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A historia de minha aprovação na OAB

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  • Ciberdek
    • 19/02/10
    • 162

    A historia de minha aprovação na OAB

    Bem amigos, agora estou entrando em uma nova fase de minha vida, na qual planejo me dedicar a concursos jurídicos. Acompanho o fórum a algum tempo, mas só vim a entrar nele agora. É um prazer conhece-los.

    Antes de entrar nessa nova fase, gostaria de compartilhar com vocês este texto sobre minha jornada anterior. Ele não conta histórias épicas de estudos extremos como muitos casos de gente corajosa que vi aqui, mas além de ser uma história razoavelmente divetida, ela pode mostrar a muita gente que acha que não vai passar nunca, como com perseverança, até o que era muito dificil pode acabar acontecendo da forma mais improvável. Espero que gostem:

    Bom... Pra começar, no final de 2006 eu finalmente terminei minha faculdade de Direito. Após anos trabalhando como um camelo pra pagar a faculdade (E só pra isso pois não sobrava dinheiro pra mais nada) e estudando como se fosse um cientista da NASA, eu dei um tempo em tudo. Foram alguns meses sem fazer praticamente nada. Daí, mais ou menos em abril de 2007 comecei a estudar pra passar no exame da OAB. E só. Decidi não trabalhar e não ia fazer mais nada. E assim se foram mais de 5 meses estudando diariamente. Eu não pensava mais em nada e não fazia mais nada. Estudava todas as matérias, decorava e memorizava o que podia. Ainda por cima, fazia diariamente a solução de provas da 1º fase. Pelo menos 100 questões. Todo dia.

    O pouco dinheiro que consegui naquele tempo (Nem lembro como) eu guardei pra pagar os escorchantes R$ 180,00 da inscrição. Ou seja: Vida social, pessoal ou cultural ZERO. Chegou o dia da primeira fase. Quando li a prova, comecei a suar frio. Parecia que eu não sabia nada. Mas daí, eu comecei a fazer pelas matérias que tinha mais afinidade e levei umas quatro horas pra terminar tudo. Resultado: 57 acertos. Passei pra segunda. (São 100 questões. É preciso 50 acertos para ir para a segunda fase)

    Para quem acha que há pressão na primeira fase. Você nem imagina o que é a segunda. Porque se você dançar na primeira, OK, já era. Mas ninguém quer nadar duas fases e morrer na praia. Passar na primeira também nos faz sentir vencedores, pois geralmente mais de 70% já ficam por ali mesmo. Assim, o medo aumenta exponencialmente na segunda fase. Não admira que muita gente sente o peso da responsabilidade e fracassa na segunda fase. Para fechar, a correção da segunda fase é completamente subjetiva. Se o cara que corrige sua prova estiver com hemorróidas ou se broxou ontem à noite, você dançou.

    Assim, com todos estes bons pensamentos em mente, iniciei minha preparação pra segunda. Sem exagerar, foi um mês fazendo peças de cabeça, marcando códigos, e consultando livros. Eu lia, relia, marcava e copiava tudo o que podia.

    Naquele tempo, não existia mais nada no mundo. Era exame, exame, exame... umas 10 horas por dia.

    Assim, nem preciso dizer que quando chegou a hora do exame eu estava ultra pilhado. Serenidade interna, zero. Como eu tinha feito peças sem parar resolvi me apoiar na peça. Após 4 horas fazendo a maldita peça, percebi que tinha perdido a noção do tempo e não tinha nem ao menos olhado as questões (A prova da segunda fase é composta de 1 peça profissional que é baseada em um problema que te dão. A Peça vale até 5 pontos, e em 5 questões que valem 1 ponto cada. São necessários 6 pontos para passar)... Assim, eu tinha 1 hora para fazer 5 questões dificílimas e não estava nem mesmo com livros adequados pra isso. (Fui descobrir na hora da prova). Assim, após 4:50 de prova joguei a toalha, deixando até mesmo questões sem resposta. E não havia uma única questão que eu tinha certeza do que respondi. Ai, ai...

    Tudo bem. Eu esperava a reprovação, mas pô!, 2 PONTOS! (A prova vale até 10) Eu tinha acertado a peça, o endereçamento, a tese, a jurisprudência... Nas questões não esperava nada, e como dizia o profeta: “De onde menos se espera daí é que não sai coisa nenhuma mesmo”, e como bombei de forma indiscutível nas questões, oficialmente, após meses do mais insano estudo, entrei pra gorda estatística dos Bacharéis derrubados pela prova da OAB.

    Nem preciso dizer que o meu mundo caiu. Todo mundo ta pronto pra decepção, mas o que pega é a dose dela. Ninguém coloca meses da propria vida em algo e simplesmente fica impassível quando tudo vai pro raio que o parta. Assim, munido da revolta que Deus e a OAB me deram, mandei tudo à m*rda e fui ganhar algum dinheiro. Eu tava na lona, a meses não sabia o que era grana e tinha acabado de descobrir que a tudo tinha sido em vão. O que fazer?

    Resolvi comprar uma moto fuleira (CG 84) e trabalhar faznedo bico de motoboy enquanto estudava. Mas me dei mal. A porcaria da moto não parava de quebrar. Praticamente paguei pra trabalhar durante meses com aquela ximbica. Era conserto todo dia (Sem exagero).

    E nessa balada eu fui me dando mal e arriscando o couro durante uns 5 meses até que fiz amizade com um pessoal de uma construtora que eu atendia e fui convidado a trabalhar com eles. Era minha salvação da porcaria do bico de ser motoboy.

    Até parece!

    O pessoal daquela construtora era tão xarope, mas tão xarope, que em dois meses eu estava louco pra voltar pra rua! E em três, voltei. Não vou entrar em detalhes, mas trabalhar nesta construtora do qual não vou citar o nome provavelmente foi a pior coisa que fiz em minha vida profissional. E olha que minha vida profissional sempre foi uma grandessissima e renomada porcaria.

    Aquela construtora me deu duas felicidades. Uma quando entrei, e outra. Imensamente, gigantesca e descomunalmente maior, quando saí.

    Voltei pra rua, com outra moto. Uma CG 99. As quebras diminuíram, mas acabei chegando à conclusão que aquele negócio de motoboy não era pra mim. Fora o fato de eu ter curso superior (O que me dava um Atestado de perdedor por trabalhar em algo tão fuleiro), ainda tinha um aspecto do trabalho de motoboy que muito me irritava. Você chegava na droga da firma de motoboy às 8 da Matina. Ficava o dia inteiro na rua. Quando chegavam as 5 horas da tarde, sempre tinha um miserável de algum escritório de alguma empresa que te dava uma entrega la na casa do Kct, com um trânsito infernal. Aí essa pessoa após acabar com sua sua vida naquele dia, colocava a bundinha no carrinho dela e ia pra casa descansar, e você ia chegar em casa só la pelas 9 da noite. Se tiver sorte. Até que uma noite, minha sorte acabou.

    A pá de cal em minha carreira de motoboy se deu quando eu fui atingido por uma Picape S10 dirigida por um cara bêbado em plena cidade de Taubaté às 8:30 da noite de uma Sexta Feira gelada. Não tinha como ser pior. Tive de voltar na Dutra, por mais de 100 Quilômetros, todo arrebentado, e com a moto toda torta. Cheguei em casa com a pena inchada e o braço absolutamente todo roxo às 3:30 da manhã para desespero de minha mulher. O tal bêbado ainda queria que eu pagasse a picape e tentou me agredir. Pior que isso só se eu tivesse sido preso e a moto tivesse pegado fogo.

