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Antigo Thu, 30/10/08, 11:44 PM
als als está offline
 
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Padrão Supremo Tribunal Federal - Analista Cespe

Hoje o sistema isola, atomiza o indivíduo. Por isso
seria importante pensar as novas formas de comunicação.
Mas o sistema também nega o indivíduo. Na economia, por
4 exemplo, mudam-se os valores de uso concreto e qualitativo
para os valores de troca geral e quantitativa. Na filosofia
aparece o sujeito geral, não o indivíduo. Então, a diferença
7 é uma forma de crítica. Afirmar o indivíduo, não no sentido
neoliberal e egoísta, mas no sentido dessa idéia da diferença
é um argumento crítico. Em virtude disso, dessa discussão
10 sobre a filosofia e o social surgem dois momentos
importantes: o primeiro é pensar uma comunidade autoreflexiva
e confrontar-se, assim, com as novas formas de
13 ideologia. Mas, por outro lado, a filosofia precisa da
sensibilidade para o diferente, senão repetirá apenas as
formas do idêntico e, assim, fechará as possibilidades do
16 novo, do espontâneo e do autêntico na história. Espero que
seja possível um diálogo entre as duas posições em que
ninguém tem a última palavra.
Miroslav Milovic. Comunidade da diferença.
Relume Dumará, p. 131-2 (com adaptações

Com referência às idéias e às estruturas lingüísticas do texto
acima, julgue os itens a seguir.
1 Depreende-se do texto que “pensar as novas formas de
comunicação” (R.2) significa isolar ou atomizar o indivíduo.
2 Preservando-se a correção gramatical do texto, bem como
sua coerência argumentativa, a forma verbal “mudam-se”
(R.4) poderia ser empregada também no singular.
3 O conectivo “Então” (R.6) estabelece uma relação de tempo
entre as idéias expressas em duas orações.
4 A partir do desenvolvimento das idéias do texto, conclui-se
que a palavra “crítico” (R.9) está sendo empregada como
crucial, perigoso.
5 O emprego de “Em virtude disso” (R.9) mostra que,
imediatamente antes do termo “o social” (R.10) está
subtendida a preposição de, que, se fosse explicitada, teria
de ser empregada sob a forma do.
6 A expressão “por outro lado” (R.13) explicita a
caracterização do segundo dos “dois momentos importantes”
(R.10-11).
7 Como o último período sintático do texto se inicia pela idéia
de possibilidade, a substituição do verbo “tem” (R.18) por
tenha, além de preservar a correção gramatical do texto,
ressaltaria o caráter hipotético do argumento.



O agente ético é pensado como sujeito ético, isto é,
como um ser racional e consciente que sabe o que faz, como
um ser livre que escolhe o que faz e como um ser
4 responsável que responde pelo que faz. A ação ética é
balizada pelas idéias de bem e de mal, justo e injusto, virtude
e vício. Assim, uma ação só será ética se consciente, livre e
7 responsável e será virtuosa se realizada em conformidade
com o bom e o justo. A ação ética só é virtuosa se for livre
e só o será se for autônoma, isto é, se resultar de uma decisão
10 interior do próprio agente e não de uma pressão externa.
Evidentemente, isso leva a perceber que há um conflito entre
a autonomia da vontade do agente ético (a decisão emana
13 apenas do interior do sujeito) e a heteronomia dos valores
morais de sua sociedade (os valores são dados externos ao
sujeito). Esse conflito só pode ser resolvido se o agente
16 reconhecer os valores de sua sociedade como se tivessem
sido instituídos por ele, como se ele pudesse ser o autor
desses valores ou das normas morais, pois, nesse caso, ele
19 será autônomo, agindo como se tivesse dado a si mesmo sua
própria lei de ação.
Marilena Chaui. Uma ideologia perversa.
In: Folhaonline, 14/3/1999 (com adaptações



Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das estruturas
lingüísticas e das idéias do texto acima.
8 Depreende-se do texto que “agente” e “sujeito”, ambos na
linha 1, não são sinônimos, embora possam remeter ao
mesmo indivíduo.
9 De acordo com as relações argumentativas do texto, se uma
ação não for “virtuosa” (R.7), ela não resulta de decisão
interior; se não for “ética” (R.6), ela não será consciente, livre
e responsável.
10 É pela acepção do verbo levar, em “leva a perceber” (R.11),
que se justifica o emprego da preposição “a” nesse trecho, de
tal modo que, se for empregado o substantivo
correspondente a “perceber”, percepção, a preposição
continuará presente e será correto o emprego da crase: à
percepção.
11 Os sinais de parênteses nas linhas de 12 a 15 têm a função de
organizar as idéias que destacam e de inseri-las na
argumentação do texto; por isso, sua substituição pelos sinais
de travessão preservaria a coerência textual e a correção do
texto, mas, na linha 15, o ponto final substituiria o segundo
travessão.
12 A expressão “Esse conflito” (R.15) tem a função textual de
recuperar a idéia de “heteronomia” (R.13).
13 A organização das idéias no texto mostra que, em suas duas
ocorrências, o pronome “ele”, na linha 17, refere-se
textualmente a “agente” (R.15).
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  #2  
Antigo Sat, 01/11/08, 04:52 PM
Sereno Sereno está offline
 
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Posts: 495
Padrão Re: Supremo Tribunal Federal - Analista Cespe

Citação:
Postado Originalmente por als
Hoje o sistema isola, atomiza o indivíduo. Por isso
seria importante pensar as novas formas de comunicação.
Mas o sistema também nega o indivíduo. Na economia, por
4 exemplo, mudam-se os valores de uso concreto e qualitativo
para os valores de troca geral e quantitativa. Na filosofia
aparece o sujeito geral, não o indivíduo. Então, a diferença
7 é uma forma de crítica. Afirmar o indivíduo, não no sentido
neoliberal e egoísta, mas no sentido dessa idéia da diferença
é um argumento crítico. Em virtude disso, dessa discussão
10 sobre a filosofia e o social surgem dois momentos
importantes: o primeiro é pensar uma comunidade autoreflexiva
e confrontar-se, assim, com as novas formas de
13 ideologia. Mas, por outro lado, a filosofia precisa da
sensibilidade para o diferente, senão repetirá apenas as
formas do idêntico e, assim, fechará as possibilidades do
16 novo, do espontâneo e do autêntico na história. Espero que
seja possível um diálogo entre as duas posições em que
ninguém tem a última palavra.
Miroslav Milovic. Comunidade da diferença.
Relume Dumará, p. 131-2 (com adaptações

Com referência às idéias e às estruturas lingüísticas do texto
acima, julgue os itens a seguir.
1 Depreende-se do texto que “pensar as novas formas de
comunicação” (R.2) significa isolar ou atomizar o indivíduo.
2 Preservando-se a correção gramatical do texto, bem como
sua coerência argumentativa, a forma verbal “mudam-se”
(R.4) poderia ser empregada também no singular.
3 O conectivo “Então” (R.6) estabelece uma relação de tempo
entre as idéias expressas em duas orações.
4 A partir do desenvolvimento das idéias do texto, conclui-se
que a palavra “crítico” (R.9) está sendo empregada como
crucial, perigoso.
5 O emprego de “Em virtude disso” (R.9) mostra que,
imediatamente antes do termo “o social” (R.10) está
subtendida a preposição de, que, se fosse explicitada, teria
de ser empregada sob a forma do.
6 A expressão “por outro lado” (R.13) explicita a
caracterização do segundo dos “dois momentos importantes”
(R.10-11).
7 Como o último período sintático do texto se inicia pela idéia
de possibilidade, a substituição do verbo “tem” (R.18) por
tenha, além de preservar a correção gramatical do texto,
ressaltaria o caráter hipotético do argumento.



O agente ético é pensado como sujeito ético, isto é,
como um ser racional e consciente que sabe o que faz, como
um ser livre que escolhe o que faz e como um ser
4 responsável que responde pelo que faz. A ação ética é
balizada pelas idéias de bem e de mal, justo e injusto, virtude
e vício. Assim, uma ação só será ética se consciente, livre e
7 responsável e será virtuosa se realizada em conformidade
com o bom e o justo. A ação ética só é virtuosa se for livre
e só o será se for autônoma, isto é, se resultar de uma decisão
10 interior do próprio agente e não de uma pressão externa.
Evidentemente, isso leva a perceber que há um conflito entre
a autonomia da vontade do agente ético (a decisão emana
13 apenas do interior do sujeito) e a heteronomia dos valores
morais de sua sociedade (os valores são dados externos ao
sujeito). Esse conflito só pode ser resolvido se o agente
16 reconhecer os valores de sua sociedade como se tivessem
sido instituídos por ele, como se ele pudesse ser o autor
desses valores ou das normas morais, pois, nesse caso, ele
19 será autônomo, agindo como se tivesse dado a si mesmo sua
própria lei de ação.
Marilena Chaui. Uma ideologia perversa.
In: Folhaonline, 14/3/1999 (com adaptações



Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das estruturas
lingüísticas e das idéias do texto acima.
8 Depreende-se do texto que “agente” e “sujeito”, ambos na
linha 1, não são sinônimos, embora possam remeter ao
mesmo indivíduo.
9 De acordo com as relações argumentativas do texto, se uma
ação não for “virtuosa” (R.7), ela não resulta de decisão
interior; se não for “ética” (R.6), ela não será consciente, livre
e responsável.
10 É pela acepção do verbo levar, em “leva a perceber” (R.11),
que se justifica o emprego da preposição “a” nesse trecho, de
tal modo que, se for empregado o substantivo
correspondente a “perceber”, percepção, a preposição
continuará presente e será correto o emprego da crase: à
percepção.
11 Os sinais de parênteses nas linhas de 12 a 15 têm a função de
organizar as idéias que destacam e de inseri-las na
argumentação do texto; por isso, sua substituição pelos sinais
de travessão preservaria a coerência textual e a correção do
texto, mas, na linha 15, o ponto final substituiria o segundo
travessão.
12 A expressão “Esse conflito” (R.15) tem a função textual de
recuperar a idéia de “heteronomia” (R.13).
13 A organização das idéias no texto mostra que, em suas duas
ocorrências, o pronome “ele”, na linha 17, refere-se
textualmente a “agente” (R.15).
1F; 2F; 3F; 4V; 5V; 6V; 7V; 8?; 9? ; 10V; 11V; 12V;
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  #3  
Antigo Sat, 01/11/08, 04:55 PM
Lanlan Marsula Lanlan Marsula está offline
 
Registrado em: 02/09/07
Posts: 3,927
Padrão Re: Supremo Tribunal Federal - Analista Cespe

Citação:
Postado Originalmente por als
Hoje o sistema isola, atomiza o indivíduo. Por isso
seria importante pensar as novas formas de comunicação.
Mas o sistema também nega o indivíduo. Na economia, por
4 exemplo, mudam-se os valores de uso concreto e qualitativo
para os valores de troca geral e quantitativa. Na filosofia
aparece o sujeito geral, não o indivíduo. Então, a diferença
7 é uma forma de crítica. Afirmar o indivíduo, não no sentido
neoliberal e egoísta, mas no sentido dessa idéia da diferença
é um argumento crítico. Em virtude disso, dessa discussão
10 sobre a filosofia e o social surgem dois momentos
importantes: o primeiro é pensar uma comunidade autoreflexiva
e confrontar-se, assim, com as novas formas de
13 ideologia. Mas, por outro lado, a filosofia precisa da
sensibilidade para o diferente, senão repetirá apenas as
formas do idêntico e, assim, fechará as possibilidades do
16 novo, do espontâneo e do autêntico na história. Espero que
seja possível um diálogo entre as duas posições em que
ninguém tem a última palavra.
Miroslav Milovic. Comunidade da diferença.
Relume Dumará, p. 131-2 (com adaptações

Com referência às idéias e às estruturas lingüísticas do texto
acima, julgue os itens a seguir.

1 Depreende-se do texto que “pensar as novas formas de
comunicação” (R.2) significa isolar ou atomizar o indivíduo.
E, justamente porque o sistema isola os indivíduos é que se faz necessário pensar novas formas de comunicação.

2 Preservando-se a correção gramatical do texto, bem como
sua coerência argumentativa, a forma verbal “mudam-se”
(R.4) poderia ser empregada também no singular.
Essa é capciosa, mudam-se pode estar ligada tanto a "valores" quanto a oração que se inicia em "valores e termina em quantitativa" e aí será um sujeito oracional... essa foi maldade!! alternativa correta!

3 O conectivo “Então” (R.6) estabelece uma relação de tempo
entre as idéias expressas em duas orações.
Errado, valor de conclusão

4 A partir do desenvolvimento das idéias do texto, conclui-se
que a palavra “crítico” (R.9) está sendo empregada como
crucial, perigoso. Errado, Julgamento

5 O emprego de “Em virtude disso” (R.9) mostra que,
imediatamente antes do termo “o social” (R.10) está
subtendida a preposição de, que, se fosse explicitada, teria
de ser empregada sob a forma do.
E, se adicionarmos "do" perde-se o paralelismo

6 A expressão “por outro lado” (R.13) explicita a
caracterização do segundo dos “dois momentos importantes”
(R.10-11).
Correto, continua com o contraponto.

