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Francês - Textos e dicas

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  • Leonina
    • 25/11/06
    • 61

    Francês - Textos e dicas

    Oi Pessoal,

    Embora francês não seja minha especialidade, sou fã dessa bela língua, que também consta como uma das opções na prova da receita.
    Então, decidi abrir esse tópico para a turma craque no francês
    Sempre que possivel, trarei os textos traduzidos, como já é feito no tópico de inglês.

    J'espère que vous aimiez le texte choisi
    À bientôt, mes amis


    Le centre de Beyrouth "agonise", asphyxié par les crises
    O centro de Beirute "agoniza", asfixiado pelas crises

    Mouna Naïm
    correspondente em Beirute, Líbano

    Les déménageurs achèvent de dégager les sièges ronds prisés par les amateurs du petit noir et du croissant. Une jeune serveuse emballe les dernières viennoiseries qui datent de la veille. La brasserie Second Cup a fermé ses portes, mercredi 21 février. Deux des trois employés iront rejoindre les deux succursales dans la partie est de Beyrouth et à Kaslik, une vingtaine de kilomètres plus au nord. La jeune serveuse va se retrouver au chômage. Elle le dit avec le sourire, mais elle est inquiète. Où trouver du travail par ces temps de crise économique aiguë ?

    Os carregadores da empresa de mudanças acabam de retirar os assentos redondos tão apreciados pelos amadores de cafezinho e do "croissant". Uma jovem garçonete embrulha os últimos bolos confeitados que datam da véspera. A cervejaria Second Cup fechou suas portas na quarta-feira, 21 de fevereiro. Dois dos três empregados serão transferidos para as duas sucursais na parte leste de Beirute e em Kaslik, que fica a cerca de vinte quilômetros mais ao norte. A jovem garçonete vai amargar o desemprego. Ela faz este comentário com um sorriso, mas ela está preocupada. Onde encontrar trabalho nesses tempos de crise econômica aguda?

    Le centre commercial de Beyrouth, reconstruit en un temps record après la fin de la guerre de 15 ans (1975-1990) par la société Solidere, de l'ancien premier ministre assassiné Rafic Hariri, est aujourd'hui sinistré. Il "agonise", écrivait l'autre jour Hazem Al-Amine, l'un des journalistes vedettes du quotidien saoudien Al-Hayat, dont le siège régional se trouve précisément au coeur de la capitale.

    O centro comercial de Beirute, que fora reconstruído num prazo recorde depois do final da guerra de 15 anos (1975-1990) pela companhia Solidere, do antigo primeiro-ministro assassinado Rafic Hariri, está hoje amplamente destruído. Ele "agoniza", escrevia dias atrás Hazem Al-Amine, um dos jornalistas estrelas do diário saudita "Al-Hayat", cuja sede regional se encontra precisamente no coração da capital.

    Zaman, Scoozi, Balad, Karamna, Kiub's, Caspers and Gambinis... Les restaurants et autres cafés qui ont mis la clef sous la porte se comptent par dizaines. Des dizaines de commerces ont précédé ou suivi le mouvement. Malgré les crises à répétition depuis l'assassinat, il y a deux ans, de Rafic Hariri, ils avaient tous tenu bon, convaincus que toute crise a une fin. Le campement que l'opposition a dressé depuis le 1er décembre 2006, à quelques pas de leurs portes, leur a donné le coup de grâce. Tous n'ont pas des succursales sur lesquelles se replier. Des centaines, peut-être des milliers d'employés sont désormais au chômage.


    O Zaman, o Scoozi, o Balad, o Karamna, o Kiub's, o Caspers and Gambinis... Os restaurantes e diversos cafés que encerraram um após o outro as suas atividades se contam às dezenas. Dezenas de comércios antecederam ou seguiram o movimento. Apesar das crises repetidas desde o assassinato, há dois anos, de Rafic Hariri, todos eles haviam conseguido agüentar o tranco, convencidos de que toda crise tem um fim. O acampamento que a oposição montou desde 1º de dezembro de 2006, a pouca distância das suas portas, foi para eles o golpe de misericórdia. Nem todos dispõem de sucursais para compensar a perda. Centenas, e possivelmente milhares de assalariados daqui para frente encaram o desemprego.

    Les "campeurs" ne se sont pas livrés à des déprédations, mais dès leur installation, certains commerces étaient condamnés. Leurs devantures étaient bloquées par les tentes. Les autres ont fermé par mesure de précaution, convaincus que le sit-in serait de courte durée. Il est entré dans sa 12e semaine et n'est pas près de prendre fin. Les commerces et lieux de restauration ont rouvert depuis la fin décembre, mais le mal était fait. Le village de tentes qui rend inaccessible, sauf à pied, le reste du centre-ville qui se voulait la vitrine du retour à la vie après la guerre civile a un effet dissuasif. La paranoïa de certains, qui appréhendent de se retrouver nez à nez avec les "campeurs", les a fait déserter les lieux. Les crises succédant aux crises, le touriste s'est fait rare.

    Os "acampados" não cometeram quaisquer depredações, mas tão logo eles se instalaram, alguns comércios foram forçosamente condenados. As suas vitrines ficaram ocultadas pelas barracas. Os outros fecharam por medida de precaução, convencidos de que aquela manifestação seria de curta duração. Ele entrou na sua 12ª semana e não deverá acabar tão cedo. Os comércios, os bares e os restaurantes reabriram desde o final de dezembro, mas o estrago já estava consumado. A aldeia de barracas que torna inacessível, exceto para os pedestres, o restante do centro da cidade que pretendia ser a vitrine do retorno à vida depois da guerra civil, teve um efeito dissuasivo. A paranóia tomou conta de alguns, que temem se encontrar frente a frente com os "acampados". Isso fez com que eles desertassem a área. Enquanto as crises se sucedem às crises, o turista torna-se cada vez mais raro.

    Ceux qui n'ont pas mis la clef sous la porte baissent le rideau avant le crépuscule, à l'heure où les opposants commencent leur festival de discours quotidien. Un des rares commerces encore ouverts, la boutique Nour, qui vend des produits artisanaux enregistre une chute de son chiffre d'affaires de "99 %". La paralysie touche même les négoces relativement éloignés du village de tentes. Virgin a perdu 80 % de sa clientèle. Berthe Hjeij, qui tient La Bagagerie, ne sait plus à quel saint se vouer.

    Aqueles que não encerraram de vez as suas atividades abaixam a cortina antes do anoitecer, na hora em que os opositores começam o seu festival de discursos cotidiano. Um dos raros comércios que permaneceram abertos, a boutique Nour, que vende produtos artesanais, registra uma queda do seu faturamento de "99%". A paralisia atinge até mesmo as lojas relativamente afastadas da aldeia de barracas. A loja de discos Virgin perdeu 80% da sua clientela. Por sua vez, Berthe Hjeij, que mantém a La Bagagerie, não sabe mais a qual santo recorrer.

