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1°Lugar Analista Adm MPRJ 2016

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  • robsonmothe
    • 29/12/16
    • 3

    1°Lugar Analista Adm MPRJ 2016

    Olá, pessoal! Motivado pela iniciativa dessa fera que postou antes de mim (meu amigo Jeff), gostaria de compartilhar um pouco da minha trajetória com vocês.

    Meu nome é Robson. Não tenho um grande currículo em concursos. Almejava uma vida na iniciativa privada e nem sonhava em ser servidor público. Porém, com a experiência e visão do lado de lá, nasceu em mim o desejo de navegar nesses mares, até então inexplorados.

    Ainda assim, posterguei muito essa decisão, até começar minha caminhada no final de 2014, sonhando com uma vaga de técnico no TJRJ 1ª Região. Fiz o que não se deve fazer e decidi prestar o concurso apenas com a saída do edital. Com dois meses de preparo, obviamente não entrei nas vagas imediatas, amargando meu primeiro cadastro de reserva (CR) na posição 265. Na época, isso realmente me empolgou. Diria até que me fez relaxar demasiadamente, a ponto de perder meses importantes de estudo. Com esse resultado era plenamente possível uma convocação durante o prazo de validade do concurso, 1 ano prorrogável (total de 2 anos). Porém, a crise no Estado do Rio foi impiedosa e as convocações minguaram e ficaram muito aquém do histórico do Tribunal.

    Em meados de 2015, recobrei os sentidos e me alinhei novamente, desistindo de aguardar por uma vaga como CR (bela lição). Agora, eu queria vaga imediata, sabia que tinha condições. O resultado anterior me motivou. Foi então que começaram os rumores do concurso para Técnico de Controle Externo do TCM-Rio. Sou formado em Direito pela PUC-Rio, mas sempre tive uma queda por matérias financeiras e tributárias. Ainda que não conhecesse grande parte delas me convenci a encarar. O salário, as atribuições e as condições de trabalho eram incríveis. Tudo me atraía.

    Como todos sabem, o concurso do TCM-Rio ficou apenas no boato por muito tempo. Portanto, em dezembro de 2015 prestei o concurso para Fiscal de Posturas de Niterói. Não estava focando nessas matérias, mas como já havia estudado grande parte do edital, achei que valia a pena. Eram 10 vagas imediatas e 70 de CR. Fiz 72 pontos dos 80 possíveis e fiquei em 33º lugar. Ao mesmo tempo que esse resultado me deixou muito feliz também me frustrou bastante, mesmo que aquele concurso não estivesse sendo meu foco. Muitas vezes, mais difícil do que perder é quase ganhar.

    Graças a Deus, dessa vez, a ressaca foi curta e no início de 2016 já havia voltado ao batente para a Corte de Contas do Município do Rio. Mas novamente, fui surpreendido com a publicação de um edital, desta vez para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. E fugindo de todas as previsões, a prova para o cargo de Analista Administrativo veio completamente diferente das anteriores e recheada de matérias financeiras e administrativas.

    Fiquei num mix de animação e tristeza. Ainda não havia visto nada de administração geral e pública nem contabilidade pública. Porém, não era possível titubear. Se eu não esperava por isso, meus concorrentes também não. Ignorei a insegurança e me joguei de cabeça. O concurso de Niterói me deu uma confiança muito grande de que se eu me preparasse apenas para técnico tinha reais chances de ser aprovado dentro do número inicial de vagas (21), por mais reduzido que fosse. Sem foco neste cargo tinha medo de não passar nem perto. Mas algo me dizia que eu não podia desperdiçar aquela oportunidade. Grande parte da matéria de Analista estava dominada e poucas pessoas as estudam. Nos dois meses que se seguiram consegui estudar apenas o que faltava (administração geral e pública e contabilidade pública) e tapar algumas lacunas das demais matérias. Nem revisão deu para fazer.

    Após a realização da prova toda a descrença e desânimo caíram sobre mim. Saí da prova achando que fui bem, mas não o suficiente. Quando conferi o gabarito vi que havia acertado 76 questões das 100 possíveis. Aí tive a certeza que não seria aprovado e pensei: acabei de vir de um concurso em que acertei 90% da prova com 10 vagas imediatas e fiquei em 33º, acabou, com míseras 3 vagas, não passarei nem na porta do MP. E então, os dias passaram vagarosamente e as notícias eram escassas.

    Quando enfim saiu o resultado final foi uma loucura. Não acreditava. Eu estava aprovado em 1º lugar com 75 pontos. E você me pergunta: não eram 76? Sim, na pressa não marquei uma questão de português no cartão resposta. Mas eu tinha feito o dever de casa e fui premiado, mesmo errando.

    Hoje, tenho muito orgulho de pertencer a esta Casa, com pessoas incríveis e que fazem um trabalho belíssimo. Tanto é que mudei meu foco da área financeira e agora estudo para as carreiras jurídicas. Todo o tempo, sacrifício e cansaço valeram a pena. É indescritível ver seu esforço ser recompensado.

    Tentei no meu depoimento expressar minha experiência da forma mais humana possível e espero que ajude alguém. Não tenho nada diferente, apenas tive perseverança, disciplina e segui em frente. Aprendi desde cedo a estudar por conta própria e acredito que isso me ajudou bastante. Estudei basicamente por livros e PDFs. Não contava horas, mas estudava o máximo que podia. Tinha organização, planejamento e estratégia. Crie a sua. Eu queria começar, ser servidor. Então vi que os concursos de Tribunais, MPs e até das áreas de controle e fiscal tinham muita matéria em comum. Comecei pelas matérias comuns dos Tribunais e MP (área administrativa) e fui ampliando. Perceba onde você pode ter um diferencial, escolha seu nicho. Não adianta atirar para todo lado. Vejo pessoas que fazem todo tipo de concurso e não têm resultado. Lógico. Acabam perdendo para quem já se decidiu.