7 Como o último período sintático do texto se inicia pela idéia
de possibilidade, a substituição do verbo “tem” (R.18) por
tenha, além de preservar a correção gramatical do texto,
ressaltaria o caráter hipotético do argumento.
Correto, é o que o autor espera, e não sabe se acontecerá


O agente ético é pensado como sujeito ético, isto é,
como um ser racional e consciente que sabe o que faz, como
um ser livre que escolhe o que faz e como um ser
4 responsável que responde pelo que faz. A ação ética é
balizada pelas idéias de bem e de mal, justo e injusto, virtude
e vício. Assim, uma ação só será ética se consciente, livre e
7 responsável e será virtuosa se realizada em conformidade
com o bom e o justo. A ação ética só é virtuosa se for livre
e só o será se for autônoma, isto é, se resultar de uma decisão
10 interior do próprio agente e não de uma pressão externa.
Evidentemente, isso leva a perceber que há um conflito entre
a autonomia da vontade do agente ético (a decisão emana
13 apenas do interior do sujeito) e a heteronomia dos valores
morais de sua sociedade (os valores são dados externos ao
sujeito). Esse conflito só pode ser resolvido se o agente
16 reconhecer os valores de sua sociedade como se tivessem
sido instituídos por ele, como se ele pudesse ser o autor
desses valores ou das normas morais, pois, nesse caso, ele
19 será autônomo, agindo como se tivesse dado a si mesmo sua
própria lei de ação.
Marilena Chaui. Uma ideologia perversa.
In: Folhaonline, 14/3/1999 (com adaptações



Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das estruturas
lingüísticas e das idéias do texto acima.
8 Depreende-se do texto que “agente” e “sujeito”, ambos na
linha 1, não são sinônimos, embora possam remeter ao
mesmo indivíduo.
Correto

9 De acordo com as relações argumentativas do texto, se uma
ação não for “virtuosa” (R.7), ela não resulta de decisão
interior; se não for “ética” (R.6), ela não será consciente, livre
e responsável.
Errado, será virtuosa se realizada em conformidade com o bom e com o justo.

10 É pela acepção do verbo levar, em “leva a perceber” (R.11),
que se justifica o emprego da preposição “a” nesse trecho, de
tal modo que, se for empregado o substantivo
correspondente a “perceber”, percepção, a preposição
continuará presente e será correto o emprego da crase: à
percepção.
Correto, leva à percepção.

11 Os sinais de parênteses nas linhas de 12 a 15 têm a função de
organizar as idéias que destacam e de inseri-las na
argumentação do texto; por isso, sua substituição pelos sinais
de travessão preservaria a coerência textual e a correção do
texto, mas, na linha 15, o ponto final substituiria o segundo
travessão.
Correto

12 A expressão “Esse conflito” (R.15) tem a função textual de
recuperar a idéia de “heteronomia” (R.13).
Errado, retoma conflito

13 A organização das idéias no texto mostra que, em suas duas
ocorrências, o pronome “ele”, na linha 17, refere-se
textualmente a “agente” (R.15).
Correto

LAn
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  #4  
Antigo Sat, 01/11/08, 05:01 PM
Lanlan Marsula Lanlan Marsula está offline
 
Registrado em: 02/09/07
Posts: 3,927
Padrão Re: Supremo Tribunal Federal - Analista Cespe

João, a não comentei a 8 - aqui segue então a justificativa....


O texto fala de suas pessoas distintas, um - o sujeito ético, é ético porque é responsável, consciente e livre, diria que ele é naturalmente ético.

O outro não, ele vive em conflito com sua autonomia de vontade, ele vive realizando as vontades da sociedade...

É mais ou menos isso, só em linhas gerais
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  #5  
Antigo Sun, 02/11/08, 01:41 PM
Sereno Sereno está offline
 
Registrado em: 25/11/06
Localização: 8ª RF - M.do Sol
Posts: 495
Padrão Re: Supremo Tribunal Federal - Analista Cespe

Lalan, obrigado pelos comentários; em IT, sempre deixei a desejar! Eu teria que treinar eesolvendo bastantes exercícios, mas não tenho paciência pra isso!
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