    "Depuis juillet (2006)rien ne va plus, dit-elle. Nous avons fermé durant la guerre (qui a opposé le Hezbollah à l'armée israélienne en juillet et août). Nous avons ensuite espéré que les choses iraient mieux pour les fêtes de fin d'année. Malheureusement, à cause de ce qui se passe en haut (le campement de l'opposition) et de la saleté, les gens ne veulent plus venir. Les gens pensent que Solidere est aux Hariri. C'est faux. Ici c'est un lieu de travail pour des gens qui ont investi", ajoute-t-elle.

    "Desde julho [de 2006], nada está dando certo", diz ela. "Nós fechamos durante a guerra [que opôs o Hizbollah ao exército israelense em julho e agosto]. Então, nós torcemos para que as coisas melhorassem até as festas do final do ano. Infelizmente, por causa do que está acontecendo lá em cima [o acampamento da oposição] e da sujeira, as pessoas não querem mais vir para cá. Muitos pensam que a Solidere pertence aos Hariri. Não é verdade. Aqui é um local de trabalho para pessoas que investiram", acrescenta a lojista.

    "Nous en avons assez des conflits politiques, s'emporte Mme Hjeij. Je ne suis partisane d'aucun des deux camps en conflit. Qu'ils s'insultent et se battent tant qu'ils veulent au Parlement, pas ici ! Que les gens manifestent, un, deux, trois jours, mais trois mois ! Que chaque fois qu'un mari se dispute avec sa femme, il vienne manifester ici ! Cela fait seize ans que je suis employée dans cette boutique. Dans deux mois, le bail vient à expiration. Ici, les loyers sont très chers. Mille dollars par an le mètre carré. A raison de 50 m2 par boutique, faites le calcul. Il n'y a pas un seul client. Si ça continue, on va fermer et je vais rentrer chez moi. Or j'ai besoin de travailler pour vivre."

    "Nós estamos fartos dos conflitos políticos", comenta com irritação Berthe Hjeij. "Eu não sou partidária de nenhum dos dois campos em conflito. Eles podem perfeitamente se insultar e bater uns nos outros à vontade no Parlamento, mas não aqui! Esse pessoal pode muito bem manifestar durante um, dois, três dias, mas durante três meses! Se toda vez que um marido briga com a sua mulher, ele vier manifestar aqui, assim não dá! Já faz 16 anos que eu sou empregada nesta boutique. Dentro de dois meses, o aluguel estará vencido. Aqui, os aluguéis são muito caros - cerca de US$ 1.000 [R$ 2.079,40] por ano o metro quadrado. A razão de 50 m2 por loja, é fácil fazer o cálculo. Não aparece um único cliente. Se continuar desse jeito, nós vamos fechar e eu vou voltar para casa. Ora, eu preciso trabalhar para viver".

    Les opposants ont planté leurs tentes en décembre pour obtenir la formation d'un gouvernement d'union nationale au sein duquel ils détiendraient la minorité de blocage. Ils y ont ensuite ajouté l'exigence d'élections législatives anticipées. Pour eux, c'est le gouvernement qui est responsable du sinistre puisqu'il n'avait qu'à céder. Quant aux "victimes", elles n'ont qu'à aller s'installer ailleurs.

    Os opositores ergueram as suas barracas em dezembro com o objetivo de obter a formação de um governo de união nacional dentro do qual eles passariam a deter a minoria de bloqueio. Então, eles acrescentaram a isso a exigência de eleições legislativas antecipadas. Para eles, é o governo que é responsável pela destruição, já que bastava ele ceder. Quanto às "vítimas", cabe a elas partirem para se instalar em outro lugar.

    L'opposition n'a pas choisi "par hasard le centre économique de Beyrouth pour mener sa bataille", notait dans son article Hazem Al-Amine. Ce choix "a une portée politique, sociale, culturelle et économique". C'est le lieu emblématique du "projet de reconstruction de la deuxième république (de l'après-guerre civile) (...) et la portée du projet "haririen"" qui sont visés.

    A oposição não escolheu "por acaso o centro econômico de Beirute para conduzir a sua batalha", comentava no seu artigo Hazem Al-Amine. Essa escolha "tem um alcance político, social, cultural e econômico". É o lugar emblemático do "projeto de reconstrução da segunda república [do pós-guerra civil] (...) e a importância do projeto 'haririano'" que são visados.

    Tradução: Jean-Yves de Neufville
    Fonte: "www.uol.com.br"(UOL)/"www.lemonde.fr" (Le Monde)
  • PBiton
    • 27/11/06
    • 459

    #2
    Cara Leonina,

    Primeiramente, parabéns pelo tópico. Também sou apaixonado por essa língua, e estou seriamente tentado a fazer a prova dela para AFRF, por mais que eu tenha um (pouco) maior domínio de inglês.

    Isto porque, revendo as provas anteriores, achei o nível da de francês mais tranquila do que de inglês, obtendo maior nota naquela (8 e 6 acertos, respectivamente na de 2005; 7/6 na de 2000).

    Gostaria de que nossos colegas postassem aqui se realmente acham a prova de francês mais fácil (ou menos difícil) do que a de inglês, ou é só impressão minha...

    Abs a todos

    PBiton

    Comentário

    • fmareco
      • 25/11/06
      • 499

      #3
      Valeu leonina pelo texto de francês
      Realmente a sala tava precisando. Se tiveres dúvidas na tardução de palavras em francês, acho q posso ajudá la. Sei um pouco dessa língua

      Comentário

      • Leonina
        • 25/11/06
        • 61

        #4
        Originally posted by PBiton
        Cara Leonina,

        Primeiramente, parabéns pelo tópico. Também sou apaixonado por essa língua, e estou seriamente tentado a fazer a prova dela para AFRF, por mais que eu tenha um (pouco) maior domínio de inglês.

        Isto porque, revendo as provas anteriores, achei o nível da de francês mais tranquila do que de inglês, obtendo maior nota naquela (8 e 6 acertos, respectivamente na de 2005; 7/6 na de 2000).

        Gostaria de que nossos colegas postassem aqui se realmente acham a prova de francês mais fácil (ou menos difícil) do que a de inglês, ou é só impressão minha...

        Abs a todos

        PBiton
        Olá PBiton
        Acho que a gramática francesa é bem difícil, mas se o seu vocabulário for bom, acho que é possível fazer uma boa prova, pois as questões envolvem mais a interpretação de textos.

