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Padrão Alterações na Lei 6.404/76 por Ricardo Ferreira

Comentários à Lei nº 11.638/07, que altera a Lei nº 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações)

Ricardo J. Ferreira

Ao apagar das luzes do processo legislativo de 2007, mais precisamente no dia 28 de dezembro desse ano, foi publicada a Lei nº 11.638/07, que, entre outras coisas, altera os artigos 176 a 179, 181 a 184, 187, 188, 197, 199, 226 e 248 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976 e revoga as alíneas c e d do § 1o do art. 182 e o § 2o do art. 187 da mesma lei.

Estes nossos comentários têm por objetivo atualizar os livros Contabilidade Básica – 4ª edição e Contabilidade Avançada e Intermediária – 2ª edição, ambos de nossa autoria e publicados pela Editora Ferreira, bem como orientar os estudantes e profissionais de Contabilidade quanto aos efeitos das mudanças.

Em linhas gerais as alterações provocadas pela nova lei são de natureza mais teórica e não devem causar grandes transtornos a quem já conhecia a disciplina em tela. São modificações que envolvem tanto a Contabilidade Geral quanto a Avançada, sendo, em alguns casos, difícil ou mesmo impossível determinar o que faz parte de uma, de outra ou de ambas, já que a divisão da Contabilidade em áreas tem finalidade meramente didática.

Nos primeiros anos após essas alterações, acreditamos ser importante que os estudantes de Contabilidade (em especial os mais experientes) mantenham o conhecimento da legislação que foi revogada. Em circunstâncias semelhantes (quando da edição da Lei nº 10.303/01, por exemplo), tivemos a oportunidade de presenciar questões envolvendo as duas legislações, a atual e a revogada, cabendo ao concursando identificar qual aplicar de acordo com as datas citadas no enunciado da questão. Eis um exemplo disso em prova para auditor-fiscal da Receita (questões extraídas de nosso livro Contabilidade Avançada e Intermediária – 2ª edição, Editora Ferreira, págs. 237 e 238):

(AFRF/2003/Esaf) Para responder às questões de nºs 57 e 58 considere a situação descrita a seguir.

A Cia. Boreal, empresa agrícola atuante nesse mercado há 22 anos, no início de 1997 participa como acionista na constituição da Cia. Beneficiadora de Cereais, cujo capital social é totalmente integralizado e formado por 1.200.000 ações distribuídas, de acordo com os limites legais, em ações ordinárias e preferenciais com valores nominais de R$ 10,00 cada uma. No início de 2003 a diretoria da Cia. Boreal, obedecendo a seu planejamento estratégico para expansão, decide fazer uma proposta de aquisição para o controle acionário da Cia. Transportadora Carga Pesada que, no momento, passa por problemas de gestão, apesar de ter sido constituída em janeiro de 2002, dentro dos limites máximos de classes de ações permitidos pela legislação da época. Com capital social representado por 900.000 ações ordinárias e preferenciais com valor unitário de R$ 10,00/ação, seus acionistas estão dispostos a negociar a venda do controle acionário pelo valor nominal das ações desde que essa operação seja realizada à vista.

57- Com base nas informações acima, indique o valor mínimo que a Cia. Boreal deveria pagar para tornar- se a controladora da empresa transportadora.

a) R$ 4.500.000

b) R$ 3.000.010

c) R$ 3.000.000

d) R$ 2.250.010

e) R$ 1.500.000

Capital da Transportadora

Ações ordinárias com direito a voto 450.000

Ações preferenciais sem direito a voto 450.000

Total 900.000

Valor das ações ordinárias com direito a voto: 450.000 x 10,00 = 4.500.000,00. O controle seria obtido com 50% + 1 ação com direito a voto: 225.001 ações ordinárias → 225.001 x 10,00 = 2.225.010,00.

Gabarito oficial: D

58- Para possuir a preponderância nas deliberações sociais de modo permanente e com segurança na Cia. Beneficiadora de Cereais, a Cia. Boreal deve possuir pelo menos:

a) 50% do capital total da investida.

b) 40% das ações totais da investida.

c) 33,3% do patrimônio líquido da investida.

d) 25% das ações ordinárias da investida.

e) 16,7% do capital votante da investida.