    Após tal roubada, ainda tive coragem pra trabalhar mais uma semana após me recuperar, e dei um basta. De volta aos estudos.

    Começou a corrida para o próximo exame.
    Estudei uns dois meses, coisa bem light, nada muito forçado, pois sabia que depois quando chegasse mesmo a época do exame, com a publicação do edital, é que o bicho ia pegar. Então me guardei pra tempestade que eu sabia, estava por vir.

    Mas aí vieram as eleições.

    Sempre gostei de participar de campanhas políticas, então um amigo de longa data me chamou pra ajudar em uma campanha de vereador. As condições:

    - Ajuda de custo de R$ 300,00 ( 150,00 a cada 15 dias)
    - Sem horário pra entrar e pra sair
    - Não tinha promessa de emprego se ganhasse.

    Como eu não tinha nada a perder, e precisava de grana, acreditei que poderia estudar e trabalhar na campanha ao mesmo tempo. Ledo engano. Com a equipe era minúscula o que não faltava era trabalho. Tempo era uma ilusão. Mas antes que eu fosse convidado para a campanha e que o bicho pegasse por lá, eu já tinha feito a inscrição pro exame da OAB, assim, mesmo sem estudar quase nada, eu não tinha escolha e fui fazer o exame. Dei uma fugidinha da campanha e fui fazer a prova aos trancos e barrancos, afinal, com 180 contos de inscrição colocados na roda, o mínimo que eu poderia fazer é tentar né?

    Na hora que eu estava cara a cara com a prova pensei. “Não tem nada que eu possa fazer”, então toquei o f*da-se e fiz a prova de cabeça fria. Fui um dos primeiros a terminar. Saí e voltei pra campanha e esqueci que tal prova existiu.

    Quando eu peguei o resultado, claro, não passei. Mas apenas por duas questões (Acertei 48). Puxa! Mas que coisa! Resolvi esquecer o assunto.

    Daí uns dias depois, em uma reunião do partido, encontrei um experiente advogado que trabalhou para a partido e contei como havia falhado vergonhosamente. Ele perguntou se eu havia olhado a lista dos recursos e questões anuladas.

    Eu tinha esquecido.

    Quando questões são anuladas, a nota pra passar baixa, então ao invés de 50 questões você pode passar com 49 ou 48. Assim, gente que bateu na trave pode entrar com bola e tudo.

    Assim, após uma ligação do mesmo advogado uns dias depois pra me avisar que a lista de recursos havia saído. Fui consultar e EITA!!! Meu nome estava lá.

    Mas não deu nem tempo pra comemorar. Como eu achei que tinha bombado de primeira fase, eu não estudei nada. E a lista de repescagem costuma sair UMA SEMANA antes da segunda fase. Era o tempo pra estudar que eu tinha.Tinha de fazer em uma semana o que meses antes eu não tinha feito em um mês.


    Como estávamos já no segundo turno, com o vereador eleito (Sim, eu passei na primeira fase da OAB e ajudei a eleger um vereador ao mesmo tempo), estávamos apenas ajudando o candidato a prefeito do outro partido, então como estava tudo calmo, pedi pro pessoal da campanha para ficar uma semana em casa internado estudando. Fui atendido e comecei uma Maratona de muito estudo, mas sem pânico. Tratei de comprar livros que precisava com o dinheiro que ganhei na campanha (Os mesmos livros que haviam me faltado da outra vez) e revi tudo o que havia estudado anteriormente. Percebi que não tinha esquecido tanto assim e como meus livros já estavam marcados pude ganhar tempo e estudar coisas que não tinha visto antes. 12 horas por dia de estudo, durante uma semana.

    No dia da segunda fase, eu sabia que tinha feito tudo o que podia, e como já estava muito no lucro só de chegar ali, também fiz a segunda fase de cabeça fria. Primeiro, achei todos os artigos que respondiam as perguntas e que instruíam a peça. Depois, rascunhei a peça. Por fim passei a peça a limpo e com base nos artigos que já tinha marcado, respondi a TODAS as perguntas.

    Assim, eu não sabia se estava com as respostas certas, mas com certeza não estava com a prova incompleta. Tempo total: 4 horas e meia (tem gente até hoje que não acredita que deu tempo de fazer rascunho).

    Após o tempo do medo, quando eu não tinha coragem de ver o resultado (outra reprovação ia doer pra caramba) eu me enchi de coragem, procurei e me achei na lista de aprovados da 2º fase (Nota 8).

    Cara... Não da pra descrever. É como diria um amigo meu “a sensação de estar recebendo um carinho na alma”. É serio... Agora entendo como aquele pessoal que escalou o Everest se sente quando olha pra baixo. Realizar algo pro qual você se preparou por 7 anos (5 de faculdade e 2 de tentativa) é algo que não dá pra descrever em palavras, mais ainda quando você acreditava piamente que não ia dar.

    Antes eu não tinha passado em condições praticamente perfeitas, e agora eu tinha conseguido aos trancos e barrancos. Chega a ser assustador. O Baque foi tanto que só acreditei mesmo quando recebi meu numero da OAB. Pra coroar o êxito, o vereador que ajudei a eleger foi bem agradecido e apesar de não ter me prometido emprego, hoje trabalho pra ele.

    Foi uma epopéia, mas finalmente chegou ao fim. E este texto é um fechamento deste capítulo da minha vida e a abertura de uma nova fase que na verdade já começou, isto aqui é só pra oficializar e pra compartilhar com vocês acontecimentos que há muito tempo eu queria narrar mas não tinha tido oportunidade.

    Algumas conclusões da minha jornada:

    - ACREDITE um dia você passa;

    - Calma na hora da prova é fundamental. Metade do estudo e muita calma deram mais resultado que o dobro de estudo e pouca calma.

    - Se for sua hora de passar, você vai passar. Basta ter a paciência de esperar estudando.

    - Se não deu nessa, não se preocupe. Virão outras.

    - Estudar de maneira séria e comprometida pode te fazer lembrar a matéria meses depois.

    - Cursinho é bom. Mas também pode-se fazer as coisas sem ele.

    - Na segunda fase tinha gente com CARRINHOS de livros. (A prova é com consulta). Mas eu passei com material suficiente pra carregar nos braços. Não importa a quantidade de material, e sim se é de boa qualidade e se você o conhece bem.

    - Não desista. Se for sua vez, até mesmo em condições adversas você vai passar.

    Espero que tenham gostado de ler, tanto quanto eu gostei de escrever.

    Um grande abraço a todos.
    Last edited by Ciberdek; Sun, 21/02/10, 09:11 PM. Reason: Erros de digitação
  • peXada
    • 21/01/10
    • 48

    #2
    Re: A historia de minha aprovação na OAB

    Divertida mesmo, sua história. Melhor, tragicômica!

    Parabéns pela aprovação, que seja a primeira de muitas na sua carreira profissional.

