ele “numa transação não forçada”?

            Claro que não. O valor justo é o custo de reposição depreciado MENOS o custo do reparo (30.000).

            Esse é o valor que eu consigo no mercado pelo ônibus quebrado. O que o mercado paga por esse ativo é: o valor dele atualizado aos valores de hoje (120.000), menos o desgaste pelo uso (depreciação = 72.000) e, ainda, menos o quanto vai custar deixá-lo novamente em condições de uso (30.000).

            Valor justo = 120.000 - 72.000 = 48.000
            48.000 – 30.000 = 18.000

            4 – Definição de valor em uso:
            NBC TG 27 – ativo Imobilizado = item “6 – definições - Valor em uso é o valor presente dos fluxos de caixa que a entidade espera
            (i) obter com o uso contínuo de um ativo e com a alienação ao final da sua vida útil (...)”

            Bem, qual o valor que a entidade espera obter com o uso do ativo (ônibus quebrado)?
            Zero, pois ele se encontra sem condições de uso.

            5 – Valor Recuperável = o maior entre o valor justo (18.000) E o valor em uso (zero)

            Valor recuperável = $ 18.000

            6 – Valor da perda por irrecuperabilidade = valor contábil menos valor recuperável: $40.000 - $18.000 = $22.000

            7 – Problemas com esta resolução – comento no próximo post, porque este já está muito longo.

            Comentário

            • vencer
              • 07/08/11
              • 16

              #7
              Re: Questão de Contabilidade Publica

              Carla Levon, bom dia!

              louvo por seu brilhante comentário introdutórios. Aguardo com expectativa a resolução. Não posso também deixar de louvar ao Enjogs por sua desenvoltura na resolução

              Abraços a todos vocês.

              vencer

              Comentário

              • Carla Levon
                • 17/03/11
                • 34

                #8
                Re: Questão de Contabilidade Publica

                Olá, bem são mesmo muuuuiiitos problemas, como vc já deve ter percebido.

                1 - Infelizmente, as Normas Brasileiras (NBC) não estão ainda completamente convergentes com as Normas Internacionais. Isso cria algumas lacunas, que precisam ser supridas pelas IFRS. Ou pelas BRGAAP, quando completas e suficientemente consolidadas, o que nem sempre ocorre.

                2 - O MCASP - Manual de Contabilidade aplicada ao Setor Público também utiliza as NBC como base. Além disso, ele possui uma finalidade prática, tendendo por isso a ser mais sintético, não prevendo todas as situações.

                3- O enunciado da questão traz o detalhe da vida útil (que no caso não é modificada pelo reparo do bem); essa afirmação nos remete ao RIR/99, art. 346, onde também temos uma orientação quanto ao tratamento a ser dado ao valor do reparo do bem: como despesa, diretamente no resultado.

                4 - Outro ponto a refletir é que o enunciado faz referência à Abordagem por Custo de Reposição que, exatamente com essa nomenclatura, eu somente consegui achar nas IPSAS (normas internacionais aplicadas ao setor público) nºs 21 e 26, e que ainda não foram incorporadas ao nosso ordenamento jurídico-contábil. Ou seja, é referida uma parte teórica que ainda não consta das NBC.

                5 - Ainda do ponto de vista normativo, o dano físico de um ativo imobilizado somente é considerado como fonte para cálculo da irrecuperabilidade quando não há mais conserto, e o ativo está inutilizado (está nas mesmas normas referidas no post anterior).

                Considerando este último item, conjugado com as práticas contábeis (e também com RIR/99, art. 346) que orientam contabilizar como despesa do exercício o reparo de ativo (desde que não aumente a sua vida útil), pode-se questionar:

                não estaríamos contabilizando esse prejuízo duas vezes?
                primeiro, como despesa no resultado e depois, como perda por irrecuperabilidade?

                a única resposta que consigo vislumbrar é: quando o ativo for consertado, devemos fazer a reversão da 'perda por irrecuperabilidade'.