A Cia. Beneficiadora de Cereais foi constituída no início de 1997, quando a Lei nº 6.404/76 admitia que até 2/3 das ações fossem preferenciais sem direito a voto (art. 15, § 2º, antes da nova redação dada pela Lei nº 10.303/2001. Somente com a edição desta lei, o percentual máximo de ações preferenciais sem direito a voto passou a ser de 50% do total). Desse modo, se apenas 1/3 das ações da Beneficiadora fossem ordinárias com direito a voto (400.000 ações), o controle seria possível com a aquisição de 200.001 ações ordinárias, que representariam 16,7% do capital total (200.001 / 1.200.000 = 0,167 ou 16,7%), e não 16,7% do capital votante. Em virtude dessa falha, a questão deveria ter sido anulada.

Gabarito oficial: E

1. Introdução

Segundo a Comissão de Valores Mobiliários, as alterações promovidas por intermédio da Lei nº 11.638/07 têm por objetivo adequar a Lei nº 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações), principalmente na parte em que ela dispõe sobre matéria contábil, à nova realidade da economia brasileira, tendo em vista o processo de globalização dos mercados, bem como a evolução havida, em âmbito mundial, dos princípios fundamentais de contabilidade.

Assim, as alterações legislativas ora comentadas buscam criar condições para harmonizar as práticas contábeis adotadas no Brasil e as demonstrações contábeis correspondentes com as práticas e demonstrações exigidas nos principais mercados financeiros mundiais.

Os International Accounting Standards (IAS) são normas internacionais de contabilidade (pronunciamentos) emitidas pelo International Accounting Standars Committee (IASC), criado em 1973 por 10 países: Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Irlanda, Japão, México, Países baixos e Reino Unido, com a finalidade de formular um novo padrão de normas contábeis internacionais que possa ser universalmente aceito.

Em 2001, como órgão do IASC, foi criado o IASB (International Accounting standards Board), que assumiu as responsabilidades técnicas do IASC, inclusive a edição de pronunciamentos. Após a criação do IASB, os novos pronunciamentos editados passaram a ser denominados IFRS (International Financial Reporting Standard). Apesar disso, ainda existem diversos IAS em vigor.

Atualmente, cerca de 100 país, inclusive o Brasil, exigem que suas empresas adotem procedimentos contábeis com base nas determinações do IASB, que pode ser definido como um conselho internacional de normas contábeis cuja aplicação tende a se tornar universal.

Entre outras coisas, essa padronização de regras com o mercado internacional facilita a análise das demonstrações por investidores estrangeiros interessados em aplicar recursos em nosso país.

2. Demonstração do Fluxo de Caixa

Com as novas alterações, a demonstração dos fluxos de caixa torna-se obrigatória para as companhias abertas, assim como para as fechadas com patrimônio líquido, na data do balanço, igual ou superior a R$ 2 milhões. A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2 milhões não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa.

A Lei nº 11.638/07 substitui a demonstração das origens e aplicações de recursos (DOAR, que passa a ser facultativa) pela demonstração dos fluxos de caixa (DFC), acompanhando uma tendência internacional e em atendimento aos interesses dos analistas de mercado e investidores institucionais. A DFC evidencia, por meio dos fluxos de recebimentos e pagamentos, as modificações ocorridas nas disponibilidades (caixa e equivalentes de caixa) da companhia em um determinado período.

Apesar de ser uma demonstração mais completa quanto ao volume de informações, pesaram conta a DOAR o fato de ela apresentar estrutura e conceitos de difícil entendimento por não-contabilistas. A DFC adota linguagem de mais fácil assimilação pelo público interessado nas informações contábeis, principalmente quando elaborada pelo método direto, em que a demonstração é estruturada a partir do movimento direto das entradas e saídas de disponibilidades (no método indireto a DFC é elaborada a partir do lucro ou prejuízo do exercício, que sofre ajustes similares aos da Doar).