    As pessoas não te entenderão e nem precisam. Se entendessem nós teríamos ainda mais concorrentes. Aprenda a dizer não hoje para poder dizer sim amanhã, ter liberdade. E já aviso, concurso é um vício. Quem ainda não entende, espere e logo entenderá. Vencer é bom demais.

    Um recado para quem não começou / não sabe por onde começar e se desespera ao ver um monte de matéria: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível” (São Francisco de Assis).

    É isso, galera! Bons estudos e aprovações! Estou na torcida! Se precisarem de alguma coisa estamos aí!

    Abraços!
  • andersonmaxcruz
    • 15/09/15
    • 1

    #2
    Que relato incrível. Parabéns pela sua aprovação!

    Agora me tira uma dúvida, por gentileza. Você costumava estudar quantas horas por dia mais ou menos? Você trabalhava ou só estudava? Você praticava exercícios físicos? Aos finais de semana você também estudava? Seu foco era na teoria ou na resolução de exercícios? E a legislação, como você estudava? Por códigos comentados ou lei pura? Você utilizava cadernos ou anotava nos livros? Você disse que nesse, especificamente, você não conseguiu revisar, mas normalmente como são feitas as suas revisões? Por resumos?

    Comentário

    • SilCouto
      • 04/09/08
      • 293

      #3
      Parabéns ....Deus abençoe

      Comentário

      • robsonmothe
        • 29/12/16
        • 3

        #4
        Obrigado pelos parabéns e pela gentileza!

        Comentário

        • robsonmothe
          • 29/12/16
          • 3

          #5
          Originally posted by andersonmaxcruz View Post
          Que relato incrível. Parabéns pela sua aprovação!

          Agora me tira uma dúvida, por gentileza. Você costumava estudar quantas horas por dia mais ou menos? Você trabalhava ou só estudava? Você praticava exercícios físicos? Aos finais de semana você também estudava? Seu foco era na teoria ou na resolução de exercícios? E a legislação, como você estudava? Por códigos comentados ou lei pura? Você utilizava cadernos ou anotava nos livros? Você disse que nesse, especificamente, você não conseguiu revisar, mas normalmente como são feitas as suas revisões? Por resumos?
          andersonmaxcruz, obrigado pelos parabéns!

          Realmente não entrei nesses detalhes, pois não acredito em receita de bolo. O melhor, com ou sem ajuda externa, é cada pessoa ter sua estratégia pessoal. Ainda assim, tentarei esclarecer e ajudar no que for possível. Como você manifestou essas dúvidas, estou pensando em elaborar e postar aqui algo mais aprofundado, com as dicas que acho pertinentes e as respostas mais explicadas.


          Abaixo as respostas às suas perguntas, de forma mais objetiva (detalharei melhor no próximo post).

          Você costumava estudar quantas horas por dia mais ou menos?
          R.: Muitas vezes não estudei entre editais (erro grave), mas quando estudava, no mínimo 3h. A média eram 6h.

          Você trabalhava ou só estudava?
          R.: Não trabalhava. Larguei tudo para apenas estudar. Mas acho que tornou a pressão e cobrança ainda maiores. Achei mais difícil ter disciplina tendo tempo do que sem ter. Todas as oportunidades e as distrações tinham que ser ignoradas, o que aumentou o desafio para mim. Além do que não permitiu que eu estudasse muito mais horas. Existia um limite físico para absorver o conteúdo. Quando se trabalha, todo tempo para estudo é mais bem aproveitado e a pessoa se sente mais segura. Os outros 3 que entraram comigo já eram servidores ou empregados públicos.
          Foi uma lição incrível, adquiri uma disciplina que nunca havia experimentado.

          Você praticava exercícios físicos?
          R.: Recomendo. No meu caso não consegui manter a regularidade, ainda mais com edital na praça, mas fazia sim.

          Aos finais de semana você também estudava?
          R.: Sim. Era quando eu mais estudava. Minha namorada reclamava muito. rs

          Seu foco era na teoria ou na resolução de exercícios?
          R.: Depende do momento. Não adianta sair correndo para as questões sem ter uma boa base de teoria. Eu estudava bastante teoria com exercícios para fixação e revisão.

          E a legislação, como você estudava? Por códigos comentados ou lei pura?
          R.: Lei seca. Se tenho alguma dúvida ou desejo aprofundar um assunto recorro aos códigos comentados ou livros. Aprende-se muito nessas pesquisas. Mas cuidado para não se perder nelas, concurseiro tem que ser eficiente. Tempo é ouro.

          Você utilizava cadernos ou anotava nos livros?
          R.: Nenhum dos dois. Achava que perdia muito tempo para fazer e para entender depois. No máximo fazia esquemas ou pequenas anotações quando havia procedimentos para visualizar e fixar melhor.

          Você disse que nesse, especificamente, você não conseguiu revisar, mas normalmente como são feitas as suas revisões? Por resumos?
          R.: Apenas revejo alguma anotação que tenha feito e os esquemas e caio dentro dos exercícios. ESSE É O MOMENTO CRÍTICO PARA ELES. Se estiver errando muito determinada matéria ou com dúvidas constantes retorno à teoria para aprender o que ainda não estou dominando.

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