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Como me tornei AFRFB!

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  • GleidsonCardoso
    • 12/07/17
    • 10

    Como me tornei AFRFB!

    Gleidson Cardoso de Lima

    Cargo:Auditor - Fiscal da RFB desde 2013.
    Facebook: https://www.facebook.com/ConsultorGleidsonCardoso
    Instagram: gleidsoncardoso.lsensino
    Idade: 32 anos.

    Formação: Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).
    Concurso realizado: Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil 2012.
    Concorrência: 131,56 candidatos por vaga.
    Tempo de preparação: 18 meses

    Atualmente Auditor - Fiscal da RFB desde 2013 e consultor do LS Sistema de Ensino desde 2016.

    Aprovações:
    Auditor – Fiscal da Receita Federal do Brasil 2012 – 119º lugar nacional
    Vestibular de Direito na Universidade Federal de Rondônia 2009– 1º lugar
    Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN ) 2002 11º lugar nacional
    Colégio Militar do Recife (CMR) 2000 2º lugar


    https://www.lsensino.com.br/concurso...eidson-cardoso

    Olá pessoal, tudo bem?
    Sei que muitos de vocês já devem ter lido vários depoimentos de aprovados. Não digo que o meu será o melhor, mas acredito que a leitura vale a pena. Dividirei o caminho da aprovação por etapas para facilitar o entendimento:


    BIOGRAFIA

    Sou o filho do meio entre 3 irmãos, de um operário aposentado e de uma dona de casa. Nasci no ABC paulista e passei minha infância em Diadema/SP. Sempre fui aluno de escola pública, tendo estudado em 6 escolas diferentes entre ensino fundamental e médio. Aos 13, fui morar em Campina Grande-PB, pois meu pai havia ficado desempregado. Para nossa sorte, aposentou-se antes com um salário um pouco maior do que o mínimo que garantia a nossa manutenção. Meu pai sempre teve o sonho de que eu fosse militar. Eu o escutava falando e comprei a ideia. Afinal, era uma boa carreira com estabilidade e com ela conseguiria minha independência financeira ainda jovem.

    Para isso, o primeiro desafio seria o concurso para ingresso no Colégio Militar do Recife. Não era obrigatório ser aluno do CMR para se tornar militar, mas eu e meu pai sabíamos que lá eu teria uma oportunidade de me preparar melhor para ingressar na Academia Militar das Agulhas negras (AMAN). No final da 8ª série, com 15 anos, tive minha 1ª experiência em concurso: fui reprovado na 1ª prova de matemática, logo a disciplina que eu mais gostava. As provas eram eliminatórias e quem não passasse da 1ª nem poderia realizar as demais.

    Fiquei decepcionado comigo. Imaginava que estava perdendo tempo e que fazer concurso não era para mim. Na verdade, tinha me preparado muito mal, sem base de estudo, acreditando que daria para ser aprovado. Ledo engano. Passaram-se alguns meses e me veio a vontade de tentar novamente. Corrigi os erros e fui atrás da nova oportunidade. No ano seguinte, em 2000, estudei muito. Foquei muito na preparação. Estudei todo o edital, chegava da aula, almoçava e depois já começava a estudar para o CMR. No final do ano, a aprovação veio melhor do que o esperado: fiquei em 2º lugar entre as 20 vagas disponíveis!!

    Assim, ingressei no Colégio Militar! Tudo novidade para mim. Meu pai parcelou fardamento, livros, material escolar em prestações a perder de vista. Os livros foram comprados no famoso “sebo”, no centro do Recife. A passagem de ônibus era comprada sempre contado com muito esforço dos meus pais. Praticamente não tinha vida social. Sair com amigos para shopping, festas, cinema era algo impensável. O interessante é que não havia proibição familiar, mas limitação financeira mesmo. O dinheiro era para comida, ônibus, livro e ponto final!

    Contudo, uma coisa havia mudado: agora eu passava a ter um estudo de qualidade. O professor ministrava o conteúdo e eu sabia que seguindo o método, realizando os exercícios, conseguiria a aprovação para Escola Preparatória de Cadetes do Exército, passagem obrigatória antes de seguir para AMAN. Meu foco era apenas estudar. Não me preocupava mais com greve escolar, ensino reduzido da disciplina, falta de motivação de professor que, infelizmente, são situações tão comuns nas escolas públicas de nosso país.