Conforme a Lei nº 11.638/07, a demonstração dos fluxos de caixa deve indicar, pelo menos, as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando essas alterações em, no mínimo, três fluxos: 1) das operações, 2) dos financiamentos e 3) dos investimentos. Tudo isso já era observado antes da nova lei. A diferença é que agora a DFC passa a ser obrigatória.

A estrutura dessa demonstração já foi amplamente divulgada em livros de Contabilidade Avançada e não deve sofrer mudanças significativas no curto prazo. Portanto, quem já a conhece não precisa se preocupar.

3. Demonstração do Valor Adicionado

Para as companhias abertas, a Lei nº 11.638/07 também tornou obrigatória a demonstração do valor adicionado (DVA). As companhias fechadas estão dispensadas de elaborar essa demonstração.

Nos termos dessa mesma lei a demonstração do valor adicionado deve indicar, no mínimo, o valor da riqueza gerada pela companhia (o que ela agregou à economia em termos de bens e serviços), a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a sua geração, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída.

A Lei nº 11.638/07 não fixa um modelo de DVA, mas isso já havia sido feito pelas entidades reguladoras. Por isso, de forma similar à DFC, a estrutura da DVA permanece sendo a que consta dos livros de Contabilidade Avançada e não deve sofrer mudanças significativas no curto prazo.

4. Demonstrações Obrigatórias na Nova Legislação

Com a nova legislação, eis as demonstrações obrigatórias:

1 - balanço patrimonial;

2 - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados ou, se companhia aberta, por exigência da CVM, demonstração das mutações do patrimônio líquido;

3 - demonstração do resultado do exercício;

4 - demonstração dos fluxos de caixa, exceto no caso de companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2 milhões; e

5 - se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.

A Lei nº 11.638/07 permite que a DFC e a DVA sejam divulgadas em seu primeiro ano de vigência sem a indicação dos valores correspondentes ao exercício anterior (demonstrações comparativas).

5. Escrituração

Com a nova redação dada ao § 2º do art. 177 da Lei nº 6.404/76, as disposições da lei tributária ou de legislação especial sobre atividade que constitui o objeto da companhia que conduzam à utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou à elaboração de outras demonstrações não elidem a obrigação de elaborar, para todos os fins da Lei das Sociedades por Ações, demonstrações financeiras em consonância com o disposto no caput do artigo citado. Tais disposições da lei tributária ou de legislação especial deverão ser alternativamente observadas pelo contabilista mediante registro:

1 - em livros auxiliares, sem modificação da escrituração mercantil; ou

2 - no caso da elaboração das demonstrações para fins tributários, na escrituração mercantil, desde que sejam efetuados em seguida lançamentos contábeis adicionais que assegurem a preparação e a divulgação de demonstrações financeiras com observância da Lei das S.A., devendo essas demonstrações ser auditadas por auditor independente registrado na Comissão de Valores Mobiliários.

Essa exigência decorre do fato de, na prática, disposições normativas editadas por entidades, agências e órgãos reguladores (e que em muitos casos estão em desacordo com princípios contábeis) serem aplicadas, por determinação deles, na escrituração mercantil e não em registros auxiliares, ao contrário do que determinava o texto original do art. 177 da Lei 6.404/76.

Na tentativa de corrigir essa distorção e de preservar o interesse de entidades, agências e órgãos reguladores sem que haja perda de qualidade da informação a ser disponibilizada para os demais usuários, a nova lei permite que a companhia adote em sua escrituração mercantil todas as disposições da lei tributária ou especial, desde que efetue, quando houver divergências, ajustes nessa escrituração, mediante lançamentos complementares, de forma a produzir demonstrações contábeis adequadas aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. Tendo em vista garantir um mínimo de qualidade para essas demonstrações, a Lei nº 11.638/07 condiciona a utilização desta última alternativa ao exame das demonstrações contábeis por auditor independente registrado na CVM.

