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Gigliane Concurseira

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    • 11/03/14
    • 6

    Re: Gigliane Concurseira

    Parabéns!!! Muito motivador seu depoimento.
    De fato tem que ter muita determinação e auto controle para passar em um bom concurso.

    Comentário

    • Npaiva
      • 10/01/14
      • 12

      Re: Gigliane Concurseira

      Paula, gosto muito do seu depoimento, já li inúmeras vezes, porque meu objetivo é o TCU.
      Você poderia por favor mandar o seu oraculo pra mim?
      Me ajudaria muito.
      nayana__S@hotmail.com

      Obrigado

      Comentário

      • PANTERA
        • 09/04/09
        • 179

        Olá Gigliane tudo bem?
        Amei a sua história de luta e determinação. Muito inspiradora!!! Obrigada por compartilhar!!!
        Sou formada tb em Administração e estou retomando meus estudos.
        Gostaria de saber se é possível me enviar o seu oráculo?
        Agradeço desde já!

        floresdocerradodf@gmail.com

        Sucesso sempre!!!

        Comentário

        • ESLEAMER
          • 12/01/16
          • 8

          Originally posted by Gigliane Concurseira View Post
          Nome: PAULA GIGLIANE DE OLIVEIRA
          Idade: 31 anos
          Formação: Administração de Empresas
          Naturalidade: Porto Velho - Rondônia


          Sempre sonhei em postar aqui meu depoimento, quando conseguisse passar no TCU. E embora não tenha obtido uma nota extraordinária, atendendo a pedidos do pessoal do forum, amigos e mp's recebidos, estou escrevendo este depoimento com o intuito de contribuir na caminhada daqueles que desejam enfrentar o próximo TCU ou qualquer outro concurso. Darei ênfase ás técnicas de estudo que utilizei e rotina diária.

          Início de Tudo
          Sempre estudei em escola pública e trabalhei desde meus 15 anos na área privada. Meu último emprego, antes de iniciar nos concursos, foi em 2005. Inicialmente, comprei um pacotão de apostilas da Central de Concursos, direcionado para a Receita Federal. Eu estudava e trabalhava, porém o meu trabalho exigia bastante de mim, inclusive sábados, domingos e alguns feriados. Então me sobrava pouco tempo para estudar. Não ganhava mal, pelo contrário, o salário era muito bom. Sabia que seria difícil encontrar uma empresa que pagasse melhor. Porém, o trabalho era muito desgastante e estressante, queria uma vida melhor, portanto decidi ingressar de cabeça nos concursos. Não tive muito apoio de minha família, afinal, para eles, eu ganhava um salário muito bom, por que sair??? Apoio incondicional tive de meu namorado, na época, hoje meu marido, peça fundamental em minha preparação.

          Reserva Financeira

          Antes de tudo, percebi que uma das grandes dificuldades dos concurseiros era o fator financeiro ao longo do tempo da preparação. E diante disso, antes de sair do emprego, fiz uma boa reserva de dinheiro para suportar as dificuldades no decorrer dos estudos, pois meu objetivo era passar num concurso bom, em qualquer parte do Brasil. Para isso, eu precisava ter uma boa reserva, para pagar as passagens/hotel e também para investir em bons livros.

          Biblioteca e Ambiente de Estudo
          O primeiro passo foi observar as técnicas dos primeiros colocados dos concursos Top. Comecei a aplicá-las e adaptá-las às minhas condições. Li muitas entrevistas aqui do fórum, que me motivavam em momentos difíceis. Adquiri os melhores livros, indicados pelos "gênios". Montei meu ambiente de estudo: mesa adequada, computador bom, cadeira, iluminação, apoio para livros, abafador para ouvidos, cronômetro, etc. Como minha cidade é muito quente, ar-condicionado é artigo de primeira necessidade, e os custos de energia também estavam inclusos dentro do orçamento de estudos. Eu havia estimado que começaria a estar preparada para ser aprovada após 3 anos de estudos, mas consegui antes disso.

          Nunca gostei de estudar em biblioteca. Prefiro estudar em casa porque posso adaptar o ambiente às minhas necessidades, embora, um dia ou outro eu tenha que usar abafador para ouvidos. Eu acordava às 03:00h porque era o horário que eu rendia mais. Isso varia de pessoa para pessoa. Nesse horário, sinto que minha mente está fresquinha e consigo absorver os assuntos mais facilmente.