    No final do 2º ano, chegou a prova para AMAN. Curioso que, mesmo sabendo que agora a responsabilidade pela aprovação representava o 1º cargo público, fiz os testes até mais tranquilo do que imaginava, tudo porque havia me preparado bem. Estava confiante, requisito fundamental para se fazer uma boa prova. Já ouviram falar daquela lição de Sun Tzu: “Se queres a paz, prepara-te para a guerra!”?? Então, me sentia assim. Foram dois anos inteiros estudando para esta prova. Fazia todas as questões dos livros, provas, simulados, leituras extras, enfim, preparação completa!

    Resultado: fui novamente aprovado! Desta vez, na 11º colocação em nível nacional, entre mais de 20.000 inscritos!!! Meus pais ficaram orgulhosos e eu senti o sabor da recompensa pelo esforço realizado. Realizei o sonho meu e de meu pai. Para comprar a passagem e o enxoval exigido ainda ganhei outro presente: o Colégio Militar vendo minha carência, custeou as despesas necessárias para a viagem, dada minha hipossuficiência.


    ANTECEDENTES DA APROVAÇÃO

    Assim, após 5 anos de internato, me formei na AMAN em 2007 e fui morar em Porto Velho-RO. Em 2008, me casei com Nathiele, minha esposa e companheira de todas as batalhas. Estava realizado profissionalmente. Até curso de paraquedista militar possuía no currículo da caserna. Atuava no setor de licitações e contratos do quartel e me enxergava aposentado do mundo concurseiro.

    Mas, sabe quando vem aquela sensação de respirar novos ares? De você acreditar que é possível buscar outras conquistas? Aquela ambição sadia de crescimento pessoal? Então, apesar das boas experiências ao longo dos mais de 10 anos de farda, decidi tentar outro caminho. Optei por cursar Direito, influenciado pelo leque de oportunidades para concursos que essa faculdade habilita.

    Fiz o vestibular para o curso de Direito da Universidade Federal de Rondônia. Estudei pouco, reciclei os conhecimentos do ensino médio, revisei por conta alguns assuntos e fui para prova. Para minha grata surpresa, fui aprovado em 1º lugar. No ano seguinte, em 2010, comecei a frequentar o curso. Porém, logo nos primeiros meses, notei que estava sem foco de seguir a faculdade até o fim. Pensar que ficaria mais cinco anos em um 2º curso superior para só depois pensar em concurso público me desestimulava. Com isso em mente, não consegui sequer concluir o 1º período. Minha vontade era passar logo em um concurso público, e não fazer outra faculdade.

    Alerto para esta erro de estratégia: quem já possui curso superior e quer logo ser aprovado em um concurso público, não invente de fazer outra faculdade antes. Não ande de lado, mas sempre para frente! O tempo de fazer vestibular/faculdade me consumiram dois anos de vida.

    Era 2010. A carreira fiscal já me atraía bastante. A qualidade de vida, a dinâmica do trabalho aliada a uma boa remuneração eram motivações para estudar novamente. Além do mais, encarava como mais um concurso para fazer. Liguei para um colega que já era auditor fiscal, também ex-militar, que havia sido aprovado no concurso da RFB de 2009, para saber do preparo para prova e da rotina no cargo. Acabei ficando mais motivado a retornar aos estudos, com foco no concurso da RFB que sairia em breve.

    Ah, como vocês já devem ter ouvido falar, vida de militar não tem rotina: nesse tempo, fui transferido para Blumenau-SC, onde morei no biênio 2011-2012. Cheguei no sul preparado para começar “o papiro” novamente. Passados os primeiros meses para me adaptar com a nova rotina, cidade e quartel, recomecei a estudar.


    O FOCO

    Como já havia dito, estava bem como militar. Decidi que não sairia das Forças Armadas para qualquer instituição apenas por dinheiro ou para um cargo que não me agradasse. Tinha decidido estudar somente para o concurso de Auditor Fiscal da RFB. Detalhe: para quem já estava neste mundo concurseiro, deve se lembrar que entre 2009 e 2012 ocorreu a chamada “era de ouro” dos concursos públicos: concursos para praticamente todas as instituições. O concurso para Fiscal de Rendas de SP, por exemplo, foram mais de 600 vagas! Fora ISS-BH, ISS-RJ, BACEN, CGU, TCU e outros fiscos estaduais e municipais de todo o país.