        Para mim, inglês é mais fácil, pois tenho uma fluência maior do que no francês, como você :P

        Mas eu adoro o estudo de línguas estrangeiras é muito Legal

        Um grande abraço e bons estudos

        Comentário

        • Leonina
          • 25/11/06
          • 61

          #5
          Originally posted by fmareco
          Valeu leonina pelo texto de francês
          Realmente a sala tava precisando. Se tiveres dúvidas na tardução de palavras em francês, acho q posso ajudá la. Sei um pouco dessa língua
          Oi fmareco :P

          Muito obrigada, pode deixar que se eu tiver dúvidas (que não são poucas), conto com você
          Trouxe mais um texto traduzido do UOL, espero que vc goste

          Um grande abraço e bons estudos

          Comentário

          • Leonina
            • 25/11/06
            • 61

            #6
            Le Brésil redoute l'instauration de critères écologiques internationaux
            O Brasil teme a instauração de critérios ecológicos internacionais

            LE MONDE | 28.02.07 | 15h41 • Mis à jour le 28.02.07 | 15h42
            RIO DE JANEIRO CORRESPONDANCE

            Annie Gasnier
            correspondente no Rio de Janeiro


            La création d'une Organisation des Nations unies pour l'environnement (ONUE), proposée par le président Jacques Chirac, début février à Paris, n'a suscité aucun enthousiasme à Brasilia. Au contraire, le président Luiz Inacio Lula da Silva s'est lancé dans une campagne pour "exiger des pays riches" qu'ils diminuent leur pollution de la planète.

            A criação de uma Organização das Nações Unidas para o meio-ambiente (Onue), proposta pelo presidente Jacques Chirac, no início de fevereiro em Paris, não despertou nenhum entusiasmo em Brasília. Ao contrário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início a uma campanha visando a "exigir dos países ricos" que eles diminuam a poluição que eles causam no planeta.

            "Les pays riches sont malins, ils édictent des normes contre la déforestation, après avoir détruit leurs propres forêts", a déclaré le président Lula. Il a cité une étude réalisée par l'Institut brésilien de recherche agronomique (Embrapa), où est démontré que l'Europe a conservé 0,3 % des forêts existant il y a huit mille ans, contre 69 % au Brésil, pays découvert en l'an 1500 par des navigateurs portugais. Cela donnerait donc au géant sud-américain "une autorité morale et politique" pour obliger les nations développées à ne pas se contenter de signer des protocoles, mais à agir contre le réchauffement.

            "Os países ricos são astuciosos; eles criam normas contra o desmatamento, após terem destruído as suas próprias florestas", declarou o presidente Lula. Ele citou um estudo que foi realizado pelo Instituto brasileiro de pesquisa agronômica (Embrapa), no qual está demonstrado que a Europa conservou 0,3% das florestas que existiam há 8.000 anos, contra 69% no Brasil, um país descoberto no ano de 1500 por navegadores portugueses. Isso daria, portanto, ao gigante sul-americano "uma autoridade moral e política" para obrigar as nações desenvolvidas a não se limitarem a assinar protocoles, e sim a agirem contra o aquecimento.

            "Cette résistance des autorités brésiliennes à l'ONUE me surprend, avoue Sergio Abranches, sociologue spécialiste en écologie politique. Le Brésil apparaît sur la défensive, comme s'il anticipait des pressions futures." Brasilia redoute que des critères écologiques soient inclus dans de futures négociations, par exemple commerciales à l'OMC, et lèvent de nouvelles barrières contre les exportations.

            "Esta resistência das autoridades brasileiras à Onue me surpreende", reconhece Sergio Abranches, um sociólogo especialista em ecologia política. "O Brasil parece estar na defensiva, como se ele estivesse antecipando pressões futuras". Brasília teme que critérios ecológicos sejam incluídos em futuras negociações, por exemplo, comerciais na OMC (Organização Mundial do Comércio), e levantem novas barreiras contra as exportações.

            RÉDUCTION DU DÉBOISEMENT
            Redução do desmatamento

            Le ministère brésilien des relations extérieures étudie la création d'un poste d'ambassadeur exclusivement chargé des dossiers liés au changement climatique. Ses attributions et son profil ne sont pas définis, car des diplomates suivent déjà ces sujets au niveau international. Surtout sur le sujet sensible de l'Amazonie.

            O ministério brasileiro das relações exteriores estuda a criação de um posto de embaixador a ser encarregado exclusivamente dos dossiês relacionados à mudança climática. As suas atribuições e o seu perfil ainda não foram definidos, uma vez que diplomatas já vêm acompanhando essas questões no nível internacional. Principalmente o assunto sensível da Amazônia.

            Le gouvernement n'accepte pas les critiques internationales contre la dégradation de la forêt tropicale au Brésil. Il leur oppose les statistiques récentes, qui montrent, entre 2003 et 2006, une réduction de 52 % du déboisement. L'antenne brésilienne de Greenpeace reconnaît cette baisse, attribuée principalement aux actions de l'Etat contre l'exploitation illégale du bois. Mais elle s'inquiète que les queimadas, ces énormes brûlis dus à l'avancée de l´homme en Amazonie, représentent 75 % de la pollution au Brésil, et place le pays est au 4e rang mondial des émetteurs de dioxyde de carbone.

            O governo não aceita as críticas internacionais contra a degradação da floresta tropical no Brasil. Ele as rebate apresentando as estatísticas recentes, que mostram, entre 2003 e 2006, uma redução de 52% do desmatamento. A antena brasileira da organização ecologista Greenpeace reconhece esta diminuição, que é atribuída principalmente às ações do Estado contra a exploração ilegal da madeira. Mas ela se diz preocupada com o fato de as queimadas, esses enormes focos de fumaça provocados pelos avanços do homem na Amazônia, representar 75% da poluição no Brasil, colocando o país no quarto lugar no ranking mundial dos emissores de dióxido de carbono.

            "Même si le Brésil ne rejetait plus de CO2, notre forêt reste menacée par les autres pays pollueurs", affirme Marina Silva, la ministre de l'environnement. Un rapport de son ministère, rendu public mardi 27 février, montre qu'en 2100, la hausse des températures en Amazonie pourrait atteindre huit degrés, et la plus grande forêt tropicale du monde, se transformer en savane.

            "Mesmo se o Brasil deixasse de gerar CO2, a nossa floresta permanece ameaçada pelos outros países poluidores", afirma Marina Silva, a ministra do meio-ambiente. Um relatório do seu ministério, que foi divulgado na terça-feira, 27 de fevereiro, mostra que em 2100, o aumento das temperaturas na Amazônia poderia alcançar 8 ºC, e a maior selva tropical do mundo, transformar-se em savana.

            Si le Brésil critique les pays riches, "qui n'osent pas affronter leurs industries polluantes", il met en valeur ses efforts. Par exemple, sa "révolution énergétique", à travers les biocombustibles.