          Então as matérias de cálculos eu deixava para esse horário, ou seja, a parte da manhã eu passava sentada. Embora a cadeira que comprei seja muito confortável, estudar de 03h até meio-dia maltrata bastante a coluna, motivo pelo qual resolvi que as matérias de teoria eu estudaria deitada, lendo no notebook, e alternaria entre sentada e deitada. O importante é sentir-se confortável.

          Também adquiri aulas em áudio e em vídeo, para ter mais uma opção de estudo. No meu caso, quando estudo muito tempo no computador, percebo um desgaste na vista, os olhos ficam vermelhos e sensíveis. Daí, eu passava para áudio ou vídeo.

          Rotina de Estudos

          Horas Estudadas
          Uma rotina de estudos é fundamental. Sem rotina, o estudo fica “solto” e você acaba perdendo o foco. Então, inicialmente, montei uma tabela de estudos, com carga de oito horas liquidas por dia. Como eu não estava trabalhando, estudar em casa exige disciplina, senão você acaba se acomodando. Então, eu adquiri um cronômetro. Assim, se telefone tocava, alguém chegava, ou ia tomar água, navegar pela internet, apertava o pause do cronômetro, e só reiniciava novamente, quando voltava a estudar o conteúdo planejado. Diariamente, estava envolvida com estudos, em torno de 12 horas diárias, entre estudar o planejado, organizar material de estudo, acessar o fórum, fazer as anotações dos estudos, etc. Muitos não gostam desse método, mas como sou bastante disciplinada, para mim funcionou. Depois, eu transferia as horas computadas para uma tabela, em que fazia o controle de horas estudadas, que era um dos dados que eu utilizava na minha planilha (que costumo chamar de oráculo) para medir meu desempenho.

          Metas
          Todo o meu estudo sempre foi baseado em metas. Além das metas de horas diárias, o conteúdo de estudo também era baseado em metas, inclusive a quantidade de provas a serem resolvidas. Por exemplo, se iria encarar a área fiscal (ICMS), imprimia o edital do último concurso e estipulava um determinado tempo para fechá-lo. Assim, eu trabalhava com metas, e me mantinha focada.

          Experiências

          SEFIN/RO
          Em 2006, saiu o edital da SEFIN/RO, e me empenhei para este concurso. Ralei bastante, acordava às 03:00 da manhã, parava apenas para tomar café, almoçar, descansar 30 min, e tocava o barco até as 19hs, com poucos minutos de descanso entre uma matéria e outra. Três vezes por semana eu caminhava, para desestressar. Estudava em torno de 10 horas líquidas diárias.
          O máximo que consegui fazer naquela época foram 13 horas líquidas! Foi o concurso para o qual me desgastei e sofri mais. Por ter me esforçado tanto, e por estar só estudando, sentia uma certa obrigação de passar. Resultado: no dia, eu estava bastante nervosa e isso me atrapalhou muito. Cometi vários erros bobos, e apesar de ter obtido nota para passar, fui eliminada por 1 questão em português. Essa matéria tinha um percentual mínimo a ser feito. Mas, não fiquei triste. Percebi que a estratégia estava certa. E havia começado a bater na trave. Não recomendo essa rotina de estudos, pois é muito desgastante. Mas, tem o lado bom, pois obtive uma bagagem de conhecimento muito boa, em pouco espaço de tempo.

          TCE-RO – minha primeira vitória
          Em 2007, os boatos de que o edital do TCU estava iminente eram fortes, então comecei a estudar exclusivamente para o TCU. Nesse meio tempo, saiu o edital do TCE-RO, e como as matérias eram afins, resolvi tentar, sem nenhum compromisso de passar. Mas, dessa vez não me desgastei tanto. No dia da prova fiquei tranqüila, afinal, para mim era só um teste, pois o concurso que eu queria mesmo era o TCU. Resultado: Passei nos cargos de nível superior e de nível médio simultaneamente! Nossa, nem acreditei. Ou melhor, comecei a acreditar que era possível. A partir desse momento percebi que comecei a ter o apoio familiar, que antes não tive.

          TCU/2007
          Mais confiante, continuei a batalha pra o TCU/2007. Estudava em média 8 horas líquidas por dia. Só que quando o edital saiu, percebi que o conteúdo era muito extenso. Havia assuntos que eu nunca tinha estudado com profundidade: INTOSAI, Declaração de Lima, Auditoria Operacional, de Conformidade, Financeira, etc.

