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Cartórios: prós e contras

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  • josney
    • 07/03/14
    • 1

    Cartórios: prós e contras

    Boa tarde pessoal,


    Sou novíssimo aqui no fórum (é minha primeira mensagem), de modo que peço desculpas aos moderadores se o tópico for impertinente, mas digo que procurei bastante e não achei um tópico com este questionamento que farei. Ainda, não sei se é sub-fórum mais adequado, mas aqui vamos nós.

    Bem, sempre quis fazer concurso para procurador de estado que possa advogar. Hoje sou advogado e sempre disse que este é o único concurso que eu faria. De uns tempos pra cá tomei a decisão de realmente me dedicar para este fim.

    No entanto, pesquisando um pouco (inclusive aqui no fórum) verifiquei algumas outras carreiras. Cogitei juiz do trabalho e MPT, mas descartei. Só que tem os concursos para os cartórios extrajudiciais. E foi aqui que bateu uma dúvida violenta. Já perdi umas horinhas de sono por isso rsrsrs.

    O que eu sei é aquele básico "pode ser maravilhoso ou horrível, a depender da colocação". Obviamente pensar que vai conseguir um cartório que rende 600 mil por mês é sonhar até demais. Mas gostaria da impressão de vocês, e das notícias que vocês tem em suas respectivas regiões: em uma cidade pequeno/médio porte com seus 100 mil habitantes, o cartório não daria um bom rendimento?

    Pois concordo que cartório de um milhão é algo muuuuito distante. Mas e um que renda seus 60 mil reais?



    Ps: pessoal, desculpem essa abordagem exclusivamente financeira. Claro que comentários acerca de ambiente de trabalho e a vocação são bem vindos. Quis abordar diretamente isso pra tentar simplificar meu post (que já ficou meio grande). Abraços!
  • pacosuesa
    • 27/01/14
    • 2

    #2
    Re: Cartórios: prós e contras

    Também tenho essas dúvidas, alguém pode ajudar a esclarecer?

    Comentário

    • nobunaga
      • 12/03/14
      • 2

      #3
      Re: Cartórios: prós e contras

      Olá, josney e pacosuesa,

      Para saber o faturamento de um determinado cartório, consultem o portal Justiça Aberta, da Corregedoria do CNJ: <http://www.cnj.jus.br/corregedoria/justica_aberta/?> (procurem por “Produtividades e localização de Serventias extrajudiciais”, penúltimo link da página)

      Os números divulgados são de faturamento bruto por semestre. O líquido depende de diversos fatores que influenciam diretamente nas despesas (tabela de emolumentos, tributos, despesas administrativas etc.). Em termos aproximados, para tirar 60 mil reais limpos por mês, é razoável estimar que a arrecadação da serventia deva ser consistentemente superior a um milhão de reais por semestre.

      Comentário

      • TiagoFlores
        • 17/07/09
        • 166

        #4
        Re: Cartórios: prós e contras

        Com uma arrecadação semestral > R$ 1 milhão o titular do cartório fica com renda mensal de aproximadamente R$ 60 mil líquidos????? Já descontada folha de pagamento e tudo???

        Comentário

        • nobunaga
          • 12/03/14
          • 2

          #5
          Re: Cartórios: prós e contras

          Originally posted by TiagoFlores View Post
          Com uma arrecadação semestral > R$ 1 milhão o titular do cartório fica com renda mensal de aproximadamente R$ 60 mil líquidos????? Já descontada folha de pagamento e tudo???
          Muito basicamente, sim.

          Por exemplo: no Estado de São Paulo, 62,5% do valor total da arrecadação são receitas dos notários e registradores (ressalvados os de pessoas naturais), por força do art. 19, I, a, da Lei Estadual nº 11.331/02.

          Desse modo, uma arrecadação de um milhão por semestre dá cerca de 167 mil por mês, dos quais 104 mil (62,5%) são destinados ao titular para arcar com as despesas de sua serventia. As mais importantes são:

          1) ISS: alíquota de 5% sobre o serviço, no município de São Paulo, totalizando cerca de 8 mil reais mensais;

          2) Folha de pagamento e encargos sociais: assumindo que cada empregado celetista tem salário médio de pouco mais de mil reais, uma folha com, digamos, dez empregados daria uns 20 mil reais mensais, já considerados os encargos;

          3) Sobrariam cerca de 16 mil reais mensais para pagamento de aluguel ou amortização do imóvel, bem como fornecimento de água, energia elétrica, material de escritório, serviços de manutenção e informática, além de IR e INSS do titular.