    Comentário

    • Azevedo
      • 01/04/09
      • 114

      #3
      Re: A historia de minha aprovação na OAB

      Meus parabéns, suado hein? eu faço estou no 7º semestre de Direito e gostaria de algumas dicas, quais livros para estudar? e na segunda fase, vc pode escolher qual peça fazer? quais matérias pode escolher?
      grato
      Jean

      Comentário

      • Edpitt
        • 18/05/09
        • 2

        #4
        Re: A historia de minha aprovação na OAB

        Como o Azevedo, eu estou no sétimo semestre de Direito. Gostaria de parabenizá-lo por esta vitória!

        Comentário

        • Ciberdek
          • 19/02/10
          • 162

          #5
          Re: A historia de minha aprovação na OAB

          Originally posted by Azevedo View Post
          Meus parabéns, suado hein? eu faço estou no 7º semestre de Direito e gostaria de algumas dicas, quais livros para estudar? e na segunda fase, vc pode escolher qual peça fazer? quais matérias pode escolher?
          grato
          Jean
          Os Livros especificamente voltados para o exame da OAB sempre são recomendados. Eu Usei por exemplo o Livro "Como se preparar para o Exame da Ordem" de Vauledir Ribeiro Santos. O livro aborda primeira e segunda fase, e o melhor de tudo é que dá pra comprar usado porque muda muito pouco de uma edição para outra. Também me lembro que usei na segunda fase o Livro "Direito Tributário - Codigo Tributário e Constituição Federal à luz da Doutrina e Jurisprudência de Leandro Palsen, bem como a doutrina do Huge de Brito, mas infelizmente, as novas regras do exame não permitem doutrinas ou codigos anotados.

          O importante para fazer o exame da OAB, assim como nos concursos, é estudar as provas anteriores aplicadas no seu Estado. Bancas Iguais tendem a fazer provas relativamente parecidas entre si.

          Normalmente, na segunda fase da OAB, a matéria a ser abordada para a confecção da peça e das perguntas é de escolha do examinado. Quando eu prestei, poderia se optar entre, Direito Civil; Direito Penal; Direito do Trabalho; Direito Tributário. Parace que hoje também pode-se optar por direito empresarial e administrativo, mas não tenho certeza. Normalmente, assim como qualquer concurso, todas as opções de matérias estão no edital.

          Para quem quiser dar uma olhada nas provas anteriores de SP, aqui vai o Link. No meu tempo, eu simplesmente Baixei todas essas provas para estudar. Quando parei, minha média de acertos por prova oscilava entre 70 e 80%.

          http://www.oabsp.org.br/exame-da-ordem/

          E o mais importante. Estude. Desde já. E muito. O exame da OAB deve ser encarado com a mesma seriedade de qualquer outro concurso jurídico de bom nível. Não espere sair da faculdade para se preparar para o exame.

          E não tenha medo. O exame não é aquele monstro que muitos falam. É apenas uma prova que exige estudo e seriedade. Com isso, você passa.

          Um abraço!

          Comentário

          • estudarjunto
            • 30/10/06
            • 32

            #6
            Re: A historia de minha aprovação na OAB

            Caro Colega...

            Para mim foi muito inspirador seu relato. Quero parabenizá-lo por não desistir, isso é muito importante. Tb estou no 7o. semestre e quero muito passar "logo" no exame da ordem bem como em um concurso público, mesmo que seja no cargo de analista. Como para muitos colegas, meu maior receio está na segunda fase do exame, pois a cada ano as regras mudam dificultando a vida da gente.
            Vamos ver se daqui a alguns anos eu possa fazer meu relato vitorioso também.
            Grande abraço...

            Renata

            Comentário

            • SilCouto
              • 04/09/08
              • 300

              #7
              Re: A historia de minha aprovação na OAB

              Parabéns e obrigado por compartilhar conosco.
              Deixarei um versinho que aprendi esta semana:

              "Embora não possa voltar atrás e fazer um novo começo. Qualquer um pode começar AGORA e fazer um novo começo".

              Comentário

              • SilCouto
                • 04/09/08
                • 300

                #8
                Re: A historia de minha aprovação na OAB

                Teria como voce postar quais livros que voce usou primeira fase e segunda !!!! Grataaaaaaaaa

                Comentário

                • Beraca
                  • 11/06/07
                  • 601

                  #9
                  Re: A historia de minha aprovação na OAB

                  Olá!

                  Muito obrigada por esta contribuição a muitos!
                  Eu me emocionei lendo agora o seu depoimento, assim como me emocionei quando li o livro da Lia Salgado, porque no que me vem à mente -se é que conseguiria expressar tudo o que penso nesta hora - é mais ou menos isso:
                  -Deus não escolhe os capacitados, Ele capacita os escolhidos.
                  OK que sequer sei o seu nome para poder avaliar minimamente que seja o seu caráter, mas aceitar ir trabalhar por R$300,00 mês(menos de um salário mínimo), para na verdade poder sobreviver e comprar livros -ISSO É PARA POUCOS!
                  -A fé que vc teve em continuar...mesmo quando não estava acreditando mais em vc!
                  -Aquele Advogado -para mim foi a voz de Deus através da boca dele que te alertou.
                  -E me emociono porque nesse momento em que li o seu texto SINTO que SEI que a minha hora vai chegar também, de eu conseguir a aprovação, e no cargo que tanto almejo. Aí quem sabe vc o leia aqui. rs

                  PARABÉNS!
                  E seja sempre feliz!

                  Nica


                  OTE=Ciberdek;799137]Bem amigos, agora estou entrando em uma nova fase de minha vida, na qual planejo me dedicar a concursos jurídicos. Acompanho o fórum a algum tempo, mas só vim a entrar nele agora. É um prazer conhece-los.

                  Antes de entrar nessa nova fase, gostaria de compartilhar com vocês este texto sobre minha jornada anterior. Ele não conta histórias épicas de estudos extremos como muitos casos de gente corajosa que vi aqui, mas além de ser uma história razoavelmente divetida, ela pode mostrar a muita gente que acha que não vai passar nunca, como com perseverança, até o que era muito dificil pode acabar acontecendo da forma mais improvável. Espero que gostem:

                  Bom... Pra começar, no final de 2006 eu finalmente terminei minha faculdade de Direito. Após anos trabalhando como um camelo pra pagar a faculdade (E só pra isso pois não sobrava dinheiro pra mais nada) e estudando como se fosse um cientista da NASA, eu dei um tempo em tudo. Foram alguns meses sem fazer praticamente nada. Daí, mais ou menos em abril de 2007 comecei a estudar pra passar no exame da OAB. E só. Decidi não trabalhar e não ia fazer mais nada. E assim se foram mais de 5 meses estudando diariamente. Eu não pensava mais em nada e não fazia mais nada. Estudava todas as matérias, decorava e memorizava o que podia. Ainda por cima, fazia diariamente a solução de provas da 1º fase. Pelo menos 100 questões. Todo dia.

                  O pouco dinheiro que consegui naquele tempo (Nem lembro como) eu guardei pra pagar os escorchantes R$ 180,00 da inscrição. Ou seja: Vida social, pessoal ou cultural ZERO. Chegou o dia da primeira fase. Quando li a prova, comecei a suar frio. Parecia que eu não sabia nada. Mas daí, eu comecei a fazer pelas matérias que tinha mais afinidade e levei umas quatro horas pra terminar tudo. Resultado: 57 acertos. Passei pra segunda. (São 100 questões. É preciso 50 acertos para ir para a segunda fase)

                  Para quem acha que há pressão na primeira fase. Você nem imagina o que é a segunda. Porque se você dançar na primeira, OK, já era. Mas ninguém quer nadar duas fases e morrer na praia. Passar na primeira também nos faz sentir vencedores, pois geralmente mais de 70% já ficam por ali mesmo. Assim, o medo aumenta exponencialmente na segunda fase. Não admira que muita gente sente o peso da responsabilidade e fracassa na segunda fase. Para fechar, a correção da segunda fase é completamente subjetiva. Se o cara que corrige sua prova estiver com hemorróidas ou se broxou ontem à noite, você dançou.

