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Supremo Tribunal Federal - Analista Cespe

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    • 19/02/07
    • 177

    Supremo Tribunal Federal - Analista Cespe

    Hoje o sistema isola, atomiza o indivíduo. Por isso
    seria importante pensar as novas formas de comunicação.
    Mas o sistema também nega o indivíduo. Na economia, por
    4 exemplo, mudam-se os valores de uso concreto e qualitativo
    para os valores de troca geral e quantitativa. Na filosofia
    aparece o sujeito geral, não o indivíduo. Então, a diferença
    7 é uma forma de crítica. Afirmar o indivíduo, não no sentido
    neoliberal e egoísta, mas no sentido dessa idéia da diferença
    é um argumento crítico. Em virtude disso, dessa discussão
    10 sobre a filosofia e o social surgem dois momentos
    importantes: o primeiro é pensar uma comunidade autoreflexiva
    e confrontar-se, assim, com as novas formas de
    13 ideologia. Mas, por outro lado, a filosofia precisa da
    sensibilidade para o diferente, senão repetirá apenas as
    formas do idêntico e, assim, fechará as possibilidades do
    16 novo, do espontâneo e do autêntico na história. Espero que
    seja possível um diálogo entre as duas posições em que
    ninguém tem a última palavra.
    Miroslav Milovic. Comunidade da diferença.
    Relume Dumará, p. 131-2 (com adaptações

    Com referência às idéias e às estruturas lingüísticas do texto
    acima, julgue os itens a seguir.
    1 Depreende-se do texto que “pensar as novas formas de
    comunicação” (R.2) significa isolar ou atomizar o indivíduo.
    2 Preservando-se a correção gramatical do texto, bem como
    sua coerência argumentativa, a forma verbal “mudam-se”
    (R.4) poderia ser empregada também no singular.
    3 O conectivo “Então” (R.6) estabelece uma relação de tempo
    entre as idéias expressas em duas orações.
    4 A partir do desenvolvimento das idéias do texto, conclui-se
    que a palavra “crítico” (R.9) está sendo empregada como
    crucial, perigoso.
    5 O emprego de “Em virtude disso” (R.9) mostra que,
    imediatamente antes do termo “o social” (R.10) está
    subtendida a preposição de, que, se fosse explicitada, teria
    de ser empregada sob a forma do.
    6 A expressão “por outro lado” (R.13) explicita a
    caracterização do segundo dos “dois momentos importantes”
    (R.10-11).
    7 Como o último período sintático do texto se inicia pela idéia
    de possibilidade, a substituição do verbo “tem” (R.18) por
    tenha, além de preservar a correção gramatical do texto,
    ressaltaria o caráter hipotético do argumento.



    O agente ético é pensado como sujeito ético, isto é,
    como um ser racional e consciente que sabe o que faz, como
    um ser livre que escolhe o que faz e como um ser
    4 responsável que responde pelo que faz. A ação ética é
    balizada pelas idéias de bem e de mal, justo e injusto, virtude
    e vício. Assim, uma ação só será ética se consciente, livre e
    7 responsável e será virtuosa se realizada em conformidade
    com o bom e o justo. A ação ética só é virtuosa se for livre
    e só o será se for autônoma, isto é, se resultar de uma decisão
    10 interior do próprio agente e não de uma pressão externa.
    Evidentemente, isso leva a perceber que há um conflito entre
    a autonomia da vontade do agente ético (a decisão emana
    13 apenas do interior do sujeito) e a heteronomia dos valores
    morais de sua sociedade (os valores são dados externos ao
    sujeito). Esse conflito só pode ser resolvido se o agente
    16 reconhecer os valores de sua sociedade como se tivessem
    sido instituídos por ele, como se ele pudesse ser o autor
    desses valores ou das normas morais, pois, nesse caso, ele
    19 será autônomo, agindo como se tivesse dado a si mesmo sua
    própria lei de ação.
    Marilena Chaui. Uma ideologia perversa.
    In: Folhaonline, 14/3/1999 (com adaptações



    Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das estruturas
    lingüísticas e das idéias do texto acima.
    8 Depreende-se do texto que “agente” e “sujeito”, ambos na
    linha 1, não são sinônimos, embora possam remeter ao
    mesmo indivíduo.
    9 De acordo com as relações argumentativas do texto, se uma
    ação não for “virtuosa” (R.7), ela não resulta de decisão
    interior; se não for “ética” (R.6), ela não será consciente, livre
    e responsável.
    10 É pela acepção do verbo levar, em “leva a perceber” (R.11),
    que se justifica o emprego da preposição “a” nesse trecho, de
    tal modo que, se for empregado o substantivo
    correspondente a “perceber”, percepção, a preposição
    continuará presente e será correto o emprego da crase: à
    percepção.
    11 Os sinais de parênteses nas linhas de 12 a 15 têm a função de
    organizar as idéias que destacam e de inseri-las na
    argumentação do texto; por isso, sua substituição pelos sinais
    de travessão preservaria a coerência textual e a correção do
    texto, mas, na linha 15, o ponto final substituiria o segundo
    travessão.
    12 A expressão “Esse conflito” (R.15) tem a função textual de
    recuperar a idéia de “heteronomia” (R.13).
    13 A organização das idéias no texto mostra que, em suas duas
    ocorrências, o pronome “ele”, na linha 17, refere-se
    textualmente a “agente” (R.15).
  • Sereno
    • 25/11/06
    • 495

    #2
    Re: Supremo Tribunal Federal - Analista Cespe

    Postado Originalmente por als
    Hoje o sistema isola, atomiza o indivíduo. Por isso
    seria importante pensar as novas formas de comunicação.
    Mas o sistema também nega o indivíduo. Na economia, por
    4 exemplo, mudam-se os valores de uso concreto e qualitativo
    para os valores de troca geral e quantitativa. Na filosofia
    aparece o sujeito geral, não o indivíduo. Então, a diferença
    7 é uma forma de crítica. Afirmar o indivíduo, não no sentido
    neoliberal e egoísta, mas no sentido dessa idéia da diferença
    é um argumento crítico. Em virtude disso, dessa discussão
    10 sobre a filosofia e o social surgem dois momentos
    importantes: o primeiro é pensar uma comunidade autoreflexiva
    e confrontar-se, assim, com as novas formas de
    13 ideologia. Mas, por outro lado, a filosofia precisa da
    sensibilidade para o diferente, senão repetirá apenas as
    formas do idêntico e, assim, fechará as possibilidades do
    16 novo, do espontâneo e do autêntico na história. Espero que
    seja possível um diálogo entre as duas posições em que
    ninguém tem a última palavra.
    Miroslav Milovic. Comunidade da diferença.
    Relume Dumará, p. 131-2 (com adaptações

    Com referência às idéias e às estruturas lingüísticas do texto
    acima, julgue os itens a seguir.
    1 Depreende-se do texto que “pensar as novas formas de
    comunicação” (R.2) significa isolar ou atomizar o indivíduo.
    2 Preservando-se a correção gramatical do texto, bem como
    sua coerência argumentativa, a forma verbal “mudam-se”
    (R.4) poderia ser empregada também no singular.
    3 O conectivo “Então” (R.6) estabelece uma relação de tempo
    entre as idéias expressas em duas orações.
    4 A partir do desenvolvimento das idéias do texto, conclui-se
    que a palavra “crítico” (R.9) está sendo empregada como
    crucial, perigoso.
    5 O emprego de “Em virtude disso” (R.9) mostra que,
    imediatamente antes do termo “o social” (R.10) está
    subtendida a preposição de, que, se fosse explicitada, teria
    de ser empregada sob a forma do.
    6 A expressão “por outro lado” (R.13) explicita a
    caracterização do segundo dos “dois momentos importantes”
    (R.10-11).
    7 Como o último período sintático do texto se inicia pela idéia
    de possibilidade, a substituição do verbo “tem” (R.18) por
    tenha, além de preservar a correção gramatical do texto,
    ressaltaria o caráter hipotético do argumento.



    O agente ético é pensado como sujeito ético, isto é,
    como um ser racional e consciente que sabe o que faz, como
    um ser livre que escolhe o que faz e como um ser
    4 responsável que responde pelo que faz. A ação ética é
    balizada pelas idéias de bem e de mal, justo e injusto, virtude
    e vício. Assim, uma ação só será ética se consciente, livre e
    7 responsável e será virtuosa se realizada em conformidade
    com o bom e o justo. A ação ética só é virtuosa se for livre
    e só o será se for autônoma, isto é, se resultar de uma decisão
    10 interior do próprio agente e não de uma pressão externa.
    Evidentemente, isso leva a perceber que há um conflito entre
    a autonomia da vontade do agente ético (a decisão emana
    13 apenas do interior do sujeito) e a heteronomia dos valores
    morais de sua sociedade (os valores são dados externos ao
    sujeito). Esse conflito só pode ser resolvido se o agente
    16 reconhecer os valores de sua sociedade como se tivessem
    sido instituídos por ele, como se ele pudesse ser o autor
    desses valores ou das normas morais, pois, nesse caso, ele
    19 será autônomo, agindo como se tivesse dado a si mesmo sua
    própria lei de ação.
    Marilena Chaui. Uma ideologia perversa.
    In: Folhaonline, 14/3/1999 (com adaptações



    Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das estruturas
    lingüísticas e das idéias do texto acima.
    8 Depreende-se do texto que “agente” e “sujeito”, ambos na
    linha 1, não são sinônimos, embora possam remeter ao
    mesmo indivíduo.
    9 De acordo com as relações argumentativas do texto, se uma
    ação não for “virtuosa” (R.7), ela não resulta de decisão
    interior; se não for “ética” (R.6), ela não será consciente, livre
    e responsável.
    10 É pela acepção do verbo levar, em “leva a perceber” (R.11),
    que se justifica o emprego da preposição “a” nesse trecho, de
    tal modo que, se for empregado o substantivo
    correspondente a “perceber”, percepção, a preposição
    continuará presente e será correto o emprego da crase: à
    percepção.
    11 Os sinais de parênteses nas linhas de 12 a 15 têm a função de
    organizar as idéias que destacam e de inseri-las na
    argumentação do texto; por isso, sua substituição pelos sinais
    de travessão preservaria a coerência textual e a correção do
    texto, mas, na linha 15, o ponto final substituiria o segundo
    travessão.
    12 A expressão “Esse conflito” (R.15) tem a função textual de
    recuperar a idéia de “heteronomia” (R.13).
    13 A organização das idéias no texto mostra que, em suas duas
    ocorrências, o pronome “ele”, na linha 17, refere-se
    textualmente a “agente” (R.15).
    1F; 2F; 3F; 4V; 5V; 6V; 7V; 8?; 9? ; 10V; 11V; 12V;

    Comentário

    • Lanlan Marsula
      • 02/09/07
      • 3932

      #3
      Re: Supremo Tribunal Federal - Analista Cespe

      Postado Originalmente por als
      Hoje o sistema isola, atomiza o indivíduo. Por isso
      seria importante pensar as novas formas de comunicação.
      Mas o sistema também nega o indivíduo. Na economia, por
      4 exemplo, mudam-se os valores de uso concreto e qualitativo
      para os valores de troca geral e quantitativa. Na filosofia
      aparece o sujeito geral, não o indivíduo. Então, a diferença
      7 é uma forma de crítica. Afirmar o indivíduo, não no sentido
      neoliberal e egoísta, mas no sentido dessa idéia da diferença
      é um argumento crítico. Em virtude disso, dessa discussão
      10 sobre a filosofia e o social surgem dois momentos
      importantes: o primeiro é pensar uma comunidade autoreflexiva
      e confrontar-se, assim, com as novas formas de
      13 ideologia. Mas, por outro lado, a filosofia precisa da
      sensibilidade para o diferente, senão repetirá apenas as
      formas do idêntico e, assim, fechará as possibilidades do
      16 novo, do espontâneo e do autêntico na história. Espero que
      seja possível um diálogo entre as duas posições em que
      ninguém tem a última palavra.
      Miroslav Milovic. Comunidade da diferença.
      Relume Dumará, p. 131-2 (com adaptações

      Com referência às idéias e às estruturas lingüísticas do texto
      acima, julgue os itens a seguir.

      1 Depreende-se do texto que “pensar as novas formas de
      comunicação” (R.2) significa isolar ou atomizar o indivíduo.
      E, justamente porque o sistema isola os indivíduos é que se faz necessário pensar novas formas de comunicação.

      2 Preservando-se a correção gramatical do texto, bem como
      sua coerência argumentativa, a forma verbal “mudam-se”
      (R.4) poderia ser empregada também no singular.
      Essa é capciosa, mudam-se pode estar ligada tanto a "valores" quanto a oração que se inicia em "valores e termina em quantitativa" e aí será um sujeito oracional... essa foi maldade!! alternativa correta!