                Mas....nos casos previstos nas NBC para reversão do impairment não encontrei nada que faça menção a reparos do ativo....vou continuar procurando.

                Bem, em resumo, cada vez mais exige-se do contador público o conhecimento teórico das NBC, do MCASP, das IFRS, das legislações fiscais e societárias, conjugado a um exercício mental de aplicação teórica às situações do cotidiano.
                Estas pesquisas nos ajudam a realizar uma contabilidade mais coerente e fundamentada nas normas.
                Obrigada e até mais,

                Comentário

                • RANGGEW
                  • 01/07/08
                  • 614

                  #9
                  Re: Questão de Contabilidade Publica

                  Muito boa essa discussão.

                  Carla, perdoe-me mas ainda naum entendi como se chegar no "custo de reposição depreciado".

                  A redação do MCASP diz "O custo de reposição depreciado é mensurado como a reprodução ou o custo de reposição do ativo, o que for mais baixo, menos a depreciação acumulada calculada com base neste custo para refletir o potencial de serviço já consumido ou esgotado do ativo."

                  Entendo que deveria haver um juízo de valor entre a reparação do bem e a escolha de um bem novo similar para se determinar o tal custo de reposição. Entretanto, aparentemente, na resolução acima, naum há esse juízo. Ou seja, soh é considerado o bem novo depreciado. Por que naum o reparo depreciado, se este é o menor valor???

                  Mas....nos casos previstos nas NBC para reversão do impairment não encontrei nada que faça menção a reparos do ativo....vou continuar procurando.
                  É justamente nessa desconsideração do reparo q impera minha dúvida. A meu ver, sua previsão estah no Manual como descrito acima.

                  Grande abraço e grato pelos esclarecimentos.

                  Comentário

                  • Carla Levon
                    • 17/03/11
                    • 34

                    #10
                    Re: Questão de Contabilidade Publica

                    Oi, RANGGEW, devido às festas de fim de ano, vai ficar meio difícil entrar aqui no fórum; pretendo, durante esse tempo, ler mais profundamente sobre mensuração de ativos, aliás um assunto interessante para as provas e, principalmente, para o nosso trabalho. Volto em janeiro para continuarmos nosso estudo, ok? ainda tenho dúvidas a respeito.
                    Abraço, um bom Natal e um bom 2014 para você e todos do fórum.

                    Comentário

                    • vencer
                      • 07/08/11
                      • 16

                      #11
                      Re: Questão de Contabilidade Publica

                      Carla, boa tarde!

                      obrigado por tua análise. Fantástica, simplesmente!
                      Aparecerei aqui, em breve, trazendo questões deste nível para discutirmos, visto que certamente isto contribui para o crescimento daqueles que respiram contabilidade.
                      Felicidades e um bom ano novo a você, o Ranggew e o Enjogos que, incialmente, chutou a "bola" ao gol.

                      Comentário

                      • RANGGEW
                        • 01/07/08
                        • 614

                        #12
                        Re: Questão de Contabilidade Publica

                        Voto com o relator. Um feliz Natal e um excelente Ano Novo!
                        Muita saúde e paz a todos. Abraços!

                        Comentário

                        • controller
                          • 26/11/06
                          • 44

                          #13
                          Re: Questão de Contabilidade Publica

                          O problema é a banca examinadora e não as normas de contabilidade.
                          A banca que faz confusão com a Contabilidade Pública é a do CESPE.
                          Esaf, FGV e, principalmente, FCC, estão bem alinhados com a nova contabilidade pública.
                          Por falar em FCC, veja a resolução de algumas questões em http://www.contas.cnt.br
                          Procure lá em "notícias". Se preferir, pode acessar, também, http://contabilidadenosetorpublico.blogspot.com.br

                          Comentário

                          • controller
                            • 26/11/06
                            • 44

                            #14
                            Re: Questão de Contabilidade Publica

                            Olá pessoal,

                            Vou deixar meus comentários sobre a questão em debate.