    Nesse ponto, ocorreu um episódio que sempre lembrarei: com tantas oportunidades surgindo, fiquei confuso nos objetivos e comecei a querer estudar para outros concursos além da RFB. Estava em dúvida se também estudaria para o concurso da CGU. Ao comentar isso com minha esposa, para saber sua opinião, escutei: “Gleidson, você já não se decidiu estudar para Receita Federal? Comprou material e está focado nesta prova? Então, pare de fazer confusão! Foque na RFB e pronto, senão você não passará em nada!!”. Para mim, considero que esta bronca foi um divisor de águas! Quando estava me confundindo no projeto, fui alertado pela esposa que meu foco estava sendo perdido.

    Sempre digo que o apoio de Nathiele foi fundamental para chegar a vitória. Nas horas de agonia, de insegurança, tinha o refúgio necessário. Divido a conquista com minha amada e companheira, que me deu todo o apoio logístico necessário durante minha preparação.

    Dessa forma, digo que foi um risco calculado: abri mão de saber um pouco de tudo e de me arriscar também em outros certames para me dedicar exclusivamente ao estudo do edital da RFB. Pedi 12 no truco: era tudo ou nada.


    A JORNADA

    Dividi minha preparação em 3 blocos, como se fossem uma longa maratona: aquecimento, corrida e gás final.


    1º bloco – Aquecimento (o começo)
    Comecei, finalmente a estudar em março de 2011. Eram aquelas 3 horas diárias (considero sempre horas líquidas) de papiro em forma de PDF no computador. Comecei pelas matérias básicas e universais: Português, RLM (que na verdade é toda a matemática do ensino fundamental e médio, acrescido de estatística e matemática financeira), Direito Constitucional e Direito Administrativo.

    Lembro que levei uns 3 meses nesta primeira fase. Acordava cedo, ia para o quartel, voltava às 17h e, às 18h, começava a estudar. Por volta de 22h, parava e ia dormir. No sábado, o papiro era maior, estudava pela manhã e à tarde. Conseguia, em media, 5 horas líquidas. Minha dispersão no sábado, por incrível que pareça, era maior. Resistia estudar nos finais de semana. Nesta primeira fase de estudo, me dava o luxo de tirar o dia inteiro no domingo para descansar. Como principais dificuldades, senti o peso de começar a abrir mão da vida social, do papo sem compromisso com amigos, do futebol do meio da semana e da televisão.



    2º bloco – Corrida (Fase Realista pré-edital)

    Em junho de 2011, ainda tirei 15 dias de férias e fui com minha esposa visitar nossa família no nordeste para descansar um pouco. Sabia que a volta seria tensa. Quando retornei, percebi que precisava começar a dar mais ênfase no preparo. Sabe aquela sensação de que agora você vai estudar até passar? De que entrou em um caminho sem volta? De que não vale a pena jogar fora os meses de tempo de estudo, dinheiro e preparo? Estava me sentindo assim, por isso chamo de fase realista.

    Comprei os materiais das outras disciplinas e recomecei a estudar de forma mais intensa. O desafio era potencializar as horas de estudo, conciliando com o expediente no quartel e plantões de 24 horas entre 10 e 12 dias. Comecei a cortar da própria carne, ou melhor, do próprio sono. Adotei o seguinte procedimento: Estudar entre 05h e 07h da manhã; depois, trabalho no quartel até às 17 horas; após jantar rápida com a esposa e seguia para o quarto de estudos. Estudava entre 18h e 23h. Assim, conseguia, no máximo, 6 horas líquidas por dia, durante a semana.

    Pessoal, aqui tenho que ser sincero: nunca consegui estudar acima de 10 horas líquidas. Estudar à noite sempre foi um sacrifício para mim Depois das nove da noite, a absorção do conteúdo já não era a mesma. Sentia a eficiência e a retenção da matéria indo para o ralo. Porém, sabia que precisava estudar a matéria e não tinha outra saída ou outro horário disponível. Ia dormir “no bagaço”. No dia seguinte, acordava novamente e iniciava a mesma rotina...

    Nessa fase, o lazer do fim de semana também começou a ser consumido em prol do estudo. No sábado estudava de manhã, de tarde e início da noite, totalizando cerca de 6, 7 horas líquidas de estudo. Aos domingos, fazia leituras leves pela manhã durante 3 horas. Após o meio dia, me considerava de folga: era sagrado o almoço sem pressa, o futebol na televisão, programa ou filme na televisão. Pequenos prazeres que ajudam a combater o stress comum de concurseiro.