            Enquanto o Brasil critica os países ricos, "que não ousam enfrentar as suas indústrias poluidoras", ele valoriza os seus próprios esforços. Por exemplo, a sua "revolução energética", por meio dos bio-combustíveis.

            Toutefois les spécialistes en environnement dénoncent le "programme d'accélération de la croissance", dévoilé fin janvier, qui aggraverait l'option du transport routier, projette de nouveaux barrages fluviaux et veut repousser la frontière agricole. "L'Amazonie n'est pas une frontière agricole, ce doit être une limite à l'expansion du soja", plaide Marcelo Furtado, directeur des campagnes de Greenpeace au Brésil. Au rythme actuel, la couverture forestière pourrait reculer de 5,3 millions de km2 à 3,2 millions de km2 en 2050.

            Contudo, os especialistas em meio-ambiente denunciam o "programa de aceleração do crescimento", que foi revelado no início de janeiro. Segundo eles, este agravaria a opção do transporte rodoviário, além de prever a construção de novas barragens fluviais e de querer afastar a fronteira agrícola. "A Amazônia não é uma fronteira agrícola; ela deve ser um limite para a expansão da soja", argumenta Marcelo Furtado, o diretor das campanhas da Greenpeace no Brasil. No ritmo atual, a cobertura florestal poderia ser reduzida de 5,3 milhões de km2 para 3,2 milhões de km2 em 2050.

            Avant le prochain G8, le président Lula recevra au Brésil, début mars, son homologue américain George Bush. Les deux pays devraient s'entendre pour valoriser la production de biocarburants.

            Antes da próxima cúpula do G8, o presidente Lula receberá no Brasil, no início de março, o seu homólogo americano George W. Bush. Os dois países deveriam se entender no sentido de valorizar a produção de bio-combustíveis.

            Tradução: Jean-Yves de Neufville
            Fonte: "www.uol.com.br" (uol)/"www.lemonde.fr" (Le Monde)

            Comentário

            • PBiton
              • 27/11/06
              • 459

              #7
              Originally posted by Leonina

              Olá PBiton
              Acho que a gramática francesa é bem difícil, mas se o seu vocabulário for bom, acho que é possível fazer uma boa prova, pois as questões envolvem mais a interpretação de textos.

              Para mim, inglês é mais fácil, pois tenho uma fluência maior do que no francês, como você :P

              Mas eu adoro o estudo de línguas estrangeiras é muito Legal

              Um grande abraço e bons estudos
              Cara Leonina...

              Como disse anteriormente, realmente acredito que, como uma maior quantidade de pessoas dominam o idioma inglês, a ESAF, normalmente, faz uma prova um pouco mais difícil desse idioma, se comparado ao Francês.

              Quanto à gramática, não vejo muitas dificuldades, pois acho muito parecida com a portuguesa. O problema mesmo seria se cobrassem a parte da gramática que quase não é utilizada (a parte mais formal), o que ainda não vi.

              O vocabulário é aquele velho problema... sempre existe a chance de cair uma palavra-chave que você não conheça e que não dá para tirar o seu significado do texto (o que eu vejo acontecer com inglês com frequencia).

              Desta forma, tenho o seguinte problema.... Meu nível de inglês é melhor do que o de francês, meu vocabulário é mais extenso, e a gramática, sem sombra de dúvidas, é bem mais fácil. Mas, ao meu ver, parece que eles compensam com uma prova mais difícil, fazendo que eu tire uma nota maior em francês....

              Bom... só sei que parar de estudar qualquer uma das línguas é fora de questão, e, quando chegar mais próximo à prova, tomo uma decisão quanto à isso.

              A tempo...... Parabéns pelo novo texto... muito interessante.

              Abs

              PBiton

              Comentário

              • Leonina
                • 25/11/06
                • 61

                #8
                Olá pessoal, trago mais um texto traduzido, espero que gostem, notamment mon ami PBiton
                À bientôt

                George W. Bush veut contrer l'antiaméricanisme de la gauche latino
                George W. Bush quer fazer frente ao antiamericanismo da esquerda latino-americana

                LE MONDE | 07.03.07 | 15h06 • Mis à jour le 07.03.07 | 20h12
                WASHINGTON CORRESPONDANTE - Corine Lesnes

                Délaissé après le 11 septembre 2001, le continent latino-américain est en train de reprendre de l'importance dans la politique étrangère américaine. Le président George Bush se rend en Amérique latine, du 8 au 14 mars, pour un voyage qui entend mettre l'accent sur la lutte contre les inégalités, ce que certains appellent déjà une "tournée anti-Chavez".

                Após ter sido "esquecido" desde os atentados de 11 de setembro de 2001, o continente latino-americano está no processo de recobrar a sua importância na política externa americana. O presidente George Bush viaja para a América Latina, de 8 a 14 de março, para uma série de encontros nos quais ele pretende dar ênfase para a luta contra as desigualdades, naquilo que alguns já estão chamando de uma "turnê anti-Chávez".

                La Maison Blanche n'a pas pris de risques : M. Bush visite cinq pays amis - Brésil, Uruguay, Colombie, Guatemala et Mexique -, pour ce voyage présidentiel le plus long dans l'hémisphère Sud en six ans. Des manifestations sont attendues, dont une à Buenos Aires, le 9 mars, avec à sa tête le président vénézuélien, Hugo Chavez, alors que M. Bush sera de l'autre côté de la frontière, à Montevideo.

                A Casa Branca evitou expor-se aos riscos: o presidente Bush visita cinco países amigos - Brasil, Uruguai, Colômbia, Guatemala e México -, para esta que será a viagem presidencial a mais extensa no hemisfério Sul em seis anos. Manifestações estão sendo esperadas, das quais uma em Buenos Aires, em 9 de março, que terá à sua o presidente venezuelano, Hugo Chávez, enquanto George Bush estará do outro lado da fronteira, em Montevidéu.

                Avant de partir, le président américain a exposé, lundi 5 mars, la nouvelle orientation qu'entend prendre sa politique, axée depuis la présidence de son père et celle de Bill Clinton sur le seul message de la libéralisation commerciale, porteuse de prospérité. "En dépit des avancées, des dizaines de millions de personnes, dans notre hémisphère, restent immobilisées dans une situation de pauvreté", a-t-il constaté. Utilisant l'espagnol, qu'il a pratiqué comme gouverneur du Texas, M. Bush s'est adressé aux trabajadores (travailleurs) et aux campesinos (paysans) d'Amérique latine : "Les Etats-Unis sont vos amis. Nous nous soucions de vos difficultés."