                            Antes, porém, gostaria de esclarecer que, o que eu falei sobre a banca Cespe, foi no sentido de que a banca exige questões acima da realidade prática, logicamente cobrando um conhecimento bem acima da média, em alguns itens, a exemplo destes que ora debatemos.

                            Bom. Alguns colegas lançaram resoluções com fundamentos fortes, outros não. Este comentário não tem o propósito de ser o dono da verdade, mas está fundamentado no MCASP, aliado a outras fontes de conceituação econômica.

                            O ponto convergente de todos, creio, é que se trata de uma questão difícil ou dificílima, exigindo do candidato um amplo conhecimento teórico sobre o caso.

                            Nesta questão, o bem inicial, o ônibus, no valor de R$ 100.000,00, seria depreciado R$ 20.000,00/ano. Ok. Até o sinistro, o valor contábil líquido do bem era de R$ 40.000.

                            Neste ponto, a escola resolve recuperar o ônibus, afetado/avariado em acidente, gerando um custo de R$ 30.000,00. Assim, o valor contábil líquido do bem é, agora, de R$ 70.000,00.

                            A informação que temos é que a restauração não afetará a vida útil do bem. Dessa forma, restam somente dois anos para findar a vida útil do bem. Nesse caso, o bem seria depreciado em R$ 35.000/ano.

                            Mas aí entra a informação sobre um bem “novo”, similar, no valor de R$ 120.000,00. Sua depreciação seria R$ 24.000,00/ano.

                            Neste momento devemos analisar, avaliar e comparar dois cenários para definir os custos ou perdas: o cenário do bem recuperado e o cenário do bem “novo”. Entra aqui uma conceituação mais econômica do que contábil, pois estamos avaliando ou deveríamos avaliar o “custo de oportunidade” entre as duas alternativas. Ao escolhermos uma das alternativas (ou cenários), devemos aferir os custos da escolha ou da oportunidade.

                            Primeiramente vamos analisar a perda por irrecuperabilidade:

                            A entidade deve avaliar se há qualquer indicação de que um ativo possa ter o seu valor reduzido ao valor recuperável, sem possibilidade de reversão desta perda em um futuro próximo.
                            Baseado em “fontes internas de informação”, conforme dispõe o MCASP (Parte II, p. 75), temos que “o custo de manter a máquina excedeu significativamente aquele incluído no orçamento original” (exemplo do Raio-X, no MCASP). Fazendo um paralelo, temos que “o custo de manter o ônibus recuperado excede significativamente o custo incluído no planejamento de aquisição de um “novo” ônibus”.

                            Partindo deste raciocínio, temos que o custo do ônibus velho será de R$ 70.000,00, ou seja, dois anos restantes de uso vezes o valor da depreciação, que é R$ 35.000,00. Ao compararmos com o ônibus “novo”, perceberemos que o seu custo, no mesmo período, seria R$ 24.000,00 (de depreciação) vezes dois, ou seja, R$ 48.000,00. Assim, a perda por irrecuperabilidade seria R$ 70.000 – R$ 48.000,00 = R$ 22.000,00.

                            O MCASP (Parte II, p. 73) menciona que “O ativo é considerado como tendo sofrido perda por irrecuperabilidade porque não é mais capaz de prover à entidade com potencial de serviços, pois tem pouca ou nenhuma utilidade na contribuição para que ela atinja seus objetivos”.

                            Análise do custo de reposição depreciado

                            Aqui entra a conceituação de “custo de reposição de um ativo” (MCASP, V. II, p. 54), que é o custo para repor seu potencial de serviço bruto. Então, a escola deveria repor o ativo, no caso, o ônibus de R$ 120.000,00.