                  Assim, com todos estes bons pensamentos em mente, iniciei minha preparação pra segunda. Sem exagerar, foi um mês fazendo peças de cabeça, marcando códigos, e consultando livros. Eu lia, relia, marcava e copiava tudo o que podia.

                  Naquele tempo, não existia mais nada no mundo. Era exame, exame, exame... umas 10 horas por dia.

                  Assim, nem preciso dizer que quando chegou a hora do exame eu estava ultra pilhado. Serenidade interna, zero. Como eu tinha feito peças sem parar resolvi me apoiar na peça. Após 4 horas fazendo a maldita peça, percebi que tinha perdido a noção do tempo e não tinha nem ao menos olhado as questões (A prova da segunda fase é composta de 1 peça profissional que é baseada em um problema que te dão. A Peça vale até 5 pontos, e em 5 questões que valem 1 ponto cada. São necessários 6 pontos para passar)... Assim, eu tinha 1 hora para fazer 5 questões dificílimas e não estava nem mesmo com livros adequados pra isso. (Fui descobrir na hora da prova). Assim, após 4:50 de prova joguei a toalha, deixando até mesmo questões sem resposta. E não havia uma única questão que eu tinha certeza do que respondi. Ai, ai...

                  Tudo bem. Eu esperava a reprovação, mas pô!, 2 PONTOS! (A prova vale até 10) Eu tinha acertado a peça, o endereçamento, a tese, a jurisprudência... Nas questões não esperava nada, e como dizia o profeta: “De onde menos se espera daí é que não sai coisa nenhuma mesmo”, e como bombei de forma indiscutível nas questões, oficialmente, após meses do mais insano estudo, entrei pra gorda estatística dos Bacharéis derrubados pela prova da OAB.

                  Nem preciso dizer que o meu mundo caiu. Todo mundo ta pronto pra decepção, mas o que pega é a dose dela. Ninguém coloca meses da propria vida em algo e simplesmente fica impassível quando tudo vai pro raio que o parta. Assim, munido da revolta que Deus e a OAB me deram, mandei tudo à m*rda e fui ganhar algum dinheiro. Eu tava na lona, a meses não sabia o que era grana e tinha acabado de descobrir que a tudo tinha sido em vão. O que fazer?

                  Resolvi comprar uma moto fuleira (CG 84) e trabalhar faznedo bico de motoboy enquanto estudava. Mas me dei mal. A porcaria da moto não parava de quebrar. Praticamente paguei pra trabalhar durante meses com aquela ximbica. Era conserto todo dia (Sem exagero).

                  E nessa balada eu fui me dando mal e arriscando o couro durante uns 5 meses até que fiz amizade com um pessoal de uma construtora que eu atendia e fui convidado a trabalhar com eles. Era minha salvação da porcaria do bico de ser motoboy.

                  Até parece!

                  O pessoal daquela construtora era tão xarope, mas tão xarope, que em dois meses eu estava louco pra voltar pra rua! E em três, voltei. Não vou entrar em detalhes, mas trabalhar nesta construtora do qual não vou citar o nome provavelmente foi a pior coisa que fiz em minha vida profissional. E olha que minha vida profissional sempre foi uma grandessissima e renomada porcaria.

                  Aquela construtora me deu duas felicidades. Uma quando entrei, e outra. Imensamente, gigantesca e descomunalmente maior, quando saí.

                  Voltei pra rua, com outra moto. Uma CG 99. As quebras diminuíram, mas acabei chegando à conclusão que aquele negócio de motoboy não era pra mim. Fora o fato de eu ter curso superior (O que me dava um Atestado de perdedor por trabalhar em algo tão fuleiro), ainda tinha um aspecto do trabalho de motoboy que muito me irritava. Você chegava na droga da firma de motoboy às 8 da Matina. Ficava o dia inteiro na rua. Quando chegavam as 5 horas da tarde, sempre tinha um miserável de algum escritório de alguma empresa que te dava uma entrega la na casa do Kct, com um trânsito infernal. Aí essa pessoa após acabar com sua sua vida naquele dia, colocava a bundinha no carrinho dela e ia pra casa descansar, e você ia chegar em casa só la pelas 9 da noite. Se tiver sorte. Até que uma noite, minha sorte acabou.

                  A pá de cal em minha carreira de motoboy se deu quando eu fui atingido por uma Picape S10 dirigida por um cara bêbado em plena cidade de Taubaté às 8:30 da noite de uma Sexta Feira gelada. Não tinha como ser pior. Tive de voltar na Dutra, por mais de 100 Quilômetros, todo arrebentado, e com a moto toda torta. Cheguei em casa com a pena inchada e o braço absolutamente todo roxo às 3:30 da manhã para desespero de minha mulher. O tal bêbado ainda queria que eu pagasse a picape e tentou me agredir. Pior que isso só se eu tivesse sido preso e a moto tivesse pegado fogo.

                  Após tal roubada, ainda tive coragem pra trabalhar mais uma semana após me recuperar, e dei um basta. De volta aos estudos.

                  Começou a corrida para o próximo exame.
                  Estudei uns dois meses, coisa bem light, nada muito forçado, pois sabia que depois quando chegasse mesmo a época do exame, com a publicação do edital, é que o bicho ia pegar. Então me guardei pra tempestade que eu sabia, estava por vir.

                  Mas aí vieram as eleições.

                  Sempre gostei de participar de campanhas políticas, então um amigo de longa data me chamou pra ajudar em uma campanha de vereador. As condições:

                  - Ajuda de custo de R$ 300,00 ( 150,00 a cada 15 dias)
                  - Sem horário pra entrar e pra sair
                  - Não tinha promessa de emprego se ganhasse.

                  Como eu não tinha nada a perder, e precisava de grana, acreditei que poderia estudar e trabalhar na campanha ao mesmo tempo. Ledo engano. Com a equipe era minúscula o que não faltava era trabalho. Tempo era uma ilusão. Mas antes que eu fosse convidado para a campanha e que o bicho pegasse por lá, eu já tinha feito a inscrição pro exame da OAB, assim, mesmo sem estudar quase nada, eu não tinha escolha e fui fazer o exame. Dei uma fugidinha da campanha e fui fazer a prova aos trancos e barrancos, afinal, com 180 contos de inscrição colocados na roda, o mínimo que eu poderia fazer é tentar né?

                  Na hora que eu estava cara a cara com a prova pensei. “Não tem nada que eu possa fazer”, então toquei o f*da-se e fiz a prova de cabeça fria. Fui um dos primeiros a terminar. Saí e voltei pra campanha e esqueci que tal prova existiu.

                  Quando eu peguei o resultado, claro, não passei. Mas apenas por duas questões (Acertei 48). Puxa! Mas que coisa! Resolvi esquecer o assunto.