      3 O conectivo “Então” (R.6) estabelece uma relação de tempo
      entre as idéias expressas em duas orações.
      Errado, valor de conclusão

      4 A partir do desenvolvimento das idéias do texto, conclui-se
      que a palavra “crítico” (R.9) está sendo empregada como
      crucial, perigoso. Errado, Julgamento

      5 O emprego de “Em virtude disso” (R.9) mostra que,
      imediatamente antes do termo “o social” (R.10) está
      subtendida a preposição de, que, se fosse explicitada, teria
      de ser empregada sob a forma do.
      E, se adicionarmos "do" perde-se o paralelismo

      6 A expressão “por outro lado” (R.13) explicita a
      caracterização do segundo dos “dois momentos importantes”
      (R.10-11).
      Correto, continua com o contraponto.

      7 Como o último período sintático do texto se inicia pela idéia
      de possibilidade, a substituição do verbo “tem” (R.18) por
      tenha, além de preservar a correção gramatical do texto,
      ressaltaria o caráter hipotético do argumento.
      Correto, é o que o autor espera, e não sabe se acontecerá


      O agente ético é pensado como sujeito ético, isto é,
      como um ser racional e consciente que sabe o que faz, como
      um ser livre que escolhe o que faz e como um ser
      4 responsável que responde pelo que faz. A ação ética é
      balizada pelas idéias de bem e de mal, justo e injusto, virtude
      e vício. Assim, uma ação só será ética se consciente, livre e
      7 responsável e será virtuosa se realizada em conformidade
      com o bom e o justo. A ação ética só é virtuosa se for livre
      e só o será se for autônoma, isto é, se resultar de uma decisão
      10 interior do próprio agente e não de uma pressão externa.
      Evidentemente, isso leva a perceber que há um conflito entre
      a autonomia da vontade do agente ético (a decisão emana
      13 apenas do interior do sujeito) e a heteronomia dos valores
      morais de sua sociedade (os valores são dados externos ao
      sujeito). Esse conflito só pode ser resolvido se o agente
      16 reconhecer os valores de sua sociedade como se tivessem
      sido instituídos por ele, como se ele pudesse ser o autor
      desses valores ou das normas morais, pois, nesse caso, ele
      19 será autônomo, agindo como se tivesse dado a si mesmo sua
      própria lei de ação.
      Marilena Chaui. Uma ideologia perversa.
      In: Folhaonline, 14/3/1999 (com adaptações



      Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das estruturas
      lingüísticas e das idéias do texto acima.
      8 Depreende-se do texto que “agente” e “sujeito”, ambos na
      linha 1, não são sinônimos, embora possam remeter ao
      mesmo indivíduo.
      Correto

      9 De acordo com as relações argumentativas do texto, se uma
      ação não for “virtuosa” (R.7), ela não resulta de decisão
      interior; se não for “ética” (R.6), ela não será consciente, livre
      e responsável.
      Errado, será virtuosa se realizada em conformidade com o bom e com o justo.

      10 É pela acepção do verbo levar, em “leva a perceber” (R.11),
      que se justifica o emprego da preposição “a” nesse trecho, de
      tal modo que, se for empregado o substantivo
      correspondente a “perceber”, percepção, a preposição
      continuará presente e será correto o emprego da crase: à
      percepção.
      Correto, leva à percepção.

      11 Os sinais de parênteses nas linhas de 12 a 15 têm a função de
      organizar as idéias que destacam e de inseri-las na
      argumentação do texto; por isso, sua substituição pelos sinais
      de travessão preservaria a coerência textual e a correção do
      texto, mas, na linha 15, o ponto final substituiria o segundo
      travessão.
      Correto

      12 A expressão “Esse conflito” (R.15) tem a função textual de
      recuperar a idéia de “heteronomia” (R.13).
      Errado, retoma conflito

      13 A organização das idéias no texto mostra que, em suas duas
      ocorrências, o pronome “ele”, na linha 17, refere-se
      textualmente a “agente” (R.15).
      Correto

      LAn

      Comentário

      • Lanlan Marsula
        • 02/09/07
        • 3932

        #4
        Re: Supremo Tribunal Federal - Analista Cespe

        João, a não comentei a 8 - aqui segue então a justificativa....


        O texto fala de suas pessoas distintas, um - o sujeito ético, é ético porque é responsável, consciente e livre, diria que ele é naturalmente ético.

        O outro não, ele vive em conflito com sua autonomia de vontade, ele vive realizando as vontades da sociedade...

        É mais ou menos isso, só em linhas gerais

        Comentário

        • Sereno
          • 25/11/06
          • 495

          #5
          Re: Supremo Tribunal Federal - Analista Cespe

          Lalan, obrigado pelos comentários; em IT, sempre deixei a desejar! Eu teria que treinar eesolvendo bastantes exercícios, mas não tenho paciência pra isso!

          Comentário


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