    3º bloco – Autorização do concurso/ publicação do concurso (fase Pós-edital)

    Em maio de 2012, foram autorizadas 200 vagas para o cargo de Auditor-Fiscal da RFB. Era metade do anterior, que ofereceu 450. Já se imaginava uma dura concorrência para ser aprovado.

    Até então, estava estudando todo o material em PDF pelo computador. Decidi que compraria uma impressora e começaria a encadernar os materiais para poder realizar anotações. Para os exercícios, sempre tive um caderno brochura “tipo 10 matérias” onde realizava as questões e anotava ali mesmo meu desempenho. Nada contra aplicativos de planilhas de rendimentos, mas eu gostava de anotar as medições por ali mesmo, estilo “raiz” com caderno e lápis na mão.

    Comecei a sentir o peso da preparação. A hora da prova estava chegando..era continuar no embalo que vinha. Eu já tinha estabelecido uma séria rotina, não dava para mudar ou aumentar mais. Era continuar os estudos. Menos de 3 meses depois, o edital foi publicado!! Lembro que fiquei nervoso e tive aquele choque. Estava ali, na minha frente, as regras do concurso que eu tanto esperava. Era a prova de fogo, com data marcada para o combate: prova objetiva em setembro e discursivas em outubro.

    Corri outro grande risco: por ser militar, estava sujeito a ser escalado para qualquer atividade que fosse surgir. Poderia até tirar férias, mas escolhi utilizá-las para a preparação da prova discursiva. Precisava treinar redação, mas como ainda teria cerca de 1 mês entre uma fase e outra, foquei nas objetivas, acumulando com o trabalho no quartel. E assim foi até o dia da 1ª fase. Consegui não ser escalado para nenhuma atividade extra no período. Bom sinal de algo melhor estava por vir. Foram dois dias de prova com 200 questões de múltipla escolha. Terminei aquelas provas exausto!!

    Ao conferir o gabarito, estava tão nervoso que não conseguia contabilizar a nota. Minha esposa vendo a situação, começou a conferir o gabarito comigo. Discutimos nessa hora, pois eu entendia que tinha sido reprovado, enquanto do outro, ela dizia que eu tinha atingido a pontuação necessária para cada disciplina e para o bloco de matérias. Mesmo tendo escapado da nota de corte, fiquei triste porque achava que não ia dar pra mim, baseado nas elevadas notas do concurso anterior, em que a média para seguir na disputa foi mais alta.

    Percorri os sites e fóruns concurseiros, inclusive este, para saber como estava meu desempenho em relação aos outros candidatos. Quando comparei, tive a sensação de “terra arrasada” por causa do massacre que foi a prova. Muita gente sendo eliminada, por não ter conseguido os pontos mínimos necessários. Só depois disso, eu conclui que iria sim realizar as provas discursivas.

    Para surpresa de todos, só foram aprovados 252 pessoas em todo o Brasil na fase objetiva! A concorrência inicial, que era de mais de 130 por vaga, havia sido diminuída para menos de 1,5 candidato/vaga!! E isso porque anularam 4 ou 5 questões. Acredito que se não fossem estas anulações, não teriam sido preenchidas nem as 200 vagas.

    Como não precisei aguardar anulação de questão, estava com a mente livre visando as discursivas. Precisava aplicar todo o conhecimento adquirido e responder as perguntas exigidas. Comprei um curso de redação para aprender as técnicas de escrita. Desta vez, tirei férias do quartel e pela primeira vez, em mais de 17 meses de preparação, poderia me dedicar inteiramente para a prova da RFB. Estava mais aliviado. Sabia que dependia só de mim.

    No dia 29/12/2016, veio o resultado da prova discursiva, antes dos recursos. Entre as planilhas criadas com a classificação nos fóruns eu ficava entre a 113º e 120º colocação, ou seja, totalmente dentro das vagas.

    Ao ver meu nome no DOU, me senti extasiado, leve, caminhando nas nuvens. Era como se estivesse terminado uma longa marcha de mochila e fuzil. Aquele peso das costas saindo, sensação indescritível. Abracei minha esposa e respirei profundamente. Sabia que tinha vencido outra grande barreira na vida. Tinha conquistado a minha tão sonhada aprovação!