                            Ocorre que o custo de reposição, deve ser depreciado para refletir o ativo na sua condição de usado. Assim, se o ônibus original já havia sido usado/depreciado três anos, antes do acidente, devemos calcular a depreciação de três anos, do ônibus “novo”, a fim de “refletir o ativo na sua condição de usado”.

                            Calculamos, então, a depreciação de três anos sobre R$ 120.000,00, encontrando R$ 72.000,00 (R$ 24.000,00 vezes três anos). O custo de reposição depreciado, será, portanto, R$ 120.000,00 menos R$ 72.000,00, o que encontramos R$ 48.000,00.

                            Conforme mencionei no início, a questão exige um comparativo entre dois cenários para, então, aferir os custos envolvidos.

                            Lembrando que esses custos possuem conceituação econômica, a exemplo de custos irrecuperáveis e custos de oportunidade.

                            Abcs,
                            http://www.contas.cnt.br
                            http://contabilidadenosetorpublico.blogspot.com

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                            • DEFLEPP
                              • 05/02/08
                              • 1967

                              #15
                              Re: Questão de Contabilidade Publica

                              Originally posted by Carla Levon View Post
                              Olá, bem são mesmo muuuuiiitos problemas, como vc já deve ter percebido.

                              1 - Infelizmente, as Normas Brasileiras (NBC) não estão ainda completamente convergentes com as Normas Internacionais. Isso cria algumas lacunas, que precisam ser supridas pelas IFRS. Ou pelas BRGAAP, quando completas e suficientemente consolidadas, o que nem sempre ocorre.

                              2 - O MCASP - Manual de Contabilidade aplicada ao Setor Público também utiliza as NBC como base. Além disso, ele possui uma finalidade prática, tendendo por isso a ser mais sintético, não prevendo todas as situações.

                              3- O enunciado da questão traz o detalhe da vida útil (que no caso não é modificada pelo reparo do bem); essa afirmação nos remete ao RIR/99, art. 346, onde também temos uma orientação quanto ao tratamento a ser dado ao valor do reparo do bem: como despesa, diretamente no resultado.

                              4 - Outro ponto a refletir é que o enunciado faz referência à Abordagem por Custo de Reposição que, exatamente com essa nomenclatura, eu somente consegui achar nas IPSAS (normas internacionais aplicadas ao setor público) nºs 21 e 26, e que ainda não foram incorporadas ao nosso ordenamento jurídico-contábil. Ou seja, é referida uma parte teórica que ainda não consta das NBC.

                              5 - Ainda do ponto de vista normativo, o dano físico de um ativo imobilizado somente é considerado como fonte para cálculo da irrecuperabilidade quando não há mais conserto, e o ativo está inutilizado (está nas mesmas normas referidas no post anterior).

                              Considerando este último item, conjugado com as práticas contábeis (e também com RIR/99, art. 346) que orientam contabilizar como despesa do exercício o reparo de ativo (desde que não aumente a sua vida útil), pode-se questionar:

                              não estaríamos contabilizando esse prejuízo duas vezes?
                              primeiro, como despesa no resultado e depois, como perda por irrecuperabilidade?

                              a única resposta que consigo vislumbrar é: quando o ativo for consertado, devemos fazer a reversão da 'perda por irrecuperabilidade'.

                              Mas....nos casos previstos nas NBC para reversão do impairment não encontrei nada que faça menção a reparos do ativo....vou continuar procurando.

                              Bem, em resumo, cada vez mais exige-se do contador público o conhecimento teórico das NBC, do MCASP, das IFRS, das legislações fiscais e societárias, conjugado a um exercício mental de aplicação teórica às situações do cotidiano.
                              Estas pesquisas nos ajudam a realizar uma contabilidade mais coerente e fundamentada nas normas.
                              Obrigada e até mais,
                              e o contador ainda recebe essa merreca de remuneração dos órgãos públicos...sendo incluído na carreira de "AN.T.A." do executivo federal ao invés de ter carreira própria e valorizada ...lamentavel

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