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Tópico: Concurseiro e empresário. Como fica?


  1. #1
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    Padrão Concurseiro e empresário. Como fica?

    Perdoem-me por estar postando esse tópico no lugar errado, mas eu não sei em que lugar posso tirar essa dúvida.
    Pode tomar posse como sócio de alguma empresa? Se sim, quais são as restrições? Posso ser minoritário?
    Eu tenho uma micro empresa, estudo para concursos públicos e pretendo exercer as 2 atividades. É possível?
    Alguém aqui também é empresaria e estuda para concursos?
    Última edição por Ramosi; Tue, 12/04/11 às 07:23 PM.

  2. #2

    Padrão Re: Concurseiro e empresário. Como fica?

    Citação Postado Originalmente por Ramosi Ver Post
    Perdoem-me por está postando esse tópico no lugar errado, mas eu não sei em que lugar posso tirar essa dúvida.
    Pode tomar posse como sócio de alguma empresa? Se sim, quais são as restrições?
    Eu tenho uma micro empresa, estudo para concursos públicos e pretendo exercer as 2 atividades. É possível?
    Alguém aqui também é empresaria e estuda para concursos?
    Não pode. A atividade empresarial é incompatível com o serviço público.

    Você pode ser sócio de uma empresa sem administrá-la, apenas participando do capital.

  3. #3
    Tyler

    Padrão Re: Concurseiro e empresário. Como fica?

    Pode tranquilamente...vc pode ser socio cotista no papel e na prática pode gerenciar a empresa...já fiz isso e tenho muitos amigos concursados que vivem assim...inclusive fiscais com empresas de TI ou prestadoras de serviços, franquias...Ou vc pode ser o socio gerente e qdo passsar num concurso vc vai no seu contador e muda o contrato passando a ser cotista...

    a única bronca é que o tempo pra estudar some completamente...como empregado vc sai do emprego e vai pra casa e estuda um pouco...como dono vc fica 24hs pensando no seu negocio...

    Eu e meu sócio acabamos abortando nosso negócio em prol de passarmos pra fiscal primeiro...sabemos que estamos perto e com a empresa não estava dando pra estudar...

    vlw...

  4. #4
    cocaodoidao

    Padrão Re: Concurseiro e empresário. Como fica?

    claro que pode, é só ver os donos do ponto dos concursos.

  5. #5
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    Padrão Re: Concurseiro e empresário. Como fica?

    Eu estou interessado em saber como fica o aspecto legal. Eu já li em algum livro que o cara não pode ser gestor, administrador ou seja responsável pelos atos da empresa.
    O empresário pode ser apenas sócio sem participar da gestão, mas pode ser sócio majoritário?
    No caso do Ponto, os verdadeiros gestores da empresa pode ser outra pessoa, não tem como saber. VP e MA podem colocar apenas seus nomes para fortalecer a marca, mas na prática não serem os donos do negócio

  6. #6
    t.ultra

    Padrão Re: Concurseiro e empresário. Como fica?

    Citação Postado Originalmente por Ramosi Ver Post
    Eu estou interessado em saber como fica o aspecto legal. Eu já li em algum livro que o cara não pode ser gestor, administrador ou seja responsável pelos atos da empresa.
    O empresário pode ser apenas sócio sem participar da gestão, mas pode ser sócio majoritário?
    No caso do Ponto, os verdadeiros gestores da empresa pode ser outra pessoa, não tem como saber. VP e MA podem colocar apenas seus nomes para fortalecer a marca, mas na prática não serem os donos do negócio
    ]

    Cara, você pode abrir uma empresa, ter a maioria do capital, mas não pode administrá-la (pelo menos, não formalmente).

    O contrato social deve indicar outro sócio ou um terceiro (administrador) que irá administrar a entidade. Mas, cá entre nós, isso não lhe impede de dar as ordens, mas só quem irá assinar será o administrador.

    O que mais tem é auditor empresário! Com todo o conhecimento que estas pessoas detém, não atuar no mercado seria um desperdício (é claro que, estou falando em termos de conhecimento, jamais em termos de influência em razão do cargo ou da utilização de meios ilícitos).

  7. #7

    Padrão Re: Concurseiro e empresário. Como fica?