    Hoje sou Auditor-Fiscal da Receita Federal com muito orgulho. Uma instituição forte, séria e respeitada. A partir daí, consegui outras grandes vitórias no campo pessoal. Revelo aqui uma delas: ajudei minha família, comprei uma casa para meus pais morarem, após 35 anos morando de aluguel. A aprovação trouxe uma enorme tranquilidade para mim e para minha família.

    Ao leitor, desvendo agora algumas “lendas concurseiras”, baseadas nas lições aprendidas durante minha trajetória nos estudos e como consultor:

    1ª Lenda Concurseira - “Só passa em concurso quem teve base de estudo, estudou nos melhores colégios, possui QI acima de 150, etc”.

    Como disse, estudei a vida inteira em escolas públicas. Sofri com longas greves, professores que não terminavam a matéria prevista para aquela série. E daí? Se você em algum momento parar, recuperar o tempo perdido e estudar o que nunca viu, ganhará conhecimento e irá acertar as questões da prova, semelhante a qualquer outro candidato. QI elevado? O que te faz passar em concurso é foco e disciplina, em um treino constante de teoria, revisão e exercícios. Nem sei como funciona o teste de QI e suas bases para mensuração.
    Vim de família humilde, jogava futebol e empinava pipa na rua de pé descalço. No Colégio Militar, usei apenas 1 fardamento por 2 anos! Minha mãe lavava e passava diariamente a mesma roupa. Cada um tem sua história e você pode começar agora mesmo a sua!


    2ª Lenda Concurseira - “Quem trabalha tem menos chance de passar em concurso”.
    Balela pura. Chego a ter a impressão que ocorre justamente o contrário. Boa parte das pessoas que só estudam desperdiçam o tempo que tem, justamente por acharem que tem todo o tempo do mundo. Estudam quando querem e acabam sendo reprovadas. Trabalhei em 17 dos 18 meses da minha preparação, no mínimo 8h/dia, fora os serviços extras. O sacrifício é maior, mas a aprovação é plenamente factível de ocorrer.


    3ª Lenda Concurseira - “Não sou formado em Direito, portanto, não tenho condições de fazer concurso com questões de Direito constitucional, Direito administrativo, etc..”.
    O que faz com que você seja aprovado é estudar com foco, disciplina, atenção. Aprender a Constituição Federal, a Lei nº 8.112/1990, as normas de contabilidade, o Regulamento Aduaneiro, etc. O resto é resto. Quem lê e se predispõe a aprender, dá aula até de mitologia grega! Também não sou formado em Direito. Lembra que desisti da faculdade de Direito?


    4ª Lenda Concurseira - “Sou formado na área de humanas, por isso, não tenho condições de fazer prova que tenhaRaciocínio Lógico, Matemática Financeira, Contabilidade etc..”
    Vide 2ª lenda urbana! Quem estuda, aprende! Acrescento outro ponto: se você não aprendeu bem matemática no ensino fundamental/médio, qual o problema em voltar nestes assuntos e estudá-los novamente? Não existe monstro que não possa ser vencido. E tem mais: na maioria dos concursos, é exigido apenas uma nota mínima em cada disciplina. Na prova da RFB, por exemplo, o índice é 40% de acerto. Então, em uma prova com 10 questões, se você acertar apenas 4, continua vivo no combate, podendo recuperar a média em outras disciplinas que você tenha mais conhecimento. Ilusão achar que precisa saber tudo de tudo para passar na prova.


    5ª Lenda Concurseira - “Vou começar apenas lendo a teoria ou então assistindo as videoaulas da disciplina tal. Só após terminar, vou começar a fazer exercícios.”
    Pessoal, a regra é clara! Aprendemos um assunto lendo a aula, fazendo exercícios e realizando revisões! Para quem já sabe bem a teoria, o foco deve ser exercícios e revisões. Não tem mistério. Se fez os exercícios de uma aula e não foi bem, volte a leia novamente a teoria, para depois refazê-los. Melhorou? Bola pra frente e concentração no próximo assunto.