De qualquer forma, os lançamentos de ajuste efetuados exclusivamente para harmonização de normas contábeis e as demonstrações e apurações com eles elaboradas não poderão ser base de incidência de impostos e contribuições nem ter quaisquer outros efeitos tributários.
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Antigo Thu, 03/01/08, 03:01 PM
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6. Normas Expedidas pela Comissão de Valores Mobiliárias – CVM

Conforme a nova lei, as normas expedidas pela CVM, de observância obrigatória pelas companhias abertas, deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de valores mobiliários.

Muito embora não estejam sujeitas ao controle da CVM, as companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre demonstrações financeiras expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários para as companhias abertas, o que implica adotar padrões contábeis internacionais.

7. Ativo Permanente

Em virtude da nova lei, o ativo permanente passa a ser dividido em:

1 - Investimentos.

2 - Imobilizado.

3 - Intangível.

4 - diferido.

Esta ordem observa o grau decrescente de liquidez.

7.1. Investimentos

No que tange a investimentos permanentes, a principal novidade são os critérios para avaliação de participações pelo método da equivalência patrimonial. Com a Lei nº 11.638/07 passam a ser avaliados pelo valor de patrimônio líquido os investimentos:

1 - em coligadas sobre cuja administração a investidora tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante;

2 - em controladas;

3 - em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum;

A nova lei não mais exige a relevância do investimento para fins de equivalência patrimonial, bem como, na hipótese de coligadas, fixa em 20% do capital votante o percentual mínimo para fins de aplicação desse método.

De resto, foram mantidos os demais critérios previstos no art. 248 da Lei das S.A. para fins de avaliação pelo valor de patrimônio líquido.

7.2. Imobilizado

De acordo com a nova sistemática do permanente, no ativo imobilizado devem constar os direitos que tenham por objeto bens corpóreos (materiais) destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. Vale dizer, o ativo imobilizado, que na legislação anterior era composto por bens corpóreos e incorpóreos, passa a apresentar apenas bens corpóreos.

Estas são algumas das redações propostas para o imobilizado (em projetos que originaram a Lei nº 11.638/07) que não foram convertidas em lei:

"Art.179.......................................... ..

II -

c) imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações de arrendamento mercantil financeiro ou de concessão ou exploração de serviços públicos; bem como os juros pagos ou creditados a acionistas ou terceiros, em fase pré-operacional, vinculados à aquisição ou produção desses bens;



"Art.179.......................................... ..

II -

c) imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações de arrendamento mercantil financeiro ou de concessão ou exploração de serviços públicos quando houver transferência dos benefícios, riscos e controle desses bens; assim como os juros pagos ou creditados a acionistas ou terceiros, em fase pré-operacional, vinculado aquisição ou produção desses bens;



"Art.179.......................................... ...

IV - imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações de concessão ou exploração de serviços públicos, quando houver transferência dos benefícios, riscos e controle desses bens;”

Finalmente, eis o texto aprovado, que passou a integrar a Lei nº 6.404/76:

"Art.179.......................................... ..

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638/07)

Podemos constatar que o inciso aprovado ficou com seu texto bastante desfigurado. No fim das contas, essa redação transformou o acessório “inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens” (isso estava originalmente vinculado à concessão ou exploração de serviços públicos, que sequer são bens corpóreos) em protagonista do texto. Assim, o legislador deixou espaço para as mais diversas interpretações do que significa dizer “transferir à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens”.

Antes da aprovação da nova lei, foi excluída do texto do inciso relativo ao imobilizado a menção ao lesing financeiro (locação + opção de compra), cujos bens correspondentes passariam a ser contabilizados nesse subgrupo, caso a redação original tivesse sido aprovada. O relator optou por eliminar a referência ao reconhecimento dos bens decorrentes de operações de arrendamento mercantil financeiro na contabilização como ativo imobilizado da companhia arrendatária. Seu objetivo é, segundo ele, eliminar o risco de uma “oneração tributária indevida sobre as empresas”, uma vez que atualmente o valor do arrendamento financeiro é registrado como despesa operacional dedutível para fins tributários, e não como parte do ativo imobilizado.