    Só um desabafo: eu também penso em abrir algo depois de aprovado em um bom concurso na área de educação técnica ou algo ligado a inovação tecnológica, com foco na formação educacional para a classe baixa, média baixa. Mas, cada um tem um caminho a seguir... Na minha humilde opinião a lei deveria permitir ao servidor ter empresa como gestor, desde que não comprometa seu rendimento no trabalho e não seja prestando serviço ao Estado onde ele atua. Senão mudar a lei eu abro com minha esposa e viro "sócio não-gestor" no papel. O Brasil precisa de empreendedores que gerem inovação, invistam em pesquisa, mas infelizmente a mente limitada, tacanha e pseudo esquerdista acha que empresário é ladrão e pagador de imposto e que servidor público tem que ser burocrata, batedor de carimbo. Ai fica uma briga entre "liberais faz de conta" com "esquerdistas de botequim". Sem criar polêmica, mas conheço história de pessoas que tem experiência e/ou mestrado/doutorado em áreas estratégicas ao país, mas que infelizmente exercem atividades em bancos, consultoria e como servidores públicos em áreas operacionais que poderiam estar contribuindo para a economia do país. Hoje a lei já possiblita a professores de universidades públicas se aproximarem da indústria, fazendo pesquisa de ponta, até mesmo abrindo empresas de base tecnológica. Agora imaginem quantos servidores engenheiros, físicos, matemáticos, biólogos, bioquímicos, agrônomos, dentre tantos, que poderiam contribuir ao país, gerando patentes, empregos e receita se fosse possível flexibilizar a lei? E pagando tributos que engordariam ainda mais nossos subsídios? O resto é histórinha marxista da carochinha que não engana mais nem chinês.
    Última edição por ronaldobasttos; Wed, 20/04/11 às 08:31 AM.

  8. #8
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    Padrão Re: Concurseiro e empresário. Como fica?

    Citação Postado Originalmente por ronaldobasttos Ver Post
    Só um desabafo: eu também penso em abrir algo depois de aprovado em um bom concurso na área de educação técnica ou algo ligado a inovação tecnológica, com foco na formação educacional para a classe baixa, média baixa. Mas, cada um tem um caminho a seguir... Na minha humilde opinião a lei deveria permitir ao servidor ter empresa como gestor, desde que não comprometa seu rendimento no trabalho e não seja prestando serviço ao Estado onde ele atua. Senão mudar a lei eu abro com minha esposa e viro "sócio não-gestor" no papel. O Brasil precisa de empreendedores que gerem inovação, invistam em pesquisa, mas infelizmente a mente limitada, tacanha e pseudo esquerdista acha que empresário é ladrão e pagador de imposto e que servidor público tem que ser burocrata, batedor de carimbo. Ai fica uma briga entre "liberais faz de conta" com "esquerdistas de botequim". Sem criar polêmica, mas conheço história de pessoas que tem experiência e/ou mestrado/doutorado em áreas estratégicas ao país, mas que infelizmente exercem atividades em bancos, consultoria e como servidores públicos em áreas operacionais que poderiam estar contribuindo para a economia do país. Hoje a lei já possiblita a professores de universidades públicas se aproximarem da indústria, fazendo pesquisa de ponta, até mesmo abrindo empresas de base tecnológica. Agora imaginem quantos servidores engenheiros, físicos, matemáticos, biólogos, bioquímicos, agrônomos, dentre tantos, que poderiam contribuir ao país, gerando patentes, empregos e receita se fosse possível flexibilizar a lei? E pagando tributos que engordariam ainda mais nossos subsídios? O resto é histórinha marxista da carochinha que não engana mais nem chinês.
    Legal seu post, só não entendi sua crítica em relação à atual estrutura da adm. pública, ligando-a aos ideais marxistas/esquerdistas. Afinal de contas, o conjunto normativo que rege a administração pública foi constituído, em sua maior parte, em períodos mais antigos, ou seja, por Milicos e tucanos.

  9. #9

    Padrão Re: Concurseiro e empresário. Como fica?