    6ª Lenda Concurseira -Não tenho tempo para estudar, pois tenho muitos compromissos”.
    Passa em concurso que se dedica “ao cumprimento da missão”, como se fala na caserna. Como você quer ser aprovado em um concurso público se você participa de todas as festas e baladas? Se não perde aquela série preferida, de 15 temporadas com 20 episódios cada? Se as redes sociais consomem horas do teu dia? Se faz sessão completa de 2 horas ou mais na academia, fora o aquecimento? Tenho que ser sincero: aí não vai dar para você passar mesmo! Meu dia tem 24 horas, e o seu? Tem 30?


    Lembre-se disso: é você quem deve fazer o tempo! A programação de sua agenda cabe somente a você decidir. Priorize o essencial e vá em frente. Não estude apenas quando sobrar tempo. Faça tudo com moderação. Realizar uma atividade física moderada, assistir a um filme favorito ou ir a uma festa /evento fazem parte da nossa vida. Não precisa se fechar no quarto e só sair depois de 1 ano. Use sempre o bom senso.

    Por fim, falo que a estratégia de preparação é fundamental. Disciplina e foco no objetivo, chave do sucesso!

    Abraço a todos pessoal! Força por ai que o dia de vocês também chegará!



    9
    Segue meu depoimento!
    40.00%
    6
    Bom estudo para todos!
    60.00%
    9
  • Mazarok
    • 22/02/17
    • 15

    #2
    Excelente depoimento. Sucesso pra vc camarada

    Comentário

    • Fernando Neira
      • 21/08/07
      • 1230

      #3
      Parabéns, Gleidson!
      Durante algumas semanas fui seu colega no curso de Direito na Unir.
      Sucesso na carreira!

      Fernando Neira

      Comentário

      • Sabugo
        • 23/09/16
        • 21

        #4
        São estes depoimentos que injetam ânimo e coragem para eu continuar meus estudos, parabéns Gleidson.

        Comentário

        • seo jorge
          • 26/03/09
          • 933

          #5
          parabéns, pelo relato e pela aprovação. poderia abordar a bibliografia utilizada ?

          Comentário

          • GleidsonCardoso
            • 12/07/17
            • 10

            #6
            Originally posted by Mazarok View Post
            Excelente depoimento. Sucesso pra vc camarada

            Obrigado Mazarok! Vamos que vamos!

            Comentário

            • GleidsonCardoso
              • 12/07/17
              • 10

              #7
              Originally posted by Fernando Neira View Post
              Parabéns, Gleidson!
              Durante algumas semanas fui seu colega no curso de Direito na Unir.
              Sucesso na carreira!

              Fernando Neira

              Poxa Fernando..que legal!!

              Lembro sim de você combatente. Fiquei pouco tempo no curso, mas também colhi aprendizados no período!

              Sucesso para você também!

              Comentário

              • GleidsonCardoso
                • 12/07/17
                • 10

                #8
                Originally posted by Sabugo View Post
                São estes depoimentos que injetam ânimo e coragem para eu continuar meus estudos, parabéns Gleidson.

                Fala Sabugo!

                Sim, também li alguns depoimentos por aqui enquanto estudava. Pode continuar nos teus estudos, sempre com foco e disicplina que teu nome também estará na relação de aprovados publicadas no DOU!

                Comentário

                • Jociab
                  • 05/07/12
                  • 7

                  #9
                  Bah, Gleidson que maravilha de depoimento. Estava mesmo precisando ler algo do tipo nesta semana, meu concurso será no próximo mês e parece que não caiu a ficha para eu estudar com tudo. Mas bola prá frente, depois de ler o seu relato recebi uma injeção de adrenalina e vou tentar partir com tudo agora.

                  Grande abraço e sucesso!!!!!

                  Comentário

                  • GleidsonCardoso
                    • 12/07/17
                    • 10

                    #10
                    Originally posted by seo jorge View Post
                    parabéns, pelo relato e pela aprovação. poderia abordar a bibliografia utilizada ?

                    Fala grande,
                    Posso sim falar a bibliografia usada na época. Não afirmo que foram os cursos foram os melhores ou piores, mas foram os que me fizeram ser aprovado. Analisando melhor, hoje teria estudado por outros materiais. Alguns professores até já não estão mais no mercado.