                  Daí uns dias depois, em uma reunião do partido, encontrei um experiente advogado que trabalhou para a partido e contei como havia falhado vergonhosamente. Ele perguntou se eu havia olhado a lista dos recursos e questões anuladas.

                  Eu tinha esquecido.

                  Quando questões são anuladas, a nota pra passar baixa, então ao invés de 50 questões você pode passar com 49 ou 48. Assim, gente que bateu na trave pode entrar com bola e tudo.

                  Assim, após uma ligação do mesmo advogado uns dias depois pra me avisar que a lista de recursos havia saído. Fui consultar e EITA!!! Meu nome estava lá.

                  Mas não deu nem tempo pra comemorar. Como eu achei que tinha bombado de primeira fase, eu não estudei nada. E a lista de repescagem costuma sair UMA SEMANA antes da segunda fase. Era o tempo pra estudar que eu tinha.Tinha de fazer em uma semana o que meses antes eu não tinha feito em um mês.


                  Como estávamos já no segundo turno, com o vereador eleito (Sim, eu passei na primeira fase da OAB e ajudei a eleger um vereador ao mesmo tempo), estávamos apenas ajudando o candidato a prefeito do outro partido, então como estava tudo calmo, pedi pro pessoal da campanha para ficar uma semana em casa internado estudando. Fui atendido e comecei uma Maratona de muito estudo, mas sem pânico. Tratei de comprar livros que precisava com o dinheiro que ganhei na campanha (Os mesmos livros que haviam me faltado da outra vez) e revi tudo o que havia estudado anteriormente. Percebi que não tinha esquecido tanto assim e como meus livros já estavam marcados pude ganhar tempo e estudar coisas que não tinha visto antes. 12 horas por dia de estudo, durante uma semana.

                  No dia da segunda fase, eu sabia que tinha feito tudo o que podia, e como já estava muito no lucro só de chegar ali, também fiz a segunda fase de cabeça fria. Primeiro, achei todos os artigos que respondiam as perguntas e que instruíam a peça. Depois, rascunhei a peça. Por fim passei a peça a limpo e com base nos artigos que já tinha marcado, respondi a TODAS as perguntas.

                  Assim, eu não sabia se estava com as respostas certas, mas com certeza não estava com a prova incompleta. Tempo total: 4 horas e meia (tem gente até hoje que não acredita que deu tempo de fazer rascunho).

                  Após o tempo do medo, quando eu não tinha coragem de ver o resultado (outra reprovação ia doer pra caramba) eu me enchi de coragem, procurei e me achei na lista de aprovados da 2º fase (Nota 8).

                  Cara... Não da pra descrever. É como diria um amigo meu “a sensação de estar recebendo um carinho na alma”. É serio... Agora entendo como aquele pessoal que escalou o Everest se sente quando olha pra baixo. Realizar algo pro qual você se preparou por 7 anos (5 de faculdade e 2 de tentativa) é algo que não dá pra descrever em palavras, mais ainda quando você acreditava piamente que não ia dar.

                  Antes eu não tinha passado em condições praticamente perfeitas, e agora eu tinha conseguido aos trancos e barrancos. Chega a ser assustador. O Baque foi tanto que só acreditei mesmo quando recebi meu numero da OAB. Pra coroar o êxito, o vereador que ajudei a eleger foi bem agradecido e apesar de não ter me prometido emprego, hoje trabalho pra ele.

                  Foi uma epopéia, mas finalmente chegou ao fim. E este texto é um fechamento deste capítulo da minha vida e a abertura de uma nova fase que na verdade já começou, isto aqui é só pra oficializar e pra compartilhar com vocês acontecimentos que há muito tempo eu queria narrar mas não tinha tido oportunidade.

                  Algumas conclusões da minha jornada:

                  - ACREDITE um dia você passa;

                  - Calma na hora da prova é fundamental. Metade do estudo e muita calma deram mais resultado que o dobro de estudo e pouca calma.

                  - Se for sua hora de passar, você vai passar. Basta ter a paciência de esperar estudando.

                  - Se não deu nessa, não se preocupe. Virão outras.

                  - Estudar de maneira séria e comprometida pode te fazer lembrar a matéria meses depois.

                  - Cursinho é bom. Mas também pode-se fazer as coisas sem ele.

                  - Na segunda fase tinha gente com CARRINHOS de livros. (A prova é com consulta). Mas eu passei com material suficiente pra carregar nos braços. Não importa a quantidade de material, e sim se é de boa qualidade e se você o conhece bem.

                  - Não desista. Se for sua vez, até mesmo em condições adversas você vai passar.

                  Espero que tenham gostado de ler, tanto quanto eu gostei de escrever.

                  Um grande abraço a todos.[/QUOTE]

                  Comentário

                  • Ciberdek
                    • 19/02/10
                    • 162

                    #10
                    Re: A historia de minha aprovação na OAB

                    Originally posted by Luziacouto View Post
                    Teria como voce postar quais livros que voce usou primeira fase e segunda !!!! Grataaaaaaaaa

                    Foram tantos...

                    Primeira Fase:
                    - Codigo de Processo Civil comentado do Teotonio Negrão. Ed.Saraiva
                    - Exame de Ordem (Penal - Processo Penal e Trabalhista) do Wagner Veneziani / Valter Roberto Augusto / Marcleo Aquarolli Ed.Angelotti
                    - Como se Preparar para o Exame de Ordem do Vauledir Ribeiro Santos Ed. Método
                    - Série Curso de Direito Civil da Maria Helena Diniz Ed Saraiva
                    - Curso de Direito Tributário do Hugo de Brito Machado Ed. Malheiros
                    - Direito Processual Civil Brasileiro Vol I e II do Vicente Greco Filho Ed. Saraiva
                    - Iniciação ao Direito do Trabalho do Amauri Mascaro Nascimento Ed. LTR
                    - Codigo de Processo Penal Anotado do Damásio Ed. Saraiva
                    - Resumo de Processo Civil - Maximiliano Claudio Americo Fürer Ed. Malheiros
                    - Muitos resumos da Saraiva (Aqueles de capa colorida)
                    - Direito Civil - Responsabilidade Civil - Silvio de Salvo venosa 4ª edição - Ed Atlas
                    - Resumos Jurídicos da Quartier Latim (Notadamente de Estatuto da OAB, Tributário e Dir. Comercial)
                    - Dir. Processual do Trabalho do Emílio Gonçalves Ed. LTR
                    - Menção honrosa para os Resumos de Dir Administrativo de Mamiliano Claudio Aeerico Führer e Sinopses Jurídicas de Direito administrativo do Marcio Fernandes Helias Rosa Ed. Saraiva

                    Segunda Fase
                    - Direito Tributário - Constituição e Codigo tributário à luz da Doutrina e Jurisprudência do Leandro Palsen Ed. Livraria do advogado
                    - Curso de Direito Tributário do Hugo de Brito Machado Ed. Malheiros
                    - Codigo tributário seco edição 2007 da Saraiva
                    - Codigo Civil seco da Saraiva (Antiguinho)
                    - Codigo Judiciário do estado de São Paulo da Saraiva
                    - Constituição de São Paulo (Impressa pela assembléia legislativa)
                    - Direito Processual Tributário do Dejalma de Campos Ed. Atlas
                    - Codigo Tributario Nacional Anotado do Kiyoshi Harada Ed. Iglu
                    - Codigo tributário Nacional e Legislação complementar do Antonio Felippe A. Gallo Ed. Malheiros


                    Bom... Não são exatamente todos os livros que usei, mas os mais importantes estão aí. Uma pena que boa parte dos livros que citei para segunda fase não são mais permitidos, entretanto, podem render um bom estudo. Mais de 70 da minha prova de segunda fase foi feita apenas com o livro de Leandro Palsen e com o do Hugo de Brito.