                Antes de partir, o presidente americano apresentou, na segunda-feira, 5 de março, a nova orientação que ele pretende conferir à sua política, que vinha sendo orientada desde a presidência do seu pai e daquela de Bill Clinton em torno da única mensagem da liberalização comercial, portadora de prosperidade. "Apesar dos avanços já obtidos, dezenas de milhões de pessoas em nosso hemisfério permanecem imobilizadas, numa situação de pobreza", constatou. Utilizando o espanhol, que ele praticou quando governador do Texas, George Bush dirigiu-se aos "trabajadores" (trabalhadores) e aos "campesinos" (camponeses) da América Latina: "Os Estados Unidos são os seus amigos. Nós nos preocupamos com as suas dificuldades".

                Il a dénoncé les "fausses promesses" des populistes de gauche qui font vibrer l'antiaméricanisme sur le continent. "Le fait est que des dizaines de millions de nos frères et soeurs du Sud n'ont pas vu beaucoup d'amélioration dans leur vie quotidienne. Cela a conduit à certaines interrogations sur la valeur de la démocratie", a-t-il reconnu.

                Ele denunciou as "falsas promessas" dos populistas de esquerda que fazem vibrar a corda do antiamericanismo no continente. "O fato é que dezenas de milhões dos nossos irmãos e irmãs do Sul não viram muitas melhoras em sua vida cotidiana. Isso conduziu a certos questionamentos sobre o valor da democracia", reconheceu.

                M. Bush a annoncé un ensemble de mesures susceptibles de rivaliser avec l'assistance offerte aux pays de la région par le Venezuela et, sur le plan médical, par Cuba, qui forme des milliers de médecins originaires de toute la région. Un centre de formation aux professions de santé sera donc construit par les Etats-Unis au Panama. Un navire militaire médical américain, le Comfort, fera escale, à partir de juin, à Belize, au Guatemala, au Panama, au Nicaragua, au Salvador, au Pérou, en Equateur, en Colombie, à Haïti, à Trinidad et Tobago, en Guyane et au Suriname, pour soigner les pauvres et pratiquer des interventions chirurgicales.

                O presidente americano anunciou um pacote de medidas destinadas a rivalizar com a assistência oferecida aos países da região pela Venezuela e, no plano médico, por Cuba, que forma milhares de médicos originários de toda a região. Nesse sentido, um centro de formação nas profissões da saúde será construído pelos Estados Unidos no Panamá. Um navio militar médico americano, o Comfort, fará escala, a partir de junho, em Belize, na Guatemala, no Panamá, na Nicarágua, no Salvador, no Peru, no Equador, na Colômbia, no Haiti, em Trinidad e Tobago, na Guiana e no Suriname, para ministrar tratamentos aos pobres e praticar intervenções cirúrgicas.

                Le président américain a aussi annoncé le déblocage de 75 millions de dollars pour offrir des bourses d'études aux jeunes défavorisés qui voudraient apprendre l'anglais. Selon les chiffres officiels, l'assistance américaine a doublé depuis que M. Bush est président pour atteindre 1,6 milliard de dollars par an. Mais les critiques font remarquer que l'essentiel de cette aide est consacré à la lutte contre les narco-trafiquants en Colombie. Concluant son discours, M. Bush a cité Simon Bolivar, le héros de l'indépendance revendiqué par M. Chavez, qu'il a comparé à George Washington, rebaptisé Jorge, sous les rires.

                O presidente americano também anunciou a liberação de uma verba de US$ 75 milhões (R$ 159 milhões) destinada a oferecer bolsas de estudos aos jovens desfavorecidos que gostariam de aprender o inglês. Segundo os números oficiais, a assistência americana para os países da América Latina foi duplicada desde que George Bush é presidente, para alcançar US$ 1,6 bilhão (R$ 3,39 bilhões) por ano. Mas os críticos chamam a atenção para o fato de que a maior parte desta ajuda é dedicada à luta contra o narcotráfico na Colômbia. Concluindo o seu discurso, o presidente Bush citou Simon Bolívar, o herói da independência cujo legado é reivindicado por Hugo Chávez, que ele comparou com George Washington, o qual foi rebatizado de "Jorge" (em espanhol), o que despertou risos na platéia.

                La réflexion américaine a été alimentée par plusieurs constats : l'importance de ne pas laisser au Venezuela le champ libre pour étendre son influence, et la démographie, qui fait désormais des Etats-Unis le troisième pays hispanophone de la région. Pour Thomas Shannon, le responsable de l'Amérique latine au département d'Etat, il est urgent de retourner aux sources qui firent du siège de l'Organisation des Etats américains (OEA) l'un des bâtiments les mieux situés de Washington. "A un moment où la presse fait son miel des divisions, il est important de mettre l'accent sur l'unité panaméricaine."

                A reflexão americana foi alimentada por várias constatações: a importância de não deixar uma margem de manobra tão grande à Venezuela que lhe permita estender mais ainda a sua influência, e a demografia, que, daqui para frente faz dos Estados Unidos o terceiro país de língua espanhola da região. Para Thomas Shannon, o responsável da América Latina no Departamento de Estado, tornou-se urgente retornar às origens que fizeram da sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) um dos edifícios mais bem situados de Washington. "Num momento em que a imprensa vem destacando principalmente as divisões, é importante enfatizarmos a unidade pan-americana".

                Après une année 2006 remplie d'élections en Amérique latine, Washington entend faire de 2007 une "année de contacts". Face à des sociétés où le problème dominant est la répartition des richesses, le discours américain entend désormais se focaliser sur le développement. "Il ne s'agit pas d'idéologie. Nous devons montrer que les démocraties peuvent produire des résultats en ce sens, dit M. Shannon. Quand nous parlons de commerce, nous parlons de développement et de lutte contre la pauvreté."

                Depois de um ano de 2006 que esteve repleto de eleições na América Latina, Washington está decidido a fazer de 2007 um "ano de contatos". Diante de sociedades onde o problema dominante é a desigualdade na distribuição das riquezas, o discurso americano pretende daqui para frente se focalizar no desenvolvimento. "Não se trata de ideologia. Nós temos de mostrar que as democracias podem produzir resultados nesse sentido", diz Thomas Shannon. "Quando nós falamos comércio, nós estamos falando também de desenvolvimento e de luta contra a pobreza".

                Tradução: Jean-Yves de Neufville
                Fonte: "www.uol.com.br"(UOL)/"www.lemonde.fr" (Le Monde)

                Comentário

                • PBiton
                  • 27/11/06
                  • 459

                  #9
                  Leonina....

                  Gostei muito deste texto tb...

                  A tempo... no Lemonde tem um texto e um video muito interessante sobre o Jacques Chirac (vida política, os 12 anos no poder da França e a recente decisão de não ser candidato esse ano).

                  Para quem gosta deste tipo de notícias, ainda tem lá o vídeo dos candidatos Sarkozy e Ségolène, bem como diversas matérias sobre os mesmos. Muito bom para treinar vocabulário e interpretação.