                    Dir Const - Livro do Marcelo Alexandrino/ Vicente Paulo - Direito Constitucional descomplicado
                    DirAdmin- Livro do Marcelo Alexandrino/ Vicente Paulo - Direito Administrativo descomplicado
                    RLM - PDF do prof. Guilherme Neves
                    Português- Não adotei material específico. Estudei a gramática do Bechara e fazia exercícios de interpretação de texto.
                    Dir Civil - PDF do prof. Lauro Escobar
                    Dir Penal - PDF do prof. Pedro Ivo
                    Dir Empresarial - PDF do prof. Luciano Oliveira
                    Inglês - PDF da Porf. Ena Glaucia Smith
                    Adm Geral e Publica - PDF Prof Sergio Mendes/ Rodrigo Rennó
                    Direito Tributário - PDF do Prof. Aluisio Neto
                    Contabilidade Geral - Gabriel Rabelo/ Luciano Rosa
                    Legislação Tributária - PDF do prof. Aluisio Neto
                    Comércio Internacional - PDF do prof. Rodrigo Luz
                    Leg Aduaneira- PDF do prof Ricardo Vale
                    Dir Prev - PDF do prof. Ali Mohamed


                    Comentário

                    • GleidsonCardoso
                      • 12/07/17
                      • 10

                      #11
                      Originally posted by Jociab View Post
                      Bah, Gleidson que maravilha de depoimento. Estava mesmo precisando ler algo do tipo nesta semana, meu concurso será no próximo mês e parece que não caiu a ficha para eu estudar com tudo. Mas bola prá frente, depois de ler o seu relato recebi uma injeção de adrenalina e vou tentar partir com tudo agora.

                      Grande abraço e sucesso!!!!!
                      Poxa Jociab..que bacana que tenha gostado!

                      Como disse, a ideia é mostrar apenas mais um caminho percorrido por este que vos escreve. Que não há soluções milagrosas nem canto da sereia...é muita dedicação e disciplina com os estudos!

                      Abraço e boa preparação!

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                      • MARTINSAFRFB
                        • 20/07/17
                        • 1

                        #12
                        Parabéns pela merecida vitória!!!! Também sou da caserna a 18 anos e somente agora após o nascimento do meu filho, me dei conta que tenho que correr muito atrás do antigo sonho de pertencer a essa casa chamada Receita Federal. É sempre muito bom ler esses depoimentos que nos mostram que não há nada impossível. Hoje vou tentando conciliar o trabalho com o estudo, mas a cada dia tenho a certeza que só depende de mim e nada nem ninguém poderá tirar isso!!! Entrei mesmo de cabeça na área do concurso fiscal após ler o Alexandre Meirelles e tenho aprendido bastante com o Fórum Concurseiros também, porém ainda tenho algumas dúvidas e te peço ajuda para sanar uma delas. Em relação à nossa aposentadoria, para quem entrou em 1999 principalmente, mesmo com as Emendas Constitucionais de 1998, 2003 e 2005 (isso sem contar com a eminente reforma da previdência), o que levamos , quanto militares, para a carreira na Receita federal? Levamos a integralidade? E a paridade? Já tentei pesquisar, mas não encontrei nenhuma resposta concreta, pois em alguns casos, dizem que mesmo entrando ates da EC de 2005, ainda temos que entrar na justiça. Como você entrou em 2002 nas Forças Armadas e teoricamente foi antes da EC de 2003, saberia me informar como ficou essa questão? Agradeço a compreensão e mais uma vez o parabenizo por toda essa trajetória de vida vitoriosa!
                        ADSUMUS!

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                        • GleidsonCardoso
                          • 12/07/17
                          • 10

                          #13
                          Originally posted by MARTINSAFRFB View Post
                          Parabéns pela merecida vitória!!!! Também sou da caserna a 18 anos e somente agora após o nascimento do meu filho, me dei conta que tenho que correr muito atrás do antigo sonho de pertencer a essa casa chamada Receita Federal. É sempre muito bom ler esses depoimentos que nos mostram que não há nada impossível. Hoje vou tentando conciliar o trabalho com o estudo, mas a cada dia tenho a certeza que só depende de mim e nada nem ninguém poderá tirar isso!!! Entrei mesmo de cabeça na área do concurso fiscal após ler o Alexandre Meirelles e tenho aprendido bastante com o Fórum Concurseiros também, porém ainda tenho algumas dúvidas e te peço ajuda para sanar uma delas. Em relação à nossa aposentadoria, para quem entrou em 1999 principalmente, mesmo com as Emendas Constitucionais de 1998, 2003 e 2005 (isso sem contar com a eminente reforma da previdência), o que levamos , quanto militares, para a carreira na Receita federal? Levamos a integralidade? E a paridade? Já tentei pesquisar, mas não encontrei nenhuma resposta concreta, pois em alguns casos, dizem que mesmo entrando ates da EC de 2005, ainda temos que entrar na justiça. Como você entrou em 2002 nas Forças Armadas e teoricamente foi antes da EC de 2003, saberia me informar como ficou essa questão? Agradeço a compreensão e mais uma vez o parabenizo por toda essa trajetória de vida vitoriosa!
                          ADSUMUS!