                    Um abraço e boa sorte.

                    Comentário

                    • Ciberdek
                      • 19/02/10
                      • 162

                      #11
                      Re: A historia de minha aprovação na OAB

                      Originally posted by NICA View Post
                      Olá!

                      Muito obrigada por esta contribuição a muitos!
                      Eu me emocionei lendo agora o seu depoimento, assim como me emocionei quando li o livro da Lia Salgado, porque no que me vem à mente -se é que conseguiria expressar tudo o que penso nesta hora - é mais ou menos isso:
                      -Deus não escolhe os capacitados, Ele capacita os escolhidos.
                      OK que sequer sei o seu nome para poder avaliar minimamente que seja o seu caráter, mas aceitar ir trabalhar por R$300,00 mês(menos de um salário mínimo), para na verdade poder sobreviver e comprar livros -ISSO É PARA POUCOS!
                      -A fé que vc teve em continuar...mesmo quando não estava acreditando mais em vc!
                      -Aquele Advogado -para mim foi a voz de Deus através da boca dele que te alertou.
                      -E me emociono porque nesse momento em que li o seu texto SINTO que SEI que a minha hora vai chegar também, de eu conseguir a aprovação, e no cargo que tanto almejo. Aí quem sabe vc o leia aqui. rs

                      PARABÉNS!
                      E seja sempre feliz!
                      Muito obrigado. Nas horas mais difíceis, quando parecia que eu nunca ia chegar lá, jamais pensei que um dia meu caminho ia inspirar outras pessoas.

                      Mas com fé e vontade, até o improvável torna-se possivel.

                      Agora estamos no mesmo barco, porque iniciei minha caminhada rumo a um cargo público e sei que também chegarei (ou melhor dizendo, Chegaremos) lá. A Aprovação na OAB foi apenas uma etapa do meu caminho.

                      Se você estudar, acreditar e não desistir, seu dia vai chegar. Pode até acontecer de ele chegar quando tudo indicava que não ia dar, como aconteceu comigo.

                      Sabe que eu esqueci de mencionar no texto, mas na primeira fase, quando acordei pra ir fazer a prova, eu estava cansado, com sono, tinha feito campanha acordando e dormindo tarde a semana toda, estava chovendo. eu não tinha estudado e eu só tinha uma moto pra ir embaixo de chuva e no frio, pensei seriamente em ficar em casa... Por muito pouco eu não fui fazer a prova.

                      Mas como já estava inscrito, decidi encarar. Graças a Deus e Nossa Senhora aparecida.

                      Quando você desanimar diante de um edital mais pesado ou com muitos inscritos, lembre-se. Aquele pode ser o seu concurso. Mesmo que não pareça. Não adianta pensar na derrota antes de ver a lista, pois quando menos se espera seu nome pode estar lá.

                      Aguardo em breve seu depoimento contando sua aprovação. Não tenho dúvidas que ela virá. se Precisar de Algum esclarecimento sobre alguma coisa jurídica, me mande MP que ajudarei com prazer.

                      Um grande abraço!

                      Comentário

                      • apsantos
                        • 17/11/11
                        • 2

                        #12
                        Re: A historia de minha aprovação na OAB

                        Caro Ciberdek,

                        Não poderia deixar de ler esta história.
                        Estou na luta para passar no exame da ordem, até desmotivada. Já tentei algumas vezes e perdi. Não por falta de estudo, nem por falta de conhecimento, mas acabo ficando nervosa na hora da prova, me cobrando muito, com medo... a tensão me atrapalha.
                        Resolvi dar um tempo para a OAB, mas não aguento ver o bendito edital que resolvo fazer a minha inscrição. Inclusive estou aqui com o boleto de R$ 200 (DUZENTOS REAIS) para pagar.
                        Sinto que a minha graduação ficou um pouco prejudicada, porque precisava trabalhar p me manter,pagar a faculdade, comprar livros, e outros desejos mais...mas esta é uma realidade de muitos, e que conseguem a aprovação. Por que comigo seria diferente?
                        Ver uma história destas, é motivante!
                        Que Deus ilumine seus caminhos e que vc alcance os seus objetivos.

                        Comentário

                        • Beraca
                          • 11/06/07
                          • 601

                          #13
                          Re: A historia de minha aprovação na OAB

                          Vc conhece o site RENATO SARAIVA?

                          É muito bom aquelas 60 horas antes da prova.

                          Boa sorte.

                          Beraca




                          Originally posted by apsantos View Post
                          Caro Ciberdek,

                          Não poderia deixar de ler esta história.
                          Estou na luta para passar no exame da ordem, até desmotivada. Já tentei algumas vezes e perdi. Não por falta de estudo, nem por falta de conhecimento, mas acabo ficando nervosa na hora da prova, me cobrando muito, com medo... a tensão me atrapalha.
                          Resolvi dar um tempo para a OAB, mas não aguento ver o bendito edital que resolvo fazer a minha inscrição. Inclusive estou aqui com o boleto de R$ 200 (DUZENTOS REAIS) para pagar.
                          Sinto que a minha graduação ficou um pouco prejudicada, porque precisava trabalhar p me manter,pagar a faculdade, comprar livros, e outros desejos mais...mas esta é uma realidade de muitos, e que conseguem a aprovação. Por que comigo seria diferente?
                          Ver uma história destas, é motivante!
                          Que Deus ilumine seus caminhos e que vc alcance os seus objetivos.

                          Comentário

                          • Alan Nascimento
                            • 17/03/11
                            • 3

                            #14
                            Re: A historia de minha aprovação na OAB

                            Parabéns pela vitória cara!!! Eu também fui reprovado na OAB algumas vezes. Na última que teve agora ( V exame - 2011.2) passei. E graças ao curso do RENATO SARAIVA. Fiz o curso deles completo para a OAB, e olha...é muito puxado!! Eles vão muito além do necessário! Isto é bom, pois dá confiança na hora da prova.

                            Agora, comecei o curso pra Magistratura e Promotoria no Renato Saraiva tb. É muito bom o curso. No início do ano passado um amigo passou no concurso para Promotor do Estado de São Paulo e fez este curso! Foi por meio dele que o descobri.

                            Espero logo mais também dar um depoimento de aprovação destes concursos de alto nível.

                            Parabéns!!! E boa sorte nas próximas provas!!!

                            Que venham os concursos!!!!!!

                            Abraço pessoal.

                            Comentário

                            • Maxxtro
                              • 18/11/08
                              • 2094

                              #15
                              Re: A historia de minha aprovação na OAB

                              Foi suado eim? Com certeza foi merecido!!!
                              SUCESSO!!

                              Comentário

                              • Ciberdek
                                • 19/02/10
                                • 162

                                #16
                                Ola amigos. Sou eu, o Ciberdek Estou de volta. Com mais uma história longa e que prova que ESTUDANDO DÁ. E que vida de concurseiro é sempre uma loucura.

                                Após aquela postagem contando como passei na OAB, como eu tinha dito, passei a estudar para concursos jurídicos enquanto trabalhava em um cargo comissionado para um vereador que ajudei a eleger.