                  Abs a todos

                  PBiton

                  Comentário

                  • Leonina
                    • 25/11/06
                    • 61

                    #10
                    Originally posted by PBiton
                    Leonina....

                    Gostei muito deste texto tb...

                    A tempo... no Lemonde tem um texto e um video muito interessante sobre o Jacques Chirac (vida política, os 12 anos no poder da França e a recente decisão de não ser candidato esse ano).

                    Para quem gosta deste tipo de notícias, ainda tem lá o vídeo dos candidatos Sarkozy e Ségolène, bem como diversas matérias sobre os mesmos. Muito bom para treinar vocabulário e interpretação.

                    Abs a todos

                    PBiton
                    Valeu pela dica, mon ami :P
                    No final da semana vem mais um texto por aí

                    Comentário

                    • Leonina
                      • 25/11/06
                      • 61

                      #11
                      Ahmadinejad, le grand frère du peuple
                      Mahmoud Ahmadinejad, o grande irmão do povo, aposta no "populismo econômico"

                      Article paru dans l'édition du 15.03.07 - Marie-Claude Decamps

                      Il neige sur Racht. Les routes sont à peine dégagées et une gangue de boue gelée recouvre champs et montagnes. Heureusement, il y a dix jours, lorsque Mahmoud Ahmadinejad est venu, le temps était clément. Sa photo géante, sourire et mains jointes comme dans un remerciement, est toujours là, au centre de Racht, la capitale de la province de Guilan, près de la mer Caspienne, où le président, dans son désir de « rapprocher le gouvernement du peuple », a effectué sa 25e tournée provinciale depuis son élection, en 2005.

                      Está nevando em Racht. As estadas foram desobstruídas de modo muito aproximativo e uma ganga de lama congelada encobre campos e montanhas. Felizmente, dez dias atrás, quando Mahmoud Ahmadinejad esteve aqui, o tempo estava clemente. A sua foto gigante, na qual ele posa com um sorriso e as mãos juntas como num agradecimento, ainda está no mesmo lugar, no centro de Racht, a capital da província de Guilan, perto do mar Cáspio, onde o presidente, movido pelo seu interesse em "aproximar o governo do povo", efetuou a sua 25ª turnê provincial desde a sua eleição, em 2005.

                      Pendant quatre jours, tout le pays a vécu à l'heure de Racht ; on y a même tenu le conseil des ministres. Et, comme M. Ahmadinejad s'est engagé à « apporter l'argent du pétrole à la table de chaque Iranien », forcément, on a multiplié les promesses.

                      Durante quatro dias, o país inteiro viveu com as atenções voltadas para Racht, onde foi realizado até mesmo um conselho dos ministros. Então, uma vez que o presidente Ahmadinejad se comprometeu a "levar o dinheiro do petróleo para a mesa de cada iraniano", forçosamente, as promessas foram multiplicadas.

                      Dans ses modernes bureaux qui dominent les vieilles maisons à rambardes de bois, Ali Abdolati, le gouverneur de la province, jubile : « Il y avait un monde fou pour écouter le président ! » Puis il fait ses comptes : M. Ahmadinejad a promis de donner, d'ici six mois, l'équivalent de 500 millions de dollars aux entreprises qui créeront du travail pour les jeunes (un acompte « a été versé à l'avance »). Il a promis 30 000 nouveaux emplois, la création d'un pôle pétrochimique dans la région, celle de 60 complexes touristiques et l'introduction de 1,3 milliard d'alevins pour renouveler le poisson de la Caspienne.

                      No seu moderno escritório que domina as antigas casas de balaustradas de madeira, Ali Abdolati, o governador da província, orgulha-se: "Havia uma quantidade de pessoas inacreditável para ouvir o presidente!" Então, ele faz as suas contas: o presidente Ahmadinejad prometeu dar daqui a seis meses o equivalente a US$ 500 milhões (R$ 1,050 bilhão) para as empresas que criarem empregos para os jovens (uma parte deste montante "foi paga com antecedência"). Ele prometeu 30.000 novos empregos, a criação de um pólo petroquímico na região, assim como de 60 complexos turísticos e a introdução de 1,3 bilhão de peixes miúdos para renovar a fauna do mar Cáspio.

                      C'est tout ? « Non, dit-il, il y a aussi le tramway pour Racht, un auditorium et le traitement de la nappe phréatique poll uée. » Et il y croit ? Le gouverneur, gêné, réplique : « Il a promis ! » Puis, comme pour se rassurer, lance un oeil discret sur la photo où on le voit en uniforme, durant la guerre Iran-Irak, aux côtés de celui qui est devenu le Guide de la révolution, Ali Khamenei. « Je c onnais bien le Guide », dit-il, du ton appuyé de celui qui se dit que ça peut servir.

                      É só isso? Não, diz ele. "Há também o bonde para Racht, a construção de um auditório e ainda a recuperação do lençol freático que está poluído". E será que ele acredita mesmo que essas promessas serão cumpridas? O governador, embaraçado, responde: "Ele prometeu!" Então, como para se tranqüilizar, ele dá uma olhada discreta para a foto na qual ele é visto de uniforme, durante a guerra Irã-Iraque, ao lado daquele que se tornou o Guia da revolução, Ali Khamenei. "Eu conheço bem o Guia", diz ele, no tom enfático de alguém que se diz que isso pode ser útil.

                      Dans la boue jusqu'aux chevilles, avec son bonnet de laine et son air d'acteur de théâtre, Saïd Chokri fait visiter ses deux serres au plastique rafistolé. Les promesses, cet ingénieur agricole de 31 ans s'en méfie. Il s'est fait piéger par celle que le ministère de l'agriculture a publiée dans la presse il y a cinq ans : « On recherche des ingénieurs agricoles pour un projet de serres pilotes à côté de Racht. »

                      Com lama até o tornozelo, com o seu boné de lã e seu semblante de ator de teatro, Said Chokri faz visitar as suas duas estufas cujas lonas de plástico estão remendadas. Das promessas, este engenheiro agrícola de 31 anos desconfia. Ele caiu numa armadilha por causa daquela que o ministério da agricultura publicou na imprensa há cinco anos: "Procuram-se engenheiros agrícolas para um projeto de estufas-modelos perto de Racht".

                      Désespérant de trouver un travail correspondant à ses compétences, comme 50 % des jeunes diplômés iraniens au chômage, il est venu du Sud et a reçu en partage quatre serres à gérer. Il a reçu aussi une consigne : « Cultiver des bananes » - « Des bananes, ici, avec la neige ! » - et deux prêts de 20 000 et 10 000 dollars à 14 % d'intérêt pour démarrer. Au bout de deux ans, avec des factures de 1 400 dollars par an pour chauffer une serre, personne ne s'en sortait. Les planificateurs du ministère ont renoncé aux bananes : « Faites ce que vous voulez, mais remboursez ! » était le nouveau mot d'ordre.