          Estratégia Errada
          Decidi que eu deveria montar uma estratégia. Abandonar algumas matérias, para focar melhor em outras. Então, abandonei as matérias que seriam mais “fáceis” ou que teriam menos questões: inglês, atualidades e contabilidade de custos.
          Depois eu iria ver que essa foi a pior estratégia que eu poderia adotar. Enfim, fiz bastantes exercícios, simulados, provas anteriores do Cespe e de outras bancas. Lanço na planinha o desempenho nas provas. Mesmo que seja provas da ESAF a planilha computa o resultado no estilo Cespe (certas – erradas). O oráculo, 15 dias antes da prova, estava acusando meu rendimento entre 50 e 52% líquido de acertos (estilo cespe), com exceção daquelas três matérias que eu havia abandonado. Mas, na minha cabeça eram matérias que cairiam poucas questões e eu poderia compensar em outras matérias.
          No dia da prova eu não consegui controlar a ansiedade, o nervosismo e a pressão psicológica, sentia a obrigação de passar naquele concurso, afinal, eu só estudava, se eu não passasse, todos ao meu redor iriam dizer: “não passou? Mas você só estuda!...”.
          Então, em minha mente eu precisava fazer o mínimo, não poderia ser eliminada. Então, resolvi marcar somente as questões que eu tinha certeza estarem corretas. Aquelas que eu tinha dúvidas, não marcaria em hipótese alguma e deixaria atualidades e inglês por último.

          O cronograma era: Resolver as questões na ordem que estavam, marcar com uma círculo aquelas questões longas, para que eu pudesse voltar depois das discursivas. Após dar a primeira passada pelas questões objetivas, comecei a resolver as discursivas.
          Mas, me perdi totalmente no tempo, e quando dei por mim, havia pouco tempo para fazer a segunda discursiva e voltar para as outras questões objetivas. Resultado: fiz a última discursiva correndo, faltavam 45 minutos para preencher o gabarito e resolver o resto das questões. Como o tempo era curto, e ainda faltavam resolver as de atualidades e de inglês completas, respondi algumas de atualidades, mas as de inglês, para mim pareciam grego. Por conta do nervosismo e do pouco tempo, eu não conseguia raciocinar para entender o que as questões estavam pedindo. Foi uma negação. O alarme soou indicando o fim de prova e entreguei o gabarito, com apenas 50 questões marcadas.

          Quando cheguei em casa e vi que deixei várias questões fáceis de inglês em branco, deixei de responder várias questões bobas de atualidades, inclusive sobre futebol! Não, eu queria me MATAR!!!! Arrancar meus cabelos.
          Detalhe, eu teria de acertar ao menos 30 questões líquidas, ou seja, eu poderia errar apenas 10 questões. E, por incrível que pareça, meu subconsciente havia me condicionado a isso, porque realmente eu errei 10 questões! Certas (40) – Erradas (10) = 30 pontos, ou seja, 30% da prova, o mínimo para não ser eliminada.

          Naquela noite eu não dormi. Passei a noite em claro, chorei, senti raiva, etc. No dia seguinte, como tudo estava mesmo perdido, não ia deixar de fazer a prova não. Fui para a prova sem compromisso nenhum, afinal, eu já não teria chances nenhuma. Marquei todas as questões que eu tinha certeza e aquelas em que eu tinha dúvida. Deixei em branco apenas aquelas que eu realmente não sabia. Entreguei o gabarito com apenas 12 questões em branco, faltando 15 minutos para encerrar as provas. Resultado: Resultado extraordinário! Fiz 60% da prova! Minha nota foi superior a muita, muita gente que conseguiu passar. Todos falavam que tinham se ferrado na segunda prova, e que a nota final tinha caído. No meu caso foi o contrário, minha nota subiu tanto que quase compensou a mer...&%*@ que fiz no primeiro dia.

          Ainda assim, consegui ficar no 9 lugar, sendo que para meu Estado eram 6 vagas. Se eu tivesse respondido algumas de inglês e atualidades, eu estaria dentro das vagas. Interessante é que fiz 50% da prova, percentual esse que o oráculo estava registrando.

          Os Erros ensinam
          Aprendi muito com meus próprios erros. Hoje sei que eu poderia ter passado tranquilamente no TCU/2007.

          Auto-Controle e confiança

          O que me derrubou no TCU/2007 foi o nervosismo e a estratégia errada. Pois conhecimento pra passar eu tinha. Então, primeiro de tudo: Confie em você. Não se sinta na obrigação de passar. Não faça a prova pensando que você “tem que passar”. Faça com a intenção de resolver todas as questões que você puder. Brigue com a prova, primeiro resolva as questões, depois o resultado virá. Não pense em conseguir uma quantidade de pontos mínimos para passar. Pois você não conseguira passar sem resolver a prova. Pense apenas em resolver toda a prova, em destrinchar as questões. Passar é só conseqüência.