          Observem que essa estimativa é simplificada, restrita, bastante rudimentar, uma vez que não contempla aspectos importantes, tais como: salários dos substitutos; 13º e férias dos empregados, necessidade de um quadro maior de empregados em algumas serventias, investimentos em modernização (inclusive com sistemas de digitalização), ampliação e reforma; provisão para pagamento de indenizações por responsabilidade civil (reparação de danos causados aos usuários por erros do ofício) e ações trabalhistas. Mais que isso, dependendo da serventia, pode haver passivo trabalhista e funcionários estatutários (não podem ser despedidos), além de muitos erros nos arquivos e registros. Daí vem a necessidade se ter um faturamento bem maior, para não se comprometer muito a renda líquida.

          Além disso, o oficial está impedido de advogar e não é servidor, ou seja, não tem férias, licenças nem 13º, e a aposentadoria é pelo INSS. Mesmo aposentado, só deixa o ofício quando vem a falecer (desde que não renuncie ou não perca a delegação antes).

          Finalmente, como já devem saber, é difícil pegar um ofício desses. De acordo com a Anoreg, 95% dos cartórios brasileiros são enquadrados como microempresas (faturamento anual inferior a 360 mil reais). Dos 5% restantes, o filé dificilmente vai a concurso (há Estados que nunca fizeram concurso até hoje). Quando vai, é acompanhado de uma briga de liminares na Justiça, que pode arrastar o certame por anos a fio. Sem falar que a prova oral vale 40% e a prova de títulos vale 20% da nota final de aprovação...

          Comentário

          • renank
            • 07/10/08
            • 10

            #6
            Re: Cartórios: prós e contras

            Originally posted by nobunaga View Post
            Muito basicamente, sim.

            Por exemplo: no Estado de São Paulo, 62,5% do valor total da arrecadação são receitas dos notários e registradores (ressalvados os de pessoas naturais), por força do art. 19, I, a, da Lei Estadual nº 11.331/02.

            Desse modo, uma arrecadação de um milhão por semestre dá cerca de 167 mil por mês, dos quais 104 mil (62,5%) são destinados ao titular para arcar com as despesas de sua serventia. As mais importantes são:

            1) ISS: alíquota de 5% sobre o serviço, no município de São Paulo, totalizando cerca de 8 mil reais mensais;

            2) Folha de pagamento e encargos sociais: assumindo que cada empregado celetista tem salário médio de pouco mais de mil reais, uma folha com, digamos, dez empregados daria uns 20 mil reais mensais, já considerados os encargos;

            3) Sobrariam cerca de 16 mil reais mensais para pagamento de aluguel ou amortização do imóvel, bem como fornecimento de água, energia elétrica, material de escritório, serviços de manutenção e informática, além de IR e INSS do titular.

            Observem que essa estimativa é simplificada, restrita, bastante rudimentar, uma vez que não contempla aspectos importantes, tais como: salários dos substitutos; 13º e férias dos empregados, necessidade de um quadro maior de empregados em algumas serventias, investimentos em modernização (inclusive com sistemas de digitalização), ampliação e reforma; provisão para pagamento de indenizações por responsabilidade civil (reparação de danos causados aos usuários por erros do ofício) e ações trabalhistas. Mais que isso, dependendo da serventia, pode haver passivo trabalhista e funcionários estatutários (não podem ser despedidos), além de muitos erros nos arquivos e registros. Daí vem a necessidade se ter um faturamento bem maior, para não se comprometer muito a renda líquida.

            Além disso, o oficial está impedido de advogar e não é servidor, ou seja, não tem férias, licenças nem 13º, e a aposentadoria é pelo INSS. Mesmo aposentado, só deixa o ofício quando vem a falecer (desde que não renuncie ou não perca a delegação antes).

            Finalmente, como já devem saber, é difícil pegar um ofício desses. De acordo com a Anoreg, 95% dos cartórios brasileiros são enquadrados como microempresas (faturamento anual inferior a 360 mil reais). Dos 5% restantes, o filé dificilmente vai a concurso (há Estados que nunca fizeram concurso até hoje). Quando vai, é acompanhado de uma briga de liminares na Justiça, que pode arrastar o certame por anos a fio. Sem falar que a prova oral vale 40% e a prova de títulos vale 20% da nota final de aprovação...
            up!!!!!

            Comentário

            • PATRI975
              • 29/03/10
              • 16

              #7
              Re: Cartórios: prós e contras

              Olá, pessoal.

              Passei no concurso da Receita Federal em 2010, fiz faculdade de Direito e agora estou querendo estudar para esse concurso de cartório.

              Que cursinho ou material vocês recomendam?

              Obrigada!

              Comentário

              • TiagoF
                • 12/04/14
                • 97

                #8
                Tenho dois colegas que passaram em concursos para cartório... segundo informações dele é plenamente possível ficar com lucros que variam de 40% a 70% (a depender do mês - bom ou ruim), já descontado custos, porém sem descontar imposto de renda;;; possivelmente o melhor concurso do BR rsrs...

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