                      Após ter perdido quase todas as esperanças de encontrar um trabalho que corresponda às suas competências, assim como acontece com 50% dos jovens diplomados iranianos desempregados, ele veio do Sul e recebeu numa partilha quatro estufas para gerir. Ele também recebeu a seguinte instrução: "Cultivar bananas" - "Bananas, aqui? Com a neve?" - e dois empréstimos de US$ 20.000 e US$ 10.000 (R$ 42.000 e R$ 21.000) com juros de 14% para começar. Dois anos depois, tendo de arcar com faturas de US$ 1.400 (cerca de R$ 3.000) por ano para a calefação de cada estufa, ele não tinha como manter as contas em dia. Os planejadores do ministério renunciaram às bananas: "Faça o que bem entender, mas pague a sua dívida!" era a nova palavra de ordem.

                      Parmi les serres en ruine, 50 ingénieurs sur les 250 prévus s'accrochent. Saïd et sa femme Leila vivent dans la cabane à outils, avec engrais et pesticides, et font des concombres vendus 30 centimes le kilo : « On travaille dix heures par jour juste pour payer l'intérêt de la dette. » Aux experts effarés venus avec le président, Saïd a demandé : « Au moins mettez nos dettes à intérêt zéro. » Ils ont dit qu'ils étudieraient le cas. Il y croit ? « J'ai voté Ahmadinejad, je veux le croire. Et puis, ai-je le choix ? »

                      Dentre os gerentes de estufas, das quais boa parte já está em ruínas, cinqüenta engenheiros dos 250 previstos insistem em tocar o projeto. Said e a sua mulher Leila vivem na cabana de ferramentas, em meio ao adubo e aos pesticidas, e cultivam pepinos que eles vendem a 30 centavos o quilo: "Nós estamos trabalhando dez horas por dia apenas para pagar os juros da dívida". Aos peritos espantados que vieram junto com o presidente, Said indagou: "Ao menos, cancelem os juros das nossas dívidas". Eles responderam que estudariam o caso. Será que ele acredita nisso? "Eu votei em Ahmadinejad, e quero acreditar que isso vai acontecer. Além disso, será que eu tenho escolha?"

                      Comentário

                      • Leonina
                        • 25/11/06
                        • 61

                        #12
                        Dans son entreprise textile sinistrée (90 % des usines textiles de la région ont fermé), Gholamreza Heshmatkabourdvand, ex-manager d'une société allemande, raconte, lui, les promesses non tenues de la privatisation. Il a acheté, il y a quatre ans, quand le gouvernement, conscient de ce que le secteur public trop lourd nécessitait une ouverture au privé, a dénationalisé l'usine de filature. Sauf que personne ne lui a dit que l'entreprise avait 5,5 millions de dollars de dettes et était en faillite, à cause d'une gestion qui n'a anticipé ni la nécessaire modernisation des machines ni l'arrêt des subventions aux produits bruts. Depuis, Gholamreza se bat pour sauver ses 360 ouvriers et assainir ce qui peut l'être.

                        Na sua empresa têxtil que está caindo aos pedaços (90% das usinas têxteis da região fecharam), Gholamreza Heshmatkabourdvand, o ex-diretor de uma companhia alemã, conta, por sua vez, as promessas não cumpridas da privatização. Ele comprou, há quatro anos, quando o governo, consciente de que o setor público, pesado demais, precisava de uma abertura para o privado, privatizou a usina de fiação. Contudo, ninguém lhe disse que a empresa tinha dívidas do montante de US$ 5,5 milhões (R$ 11,52 milhões) e estava falida, por causa de uma gestão que não antecipou nem a necessária modernização das máquinas, nem previu a suspensão das subvenções dadas aos produtos brutos. Desde então, Gholamreza luta para salvar os seus 360 operários e sanear o que ainda pode sê-lo.

                        Dans la quiétude de son petit appartement, Maziar Mehr Poor, qui recueille des signatures pour obtenir le droit de libre association pour les ouvriers, parle aussi d'une promesse, celle qui n'a jamais été faite aux travailleurs : un emploi régulier. Des travailleurs qui, derrière la claque officielle, ont accueilli le président à Racht avec des panneaux disant : « Personne ne s'occupe de nous ! » Parmi eux, il y avait ceux de la mine de charbon de Sangrood, qui n'ont pas été payés depuis dix-sept mois, ou ceux de la Compagnie électrique Iran, sans salaire depuis deux ans. Ici, 70 % des ouvriers sont au chômage ou se battent pour des contrats temporaires à 150 dollars par mois.

                        Na tranqüilidade do seu pequeno apartamento, Maziar Mehr Poor, que vem colhendo assinaturas para obter o direito de livre associação para os operários, também fala de uma promessa, daquela que nunca foi feita para os trabalhadores: um emprego regular. Trabalhadores esses que, atrás da claque oficial, receberam o presidente em Racht com cartazes que traziam os seguintes dizeres: "Ninguém cuida de nós!" Dentre eles, havia aqueles da mina de carvão de Sangrood, que não recebem o seu salário há 17 meses, ou aqueles da Companhia elétrica Iran, sem pagamento já faz dois anos. Aqui, 70% dos operários estão desempregados e lutam por contratos temporários a US$ 150 (R$ 315) por mês.

                        Enfin, appuyé sur sa canne, Rassoul Mehraban, ex-collaborateur de l'ancien premier ministre nationaliste Mohammad Mossadegh, et qui, à 72 ans, survit en exploitant une salle de body-building, racontera la double vie des fonctionnaires « au service de l'Etat, le jour, fermiers, taxis ou même mendiants le soir ». « Les pétrodollars, dit-il, ont créé une classe de nouveaux riches. Il y a beaucoup d'égoïsme et de corruption. On ressemble au système soviétique avec ses choix absurdes et sa mauvaise planification. »

                        Por fim, apoiando-se na sua bengala, Rassoul Mehraban, um ex-colaborador do antigo primeiro-ministro nacionalista Mohammad Mossadegh, e que, aos 72 anos, sobrevive como gerente de uma sala de body-building, conta a vida dupla dos funcionários "a serviço do Estado, durante o dia, e fazendeiros, motoristas de táxi ou até mesmo mendigos ao anoitecer". Os petrodólares, diz ele, "criaram uma classe de novos ricos. Há muito egoísmo e muita corrupção. Nós nos parecemos muito com o sistema soviético, com as suas escolhas absurdas e o seu mau planejamento".