                                Ocorre que a tendência natural do ser humano é de se acomodar, e como meu cargo (Comissionado) estava indo bem, fiquei por la e fui estudando cada vez menos. (Burro!)

                                Mas já estava começando a sentir um certo incômodo com as politicagens e com o próprio vereador. O cara acha que porque te "deu" um cargo (Deu o caramba! ralei muito por ele!) é seu dono! Em pouco tempo comecei a ver que a instabilidade de só ter emprego por 4 anos (Com sorte!) não era pra mim. E também percebi que ser funcionário público era a minha praia! (Realmente adoro ser servidor público!).

                                Comecei a estudar novamente, mas não para concursos jurídicos. Como eu tinha pouco tempo pra achar um outro emprego (Menos de 2 anos!) resolvi estudar para concursos de ensino médio. Depois, já com o cargo na mão, eu pulava da "Escada" e ia pra algum concurso maior.

                                E assim foi durante um tempo (Que não seu precisar). Mas foi menos de um ano estudando todos os dias nos intervalos do trabalho. Nesse meio tempo, fui aprovado para CGM em Guarulhos. O concurso me era interessante porque um amigo CGM meu me disse que se tinha muito tempo livre no trabalho, e isso me permitira estudar. Prestei e passei na primeira fase. E mais nada. Por quase um ano nada mais aconteceu ou foi publicado no site da organizadora do concurso (Vunesp), ate que o IMBECIL aqui percebeu que somente A PRIMEIRA FASE era responsabilidade da Vunesp. O resto do certame seria tocado pela própria prefeitura de Guarulhos.

                                Corri para o site e SURPRESA! FALTAVA UM MÊS PRO TAF(Teste de aptidão física)!!! AHMEUSDEUS!!!!AHMEUSDEUS!!!!AHMEUSDEUS!!!! Nunca fui sedentário mas estava bem abaixo da necessidade. Como nunca fui de desistir, toca fazer um mês de dieta exercícios e corrida (Que detesto!). Por sorte, logo após ser aprovado na primeira fase, meses antes, eu tinha treinado um pouco.

                                Pra resumir o TAF, sofri, mas passei(Arriscando um infarte, já que estava com 37 anos)! Agora só faltava o Psicológico. Pra quem já fez sabe que "Subjetivo" é um termo muito leve pra exames psicológicos. A regra basicamente é: Se o examinador(a) estiver com falta da pessoal, ou se for com a sua cara, você passa. Se não, não. Fim de papo.

                                Infelizmente, nesse dia, a psicóloga não foi com a minha cara. Lamentável. Só faltava aquela fase! Mais um concurso pra lista dos que foram "Na trave!"

                                Foi muito decepcionante ter feito tudo o que era possível (E um pouquinho de impossível também) e ser podado sem direito a recurso (Fases psicológicas ou não aceitam recursos ou simplesmente indeferem todos). Quem já passou por isso sabe. Jurei nunca mais prestar concursos com múltiplas fases. Especialmente se tivesse fase psicológica.

                                Juntei os caquinhos e continuei estudando o que era possível. Daí surgiu o concurso de escrevente na prefeitura de Diadema. Era um daqueles concursos “Pão com ovo” que são de prefeituras, altamente divulgados, com uma porrada de candidatos (A maioria paraquedistas) e que tem um monte de empresas lançando apostilas de qualidade “duvidosa” em bancas. Como eu olhei o edital e vi que as matérias eram interessantes, pois eu estava estudando para concursos de nível médio, onde tudo se repete, resolvi prestar. Comprei uma dessas apostilas meia boca, não para estudar de montão por ela, mas principalmente para ter referência das matérias (Apostila é bom para se orientar). Como matéria de nível médio é sempre parecida, ainda poderia usar a apostila em outro concurso.

                                Como já estava no embalo, segui estudando. Por sorte havia uma biblioteca pública no andar debaixo de onde eu trabalho. Minhas horas de almoço eram passadas ali. Direcionei o estudo pro concurso de Diadema e vamos embora!

                                Prestei e não passei. Haviam 40 vagas e fiquei em 450 mais ou menos. Problemas pessoais e políticos interferiram muito.

                                Por falar em problemas políticos, o mandato do vereador estava acabando e tinha de fazer campanha. Para tentar salvar meu cargo, larguei tudo (Inclusive o próprio cargo) e fui fazer campanha.

                                Pra resumir essa parte também. O cara foi reeleito. Mas eu não. Puxaram meu tapete. Político não sabe o que é gratidão. Fiquei no olho da rua.

                                Isso só fortaleceu minha resolução que cargo de verdade é concursado, porque é seu. Cargo comissionado é do político, do partido, do parente, da PQP, mas não seu. Advogar estava fora de questão porque o mercado aqui em SP, não é que esteja saturado. Ele morreu mesmo! Advogado esta trabalhando por comida praticamente!

                                Dei um basta. Ia parar tudo e só estudar até passar em um concurso. Falei com minha esposa e ela topou segurar a onda até eu passar. Vamos que vamos!

                                Comecei a estudar as matérias gerais, e nada de sair concurso. (Fim do ano, sabe como é). Todo dia eu fazia uma fezinha entrando em sites de concursos, mas nada aparecia. Até que surgiu o certame de Agente da PC/SP.

                                Era tudo que eu não queria. Salário marromenos, função perigosa, sem horários de trabalho decentes e prova CONCORRIDÍSSIMA!

                                Aliás, um parêntese aqui para comentar: Existem alguns concursos como os de carreiras policiais que eu chamo de “Concursos da moda” porque sempre que saem, atraem milhares de candidatos, inflando todas as estatísticas e subindo a nota de corte. Mais um motivo que me fez evitar esse tipo de concurso.

                                Fora que havia as famigeradas fases 1 – Prova escrita(Concorridíssima), 2 – TAF, 3 – Prova Aptidão psicológica(OLHA ELA AI DE NOVO!), 4 – Investigação social. A após estas fases, ainda tinha de fazer academia de policia.

                                Ou seja: Esse concurso era tudo que eu NÃO queria.

                                Mas qual era o remédio? Não tinha mais nada para prestar! Era isso ou ficar estudando sem rumo. Não havia perspectiva de outros concursos nos próximos meses! Resolvi encarar, afinal a inscrição era bem barata.

                                Como eu sabia que o bicho ia pegar, resolvi estudar que nem gente grande: Comprei mais uma apostila (Essa da Central de concursos), juntei com o material que já tinha acumulado e vamos que vamos!

                                Usei uma parte do Know How que acumulei estudando para GCM de Guarulhos, afinal, estudar para uma prova e fazer preparação física ao mesmo tempo é, por assim dizer “Complexo”.

                                Dai, saiu a lista da quantidade de inscritos: 70.000 inscritos para 391 vagas. Ai, ai, ai... 179 por vaga era tudo o que eu queria da vida... Imagina pra onde ia essa nota de corte?

                                Mas esta no inferno, abraça o capeta comecei e ESTUDAR INSANAMENTE, entre 5 e 8 horas por dia 7 dias por semana. Resumos, texto, grifar material, tudo. E paralelamente a isso eu pedalava 10 Km por dia (30 Km aos fins de semana) e estava emagrecendo, pois precisava fazer barras no TAF (Nunca fiz na vida) e quanto mais leve melhor pra isso. Resumindo minha vida na época: Estudos, exercício, fome. E só.