          Conteúdo a Estudar

          Nunca abandone matéria nenhuma! Por mais fácil e irrelevante que pareça, não a abandone. Monte sua estratégia de outra forma, reduza o horário, ou os exercícios, mas não deixe de estudá-la. Simule o tempo de prova. Faça provas com horários marcados para início e fim, e seja disciplinado. Faça as discursivas da mesma forma. Pode parecer estranho, mas para passar não basta conhecimento, você tem de ser bom em resolver prova, em administrar o tempo, o estresse e o nervosismo. E o nervosismo aflora mais, quando percebemos que temos pouco tenho para resolver as questões. Treine seu raciocínio e sua serenidade, fazendo provas e estipulando um tempo curto para a resolução. Você consegue resolver com calma uma questão longa, que exija raciocínio, em apenas um minuto? Faça um teste. Você vai ver que consegue resolvê-la tranquilamente se o tempo não estiver correndo no cronômetro. Porém, se você estiver com o cronômetro acionado, seu cérebro não raciocina. Se você conseguir controlar isso, você terá autocontrole e muita vantagem na prova.

          CGU/2008
          Após a derrota no TCU/2007, foi difícil levantar. Mas, liguei meu otimismo e minha motivação no máximo e fui em frente. No final de 2007 os boatos de saída do edital da CGU estavam fortes. E eu iria tentar mais esse. Também para não perder o pique de estudos, além disso, as matérias são afins, e segundo os boatos deveria abrir no mínimo umas 4 ou 5 vagas para Analista em meu Estado. Saiu o edital da CGU. Detalhe: para meu Estado saíram apenas 1 vaga para a área de saúde de 1 para a área de engenharia. Que banho de água fria. Não quis tentar a área de Controle Interno porque só havia para Brasília, e lá eu tinha consciência que eu não conseguiria passar.

          Estratégia
          Todo concurso, toda prova, toda preparação e em todos os momentos de nossa vida, precisamos sempre adotar estratégias, planejamento. Nada pode ser feito sem um estudo ou sem consciência.
          Pensei muito para decidir se fazia ou não o concurso da CGU. Seriam 3 tipos de provas: Conhecimentos Comuns, Conhecimentos Específicos e Conhecimentos Especializados. As duas primeiras eram matérias afins ao TCU. A última era a Especializada por área. Imaginei que nas duas primeiras eu me sairia bem. Meu calcanhar de Aquiles seria a prova especializada. Porém, em minha análise, para a área de saúde, os profissionais daquele ramo se sairiam péssimos nas duas primeiras, e talvez até fossem eliminados. Apostei nessa estratégia. E me dediquei a estudar para a área de saúde, afinal, a prova especializada valia 3 pontos! Após a prova, percebi que as matérias de saúde, haviam sido cobradas com extrema profundidade, pois a conversa que rolava no fórum CW era que nem os profissionais da área haviam se saído bem naquelas matérias especializadas.
          Resultado: apesar de achar que estaria fora, fui aprovada em segundo lugar! E o primeiro colocado não era da área de saúde, era da mesma área que eu: Administração.
          Depois conferi meu rendimento das matérias afins do TCU e comparei com o rendimento do pessoal de Brasília. Se eu tivesse feito para lá, ficaria com a colocação 67 para a área de Controle Interno e não teria passado. Acertei na estratégia.

          TCU 2008
          Após a vitória da CGU, eu estava mais animada, e o TCE-RO já estava chamando o pessoal aprovado e eu seria a próxima. Portanto, tava tranqüila, seria chamada. E o salário não era ruim. Quase 5k.
          Reiniciei meus estudos para o TCU/2008. Ah...eu nunca freqüentei cursinho. Eu sempre estudei só (fisicamente). Na verdade só eu nunca me senti, pois eu estudava com dois amigos virtuais, que também freqüentam e colaboram bastante aqui no fórum, são: Atlhon e Tony SJR. Grandes amigos que fiz nessa jornada de estudos e que apesar de não conhecê-los pessoalmente, tenho um grande carinho pelos dois.

          Rotina de Estudos
          Nosso grupo virtual sempre trabalhou muito seriamente e com comprometimento. Tínhamos simulados semanalmente, incluindo uma prova discursiva, que era corrigida pelo companheiro. Depois debatíamos as dúvidas das questões objetivas e o assunto abordado nas discursivas. Esse nosso grupo virtual foi essencial para minha aprovação.