                          Muito obrigado pelo elogio MartinsAFRFB!

                          Sim, atualmente, a questão ainda não está pacificada. Administrativamente, o Poder Executivo Federal vem enquadrando os militares das FFAA no regime complementar da FUNPRESP. A maior parte dos ex-militares ingressaram com ações individuais ou via sindicato solicitando o reconhecimento de tempo de serviço público anterior. No caso específico da RFB, houve ação judicial por parte do sindicato dos Auditores e todos os que ingressaram no serviço público anterior a maio/2013, estão no RPPS. Sobre as EC em si, você ingressou no intervalo depois da EC/98, mas antes da EC 41/03. Portanto, tem direito a paridade e integralidade , isto se não mudar com a Reforma da Previdência,rss. Abraço camarada!

                          Sucesso nos estudos e na preparação!

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                          • heldercb
                            • 24/05/12
                            • 64

                            #14
                            Olá, tudo bem. Primeiramente, parabéns pela aprovação e pelo depoimento inspirador. Gostaria de tirar uma dúvida. Se você puder me responder me ajudará muito. Como vc fazia com a questão do sono? Você disse que acordava cedo para estudar de 05h às 07h da manhã, que trabalhava até às 17 horas e à noite estudava entre 18h e 23h. Pelo que relatou, você dormia cerca de 6h por noite. Vc ficava com sono ao estudar? Como lidava com isso? Tirava um cochilo antes de estudar ou estudava com sono mesmo? Vc acha q a pessoa pode acostumar a dormir menos e depois ficar com menos sono ao estudar? Desculpe a quantidade de perguntas, mas é que quero tentar dormir um pouco menos para aumentar a carga de estudos e queria algumas dicas de alguém que passou por isso. Desde já, agradeço muito a atenção e ajuda. Tenha um excelente dia.

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                            • GleidsonCardoso
                              • 12/07/17
                              • 10

                              #15
                              Originally posted by heldercb View Post
                              Olá, tudo bem. Primeiramente, parabéns pela aprovação e pelo depoimento inspirador. Gostaria de tirar uma dúvida. Se você puder me responder me ajudará muito. Como vc fazia com a questão do sono? Você disse que acordava cedo para estudar de 05h às 07h da manhã, que trabalhava até às 17 horas e à noite estudava entre 18h e 23h. Pelo que relatou, você dormia cerca de 6h por noite. Vc ficava com sono ao estudar? Como lidava com isso? Tirava um cochilo antes de estudar ou estudava com sono mesmo? Vc acha q a pessoa pode acostumar a dormir menos e depois ficar com menos sono ao estudar? Desculpe a quantidade de perguntas, mas é que quero tentar dormir um pouco menos para aumentar a carga de estudos e queria algumas dicas de alguém que passou por isso. Desde já, agradeço muito a atenção e ajuda. Tenha um excelente dia.
                              Fala camarada..

                              Sim, pelos cálculos, dava isso mesmo..cerca de 6h sono.. Por vezes, tirava um cochilo no almoço, quando estava bastante cansado e procurava descansar mais aos finais de semana. O trecho e a caminhada são pesadas sim..mas isso foi a minha realidade que encontrei. O pouco tempo disponível para estudar me levaram a esta rotina. Acredito sim que o corpo vai se acostumando, pelo menos psicologicamente.

                              Agora, o cansaço físico vem mesmo, não tem jeito...era uma curva descendente: começava muito bem disposto na segunda e ia ficando exausto durante o decorrer da semana.
                              E claro que ninguém é de ferro..de vez em quando tirava um tempo maior para descansar. Poderia ser 1/2h a mais de sono durante a semana, semana sim, semana não. Dava certo.

                              Para o estudo das provas discursivas, tirei férias no quartel e aí o percurso foi bastante facilitado. Estudava o dia inteiro e me sobrava a noite toda para descansar.

                              Força heldercb!

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