    Bom, não conheço tão bem esta área, mas o pouco que li nos textos e livros do Bresser Pereira, do Abrúcio, Lustosa e de parte do livro do Faoro o problema do Estado é muito anterior aos citados pelo colega. Começa no período colonial com o patrimonialismo Lusitano, passando pelo início da burocracia do DASP na era Vargas (modelo, que segundo Bresser Pereira não foi totalmente instauradao no Brasil), passando pelos milicos com o decreto-lei 200, pela CF 88 que é criticada por alguns autores, até culminar no governo social-democrata tucano sob a batuta do Bresser Pereira e a tentativa de instalar uma administração gerencial. Enfim, junta tudo e deu no que deu rs rs rs. Porém, fugimos do cerne da questão iniciada pelo colega e que serviu de desbafo. A minha opinião ainda continua: se a empresa for séria, gerar mais emprego e riqueza ao país (e mais tributo para investimento e para garantir meu futuro subsídio rs rs rs), pouco importa se é do tamanho do Eike Batista do Jardim Botânico ou do Chiquinho de Bangu ou de algum servidor público. Melhor ainda, por exemplo, se for de alguém que estudou no ITA, tem mestrado e doutorado com bolsa da CNPQ/CAPES, quer montar uma empresa de tecnologia, mas que desiste porque é quase impossível iniciar uma empresa no país e é mais rentável, muitas vezes, trabalhar em um fórum, escutando prepotência de juiz ou ficar batendo carimbo em aeroporto ou revistando mala.
    O resto é histórinha de terror albanesa ou chororô de viúva do Fidel. E voltemos aos estudos !!!!
    Última edição por ronaldobasttos; Wed, 20/04/11 às 11:10 AM.

  10. #10
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    Padrão Re: Concurseiro e empresário. Como fica?

    Citação Postado Originalmente por ronaldobasttos Ver Post
    Só um desabafo: eu também penso em abrir algo depois de aprovado em um bom concurso na área de educação técnica ou algo ligado a inovação tecnológica, com foco na formação educacional para a classe baixa, média baixa. Mas, cada um tem um caminho a seguir... Na minha humilde opinião a lei deveria permitir ao servidor ter empresa como gestor, desde que não comprometa seu rendimento no trabalho e não seja prestando serviço ao Estado onde ele atua. Senão mudar a lei eu abro com minha esposa e viro "sócio não-gestor" no papel. O Brasil precisa de empreendedores que gerem inovação, invistam em pesquisa, mas infelizmente a mente limitada, tacanha e pseudo esquerdista acha que empresário é ladrão e pagador de imposto e que servidor público tem que ser burocrata, batedor de carimbo. Ai fica uma briga entre "liberais faz de conta" com "esquerdistas de botequim". Sem criar polêmica, mas conheço história de pessoas que tem experiência e/ou mestrado/doutorado em áreas estratégicas ao país, mas que infelizmente exercem atividades em bancos, consultoria e como servidores públicos em áreas operacionais que poderiam estar contribuindo para a economia do país. Hoje a lei já possiblita a professores de universidades públicas se aproximarem da indústria, fazendo pesquisa de ponta, até mesmo abrindo empresas de base tecnológica. Agora imaginem quantos servidores engenheiros, físicos, matemáticos, biólogos, bioquímicos, agrônomos, dentre tantos, que poderiam contribuir ao país, gerando patentes, empregos e receita se fosse possível flexibilizar a lei? E pagando tributos que engordariam ainda mais nossos subsídios? O resto é histórinha marxista da carochinha que não engana mais nem chinês.
    Tudo que é errado, ou que é contra o que pessoalmente se entende como "errado", no estado se nomeia de "esquerda"...

    É complicado criticar uma lei sem tentar compreender o objetivo dela.

    Há grande chance de o servidor que gerencia em paralelo uma empresa não se dedicar de modo satisfatório às suas atividades. Estou mentindo? Quem já gerenciou empresa sabe que é quase um filho pequeno: exige atenção total.

    E aí? Se a lei permitisse que os servidores trabalhassem em suas empresas, desde que "não comprometessem sua dedicação ao serviço público", quantos iam realmente cumprir esse não comprometimento? Quantos iam cumprir? Quem iria fiscalizar?

    É preciso tentar compreender a lei para então discutir sua validade. Não adianta ficar "com raiva" porque ela é contrária a seus interesses pessoais.


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