7.3. Intangível

Nos termos da Lei nº 11.638/07, no intangível devem ser classificados os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido.

Trata-se de um desmembramento do ativo imobilizado, que agora passa a contar apenas com bens corpóreos de uso permanente. Ao intangível cabem os bens incorpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou exercidos com essa finalidade, como, por exemplo, os direitos de exploração de serviços públicos mediante concessão ou permissão do Poder Público, marcas e patentes, bem como o fundo de comércio adquirido.

Os direitos classificados no intangível devem ser avaliados pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização, feita em função do prazo legal ou contratual de uso dos direitos ou em razão da sua vida útil econômica, deles o que for menor.

7.4. Diferido

Com a nova legislação, no ativo permanente diferido passam a ser registradas apenas:

1 - as despesas pré-operacionais; e

2 - os gastos de reestruturação que contribuirão, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem tão-somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional.

Gastos com reestruturação são os relacionados à criação ou extinção de departamentos, gerencias, cargos etc. Duas são as condições para que os gastos dessa natureza integrem o diferido: 1) devem contribuir para o aumento do resultado de dois ou mais exercícios e 2) não podem configurar apenas uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional. Ou seja, a reestruturação deve estar principalmente focada no aumento da receita, e não na demissão de pessoal. Na nova lei, ficaram de fora do diferido os custos, as despesas e outros encargos de reorganização (fusão, cisão, incorporação), ou modernização da companhia.

7.5. Revisão Periódica dos Valores do Imobilizado, Intangível e Diferido

A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado, no intangível e no diferido, a fim de que sejam:

1 - registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou

2 - revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização.

Portanto, torna-se obrigatória a revisão periódica dos itens registrados no ativo imobilizado, no intangível e no diferido, devendo-se verificar se os valores registrados nesses subgrupos serão recuperados por meio de suas operações futuras (geração de caixa futura). Caberá o registro de provisão para perdas quando não houver possibilidade de recuperação total ou parcial desses valores. No que tange aos mesmos subgrupos, aplica-se também a revisão da sua vida útil econômica estimada, com vistas ao ajuste dos prazos e dos critérios de depreciação, amortização e exaustão.

Um forte abraço e muito sucesso.

Ricardo Ferreira

Continua...
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  #3  
Antigo Thu, 03/01/08, 03:04 PM
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Concordo com o Prof Ricardo Ferreira. Nada impede da elaboradora pedir a legislação antiga e a nova. Resta-nos estudar mais ainda.
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  #4  
Antigo Thu, 03/01/08, 04:11 PM
 
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Belo post auditora.

Concurseiro sempre se ferra mesmo, a lei penal retroage para beneficiar o réu, mas para prejudicar o concurseiro ela avança, retroage, repristina...não é mole não.

Por obséquio, poderia postar o link do R.Ferreira

abs

ps: chamar isso de atualização é deboche.....
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  #5  
Antigo Thu, 03/01/08, 05:06 PM
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http://www.editoraferreira.com.br/publi ... 771&sid=12
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  #6  
Antigo Thu, 03/01/08, 08:11 PM
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Fala Povo!!!

Faco minhas as palavras do LH ... concurseiro eh ser desprezado pelo destino mesmo!!!
Para melhorar, alem das modificacoes, ainda temos a possibilidade de termos questoes que exijam a legislacao antiga e a atual ... ou seja, ninguem pode deixar de estudar DOAR, mas com certeza tem de aprender DFC e DVA ... e isso eh soh um exemplo!!!
O dia que chover mulher, nas nossas cabecas cairao gordas imensas e desdentadas!!!
Impressionante!!!
Abraco
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  #7  
Antigo Thu, 03/01/08, 08:13 PM
 
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Citação:
O dia que chover mulher, nas nossas cabecas cairao gordas imensas e desdentadas!!!
(trela)

A fase anda ruim mesmo...
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  #8  
Antigo Thu, 03/01/08, 08:22 PM
 