                                Um adendo aqui: Apenas estudar, sem trabalhar realmente turbina o aprendizado, se você se compromete, é disciplinado e não fica enrolando. Mas coloca um peso extra em suas costas pois você quer sair do desemprego. Reconheço que ajuda, mas não recomendo. A última coisa que um concursando precisa é de mais pressão.

                                Chegou o dia da prova. Sem maiores percalços. Fui la e fiz. Após, continuei estudando.

                                Saiu o Gabarito: Acertei 73 questões de 80, ou 91,72% Eita! Mas foi uma agonia até sair a nota de corte, que um concurso com tantos inscritos seria alta. E foi: 85% foi a nota de corte. Passei em 64º lugar entre 70000 inscritos. Nada mal.

                                Continuei estudando, afinal ninguém sabia quando seria a convocação pro TAF. Nesse interim recebi um telegrama Urgente da prefeitura de Diadema, informando que eu fui convocado como excedente.

                                Mais um parêntese aqui: Originalmente eu fiquei em 451 em um concurso com 40 vagas e fui chamado. Isso prova que mesmo sendo um excedente lááááaáá atras, ainda podem te chamar, mas se isso acontecer, desconfie. Um cargo com tanta rotatividade pode não ser boa coisa.

                                E não era mesmo. Prestei concurso para escrevente, mas fui chamado para recepcionista de hospital. Estava desempregado a meses e era minha chance de finalmente ter um cargo concursado. Entrei.

                                Nota importante ODEIO ATENDER O PÚBLICO. Prefiro trabalhos internos. Pessoas são imprevisíveis e prefiro estabilidade.

                                Fui levando até que (Com muita demora) saiu a data do TAF. Como eu já estava vacinado pelos problemas do TAF da CGM de Guarulhos, além de ficar de olho nas datas, eu continuei mantendo a dieta (Emagreci 12 Kilos) e treinando em uma pracinha perto do trabalho no horário de almoço. (La tinha barras). Como odeio correr, fazia marchas forçadas com 2 kg em cada pé. Com o TAF se aproximando, passei a fazer barras com os pesos nos pés também.

                                Passei no TAF e no psicológico (Hurra!). Pra vocês verem como são essas coisas, reprovei na GCM pra usar revólver, mas passei na PC pra usar pistola, revólver e calibre 12. Depois querem que eu bote fé em exames psicológicos. Nota importante: Na GCM eu fiz preparação pro psicológico e reprovei. Na PC fui na cara e na coragem e passei. Coisas da vida...

                                Pra encurtar a história (Que já esta bem longa) passei em tudo (Inclusive na academia) da Policial Civil e atualmente estou trabalhando em um DP. Mas acredito sinceramente que posso mais (Inclusive salarialmente falando) e resolvi voltar aos concursos (EU tinha dado um tempo devido ao processo de admissão na PC ser muito trabalhoso). Agora estou tentando me familiarizar com a área fiscal, que me atraiu por dois motivos: Primeiro, pela valorização do profissional (Quase nada se iguala. Nunca vi uma área com tanta gente trabalhando satisfeita) e também pelo desafio. São concursos muito difíceis. Quero encerrar, se possível, minha carreira de concurseiro com chave de ouro. (Até porque já estou com quase 40 anos! Chega de aventuras!).

                                Bem, este post foi para situar você meus amigos, de tudo o que aconteceu após minha aprovação na OAB (E se contar que foram apenas alguns anos, aconteceu MUITA coisa) e para que eu mesmo me lembre do tudo o que ja fiz para conseguir coragem para fazer mais um milagrezinho só.

                                Quem sabe em breve não estarei aqui contando novas histórias?

                                Agradeço a todos que tiveram paciência de ler e um grande abraço!

                                Comentário

                                • Ramon Fiaux
                                  • 25/03/09
                                  • 98

                                  #17
                                  Originally posted by Ciberdek View Post
                                  Ola amigos. Sou eu, o Ciberdek Estou de volta. Com mais uma história longa e que prova que ESTUDANDO DÁ. E que vida de concurseiro é sempre uma loucura.

                                  Após aquela postagem contando como passei na OAB, como eu tinha dito, passei a estudar para concursos jurídicos enquanto trabalhava em um cargo comissionado para um rvereador que ajudei a eleger.

                                  Ocorre que a tendência natural do ser humando é de se acomodar, e como meu cargo (Comissionado) estava indo bem, fiquei por la e fui esudando cada vez menos. (Burro!)

                                  Mas ja estava começando a sentir um certo incômodo com as politicagens e com o próprio vereador. O cara acha que porque te "deu" um cargo (Deu o caramba! ralei muito por ele!) é seu dono! Em pouco tempo comecei a ver que a instabilidade de só ter emprego por 4 anos (Com sorte!) não era pra mim. E também percebi que ser funcionário público era a minha praia! (Realmente adoro ser servidor público!).

                                  Comecei a estudar novamente, mas não para concursos jurídicos. Como eu tinha pouco tempo pra achar um outro emprego (Menos de 2 anos!) resolvi estudar para concrusos de ensino médio. Depois, ja com o cargo na mão, eu pulava da "Escada" e ia pra algum concurso maior.

                                  Agradeço a todos que tiveram paciência de ler e um grande abraço!
                                  Muito boa sua história. Me ajudou.

                                  Já passei na OAB também e, agora, precisando de ânimo para concursos públicos. Como você disse, a advocacia está assustadoramente desanimadora! Valeu, boa sorte e continue crescendo!

                                  Comentário

                                  • Ciberdek
                                    • 19/02/10
                                    • 162

                                    #18
                                    Originally posted by Ramon Fiaux View Post

                                    Muito boa sua história. Me ajudou.

                                    Já passei na OAB também e, agora, precisando de ânimo para concursos públicos. Como você disse, a advocacia está assustadoramente desanimadora! Valeu, boa sorte e continue crescendo!
                                    O prazer é meu. Boa sorte pra nós todos!

                                    Comentário

                                    • Rafa_Sorocaba
                                      • 16/10/14
                                      • 464

                                      #19
                                      Parabéns pela determinação. Realmente é inspirador.
                                      Vc está estudando para fiscal ?

                                      Comentário

                                      • Ciberdek
                                        • 19/02/10
                                        • 162

                                        #20
                                        Originally posted by Rafa_Sorocaba View Post
                                        Parabéns pela determinação. Realmente é inspirador.
                                        Vc está estudando para fiscal ?

                                        Obrigado pela gentileza. Olha, assumi que sou concurseiro mesmo, joguei tudo pro alto e estou estudando pra Magistratura ou Procuradorias. Não adianta fazer outros concursos se o que eu quero é chegar no topo. Não me dei bem nas áreas fiscais pois não sou competitivo em exatas.

                                        Comentário

                                        • Érica Maria
                                          • 07/08/10
                                          • 33

                                          #21
                                          Parabéns!

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                                          • Andmorais
                                            • 15/03/13
                                            • 90

                                            #22
                                            Que inspiradora sua história Ciberdek! Espero poder ler uma continuação dela em breve, anunciando novas vitórias! Abs!

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                                            • sophiac
                                              • 15/06/15
                                              • 2

                                              #23
                                              Você passou estudando apenas pela apostila?

                                              Comentário


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