                        « LE PESSIMISME AUGMENTE »
                        "O pessimismo aumenta"

                        Alors, le bilan de pareille visite ? Le journal local Guam a écrit une lettre ouverte au président : « M. le Président, vous êtes allé dans les rues de Racht. Si vous avez demandé aux gens quelles sont leurs préoccupations, ils vous ont répondu qu'ils n'ont pas de travail et que même les plus éduqués sont dans les rues comme vendeurs ambulants... Le pessimisme et le cynisme augmentent. Cette province a donné 8 000 martyrs à la révolution, on mérite plus de justice et une meilleure vie. »

                        Então, que balanço pode ser feito da tal visita do presidente? O jornal local, o "Guam", publicou uma carta-aberta ao presidente: "Senhor Presidente, o sr. esteve nas ruas de Racht. Se o sr. chegou a perguntar às pessoas quais são as suas preocupações, elas lhe responderam na certa que elas estão sem trabalho e que até mesmo as mais instruídas estão nas ruas, sobrevivendo como vendedores ambulantes... O pessimismo e o cinismo vêm aumentando. Esta província deu 8.000 mártires para a revolução; nós merecemos mais justiça e uma vida melhor".

                        Allant plus loin, à Téhéran, la presse réformatrice a conclu que 90 % des promesses faites durant les « tournées » présidentielles n'ont pas encore été tenues. « Ce sont les limites du populisme économique, commente l'économiste Saïd Leylaz. Le président Rafsandjani était libéral, Khatami, une sorte de socialiste, Ahmadinejad n'a pas de ligne directrice et que des projets à court terme. On est en train d'injecter dans l'économie toutes les liquidités de l'argent du pétrole pour mener cette politique. »

                        Em Teerã, dando mostras de uma maior ousadia, a imprensa reformadora concluiu que 90% das promessas que foram feitas durante as "turnês" presidenciais ainda não foram cumpridas. "Estes são os limites do populismo econômico", comenta o economista Said Leylaz. "O presidente Rafsandjani era um liberal, Khatami, uma espécie de socialista, enquanto Ahmadinejad não segue nenhuma linha diretriz e desenvolve apenas projetos de curto prazo. Eles estão injetando na economia toda a liquidez do dinheiro do petróleo para conduzir esta política".

                        Et un éditorialiste d'ajouter : « Le Guide parle de privatisation, mais le gouvernement s'en méfie, cela équivaudrait à créer une classe moyenne qui, avec la liberté d'entreprise, demanderait des libertés tout co urt. » En attendant, les frais de fonctionnement du gouvernement se sont accrus de 55 % en un an, l'inflation officielle est à 16 %, mais estimée à 20 % ; les prix de l'immobilier ont été multipliés par six et la productivité est tombée.

                        E um editorialista acrescenta: "O Guia fala de privatização, mas o governo desconfia disso, pois equivaleria a criar uma classe média que, baseada na liberdade de empreender, exigiria mais liberdades de modo geral". Enquanto o cumprimento das promessas não vem, as despesas de funcionamento do governo aumentaram em 55% em um ano; a inflação oficial é de 16%, mas estimada em 20%; os preços do setor imobiliário foram multiplicados por seis e a produtividade decaiu.

                        Aussi les manifestations se multiplient et les critiques pleuvent au Parlement. Le quotidien Teheran Times fustigeait, la semaine dernière, dans un éditorial, cette « politique économique faite par des amateurs », expliquant que, « cette année, beaucoup d'argent a été retiré du fonds de stabilisation du pétrole et injecté dans l'économie, créant une inflation très élevée, au détriment des plus pauvres et de ceux qui ont des revenus fix es ». « Le monde est braqué sur notre soi-disant bombe nucléaire, concluait Saïd Leylaz, mais la seule bombe sur le point d'exploser, ici, c'est celle de notre économie. »

                        Diante disso, as manifestações vão se multiplicando e as críticas não param de ser proferidas no Parlamento. Na semana passada, o diário "Teheran Times" fustigava, num editorial, esta "política econômica conduzida por amadores", explicando que, "neste ano, muito dinheiro foi retirado do fundo de estabilização do petróleo e injetado na economia, o que provocou uma inflação muito elevada, em detrimento dos mais pobres e daqueles que recebem uma renda fixa". "O mundo está voltado para a nossa suposta bomba nuclear", concluía Said Leylaz, "mas a única bomba a ponta de explodir, aqui, é a da nossa economia".

                        Tradução: Jean-Yves de Neufville
                        Fonte: "www.uol.com.br" (UOL)/"www.lemonde.fr" (Le Monde)

                        Comentário

                        • PBiton
                          • 27/11/06
                          • 459

                          #13
                          Leonina,

                          Novamente parabéns pelo texto. Estou adorando poder ler e tirar diretamente dúvidas em determinadas palavras.

                          Abs

                          Comentário

                          • fmareco
                            • 25/11/06
                            • 499

                            #14
                            Tah muito show mesmo
                            Parabéns

                            Comentário

                            • Leonina
                              • 25/11/06
                              • 61

                              #15
                              Olá, PBiton, Fmareco e demais colegas :P
                              Mais um texto traduzido chegado

                              Um abraço e bons estudos!

                              Venezuela : le parti lancé par Hugo Chavez trouble ses alliés de gauche
                              Na Venezuela, o partido criado por Hugo Chávez perturba os seus aliados

                              LE MONDE | 28.03.07 | 14h26 • Mis à jour le 28.03.07 | 14h26
                              CARACAS ENVOYÉE SPÉCIALE - Marie Delcas

                              Le président Hugo Chavez les a baptisés les "propulseurs". Ce sont les premiers militants du nouveau Parti socialiste unifié du Venezuela (PSUV), ce parti unitaire de la gauche chargé de construire le "socialisme du XXIe siècle". Réunis dans un des amphithéâtres du centre de Caracas, 2 398 "propulseurs et propulseuses" en chemisette rouge ont donc officiellement prêté serment le 24 mars. "La patrie, le socialisme ou la mort", rappelait le gigantesque mot d'ordre à la cubaine déployé derrière le chef de l'Etat.

                              O presidente Hugo Chávez os batizou de "propulsores". Eles são os primeiros militantes do novo Partido Socialista Unificado da Venezuela (Psuv), uma agremiação unitária da esquerda encarregada de construir o "socialismo do século 21". Reunidos, portanto, num dos anfiteatros do centro de Caracas, 2.398 "propulsores e propulsoras" trajando camiseta vermelha prestaram oficialmente juramento, em 24 de março. "A pátria, o socialismo ou a morte", lembrava a palavra de ordem impressa na gigantesca faixa à cubana que estava afixada atrás do chefe do Estado.

                              Au lendemain de sa réélection, le 3 décembre 2006, M. Chavez avait annoncé sa volonté