          Estratégia
          Saiu o edital e embora eu imaginasse que haveriam mais vagas para Rondônia, foram somente 2 vagas. Para Brasília foram 87 vagas! Nossa, muitas vagas. Fiquei tentada em tentar para brasília, tendo em vista que fui bem na CGU. Porém, sabia que todos iriam pensar dessa maneira. Pela análise que fiz das notas do pessoal de Brasília no concurso da CGU, eu teria ficado na colocação 67. Considerando que as 87 vagas eram muito atrativas, e que todo o pessoal que fez para a CGU faria também o concurso do TCU, cheguei a conclusão que ainda não daria pra passar em Brasília.

          Fiz uma triagem dos possíveis concorrentes do meu Estado, e achei que teria mais chances para cá, embora fossem apenas 2 vagas. Sabia que concorrentes de fora do estado também viriam, mas estes possivelmente não seriam tão bons candidatos, pois se fossem bons, confiariam no seu taco e fariam para Brasília, que eram 87 vagas. Decidi, me inscrevi para Rondônia. Depois do resultado, vi que essa estratégia foi a melhor realmente.

          Foram incluídas mais 3 matérias novas: DCI, DPC e Penal. Minha estratégia agora foi outra. Nada de abandonar nada! Comprei livros e apostilas recomendadas de Civil, DPC e Penal. Montei um cronograma de estudo especial só pra elas, pois eu estava fraquíssima naqueles conteúdos. Estudei todas as matérias do edital, e todos os pontos deste.


          Nesse ano eu não “me acabei” de tanto estudar como tinha feito no anterior. Estudava em média de 6 a 7 horas líquidas. Mas, eu não estava fazendo nenhuma base, estava apenas aprofundando os conhecimentos. Mas, eu mantinha minha rotina diária: havia uma quantidade determinada de questões a resolver; assuntos a serem estudados por matéria; enfim, nada era solto, tudo estava planejado e esquematizado. E eu estudava também nos domingos e feriados. Nessa época, confesso que deixei a família e a vida social de lado. Tenho uma amiga muito querida que já fazia quase um ano que não a via, por causa dos estudos. E parentes também na mesma situação.

          Alimentação
          Esse foi outro ponto importante na minha preparação. Minha alimentação era composta de frutas, legumes e pouca carne.
          Pela manhã o cardápio era sempre salada de frutas, granola, cereais, mel e iogurte. No almoço muita salada verde e legumes. Essa dieta alimentar me proporcionava bastante energia para o estudo. A carne “pesa” no estômago, e isso traz sonolência, prejudicando a rotina. No período em que estive com essa alimentação não fiquei nem ao menos com gripe. E sempre me senti disposta todos os dias.
          Portanto, recomendo uma boa alimentação para enfrentar a rotina de estudos.

          Prova
          Reservei 15 dias para a revisão do conteúdo e pela experiência que eu tive treinando resolver provas do cespe, descobri que para mim não funciona a técnica de marcar só as que tenho certeza. Então decidi marcar todas as questões que eu tivesse certeza e aquelas que eu tivesse uma razoável dúvida. Aquelas que eu não sabia, ou que realmente não me lembrava, deixaria em branco. No dia da prova segui à risca o planejado, e dessa vez não me perdi no tempo. Fiz tudo certinho. Ainda me sobrou tempo para rever algumas questões e tentei até o último minuto de prova, não deixei nenhuma questão por falta de atenção, analisei todas, conscientemente. Fui a última a sair da sala de provas, tanto no primeiro quanto no segundo dia. Saí do colégio com a missão de dever cumprido. Graças a Deus, deu tudo certo.

          Consegui fazer 63% da prova, mais uma vez comprovei que o método de estudo estava correto, e minha planilha registrava rendimento em torno de 60% a 65%.

          É isso, consegui ser aprovada em primeiro lugar para Rondônia, estou infinitamente feliz por ter conseguido essa vitória. Acho que a ficha não caiu ainda, pois sonhei, esses dias, que ainda não tinha passado, e no meu sonho eu recomeçava a estudar novamente. Mas quando acordei, respirei aliviada, é verdade: Passei no TCU!


          Parabens pelo seu sucesso. E pela gentileza do fim do texto.

          Comentário

          • sophiac
            • 15/06/15
            • 1

            Parabéns, Gigliane.

            Acabei de ler seu depoimento e estou encantada. Gostaria de receber seu oráculo no meu email: sophia.costa74@gmail.com.

            Grata.

            Comentário

            • vafgner
              • 17/04/15
              • 6

              Olá!

              Parabéns pelo sucesso.
              Gostaria de receber seu oráculo, Vafgner@yahoo.com.br

              Comentário


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