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Padrão Re: Alterações na Lei 6.404/76 por Ricardo Ferreira

Citação:
Postado Originalmente por Auditor PB
Estes nossos comentários têm por objetivo atualizar os livros Contabilidade Básica – 4ª edição e Contabilidade Avançada e Intermediária – 2ª edição, ambos de nossa autoria e publicados pela Editora Ferreira, bem como orientar os estudantes e profissionais de Contabilidade quanto aos efeitos das mudanças.
O livro nem chegou às livrarias e ja virá desatualizado. Poderiam parar a impressão e imprimi-lo posteriormente, já com as devidas atualizações. Capitalismo é barra!
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  #9  
Antigo Fri, 04/01/08, 12:46 AM
SIMPATICO SIMPATICO está offline
 
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Padrão Re: Alterações na Lei 6.404/76 por Ricardo Ferreira

Citação:
Postado Originalmente por Marduk

O livro nem chegou às livrarias e ja virá desatualizado. Poderiam parar a impressão e imprimi-lo posteriormente, já com as devidas atualizações. Capitalismo é barra!
Vc esta certo Markuk. Era só ninguem comprar o livro....
Agora o que vai acontecer.. O povo vai comprar esta edicao e depois uma nova edicao atualizada...
brasileiro espeeerto quando dá pra ser burro..... sai da frente!!!
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  #10  
Antigo Sat, 05/01/08, 08:14 PM
 
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Padrão Re: Alterações na Lei 6.404/76 por Ricardo Ferreira

Citação:
Postado Originalmente por SIMPATICO
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Postado Originalmente por Marduk

O livro nem chegou às livrarias e ja virá desatualizado. Poderiam parar a impressão e imprimi-lo posteriormente, já com as devidas atualizações. Capitalismo é barra!
Vc esta certo Markuk. Era só ninguem comprar o livro....
Agora o que vai acontecer.. O povo vai comprar esta edicao e depois uma nova edicao atualizada...
brasileiro espeeerto quando dá pra ser burro..... sai da frente!!!
Já até imagino a capa: 4ª edição - desatualizada pela lei 11638/2007.
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  #11  
Antigo Sun, 06/01/08, 11:52 AM
Auditor_PI Auditor_PI está offline
 
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Já está disponível para venda no site da editora Ferreira a 4ª edição de Contabilidade Básica. Estava pensando em comprar esse livro mais agora desatualizado não vou comprar. Interessante que o preço da 3ª edição era R$ 87,00 e agora da 4ª edição R$ 73,00. Estranho, não?
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  #12  
Antigo Sun, 06/01/08, 11:59 AM
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Já está disponível para venda no site da editora Ferreira a 4ª edição de Contabilidade Básica. Estava pensando em comprar esse livro mais agora desatualizado não vou comprar. Interessante que o preço da 3ª edição era R$ 87,00 e agora da 4ª edição R$ 73,00. Estranho, não?
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  #13  
Antigo Sun, 06/01/08, 12:08 PM
 
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Citação:
Postado Originalmente por Auditor_PI
Já está disponível para venda no site da editora Ferreira a 4ª edição de Contabilidade Básica. Estava pensando em comprar este livro mais agora desatualizado não vou comprar. Interessante que o preço da 3ª edição era R$ 87,00 e agora da 4ª edição R$ 73,00. Estranho, não?
Acho que rola de boicotar esses livros.
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  #14  
Antigo Sun, 06/01/08, 12:12 PM
 
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Citação:
Postado Originalmente por Auditor_PI
Interessante que o preço da 3ª edição era R$ 87,00 e agora da 4ª edição R$ 73,00. Estranho, não?
É porque o número de páginas foi aumentado (70 pgs. +/-) e, o mais importante de tudo: a cor da capa agora é verde.

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  #15  
Antigo Sun, 06/01/08, 01:03 PM
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Acredito que esse livro vai ter pouca saída, provavelmente outros autores como Velter e Missagia(Campus) já estão trabalhando em novas edições de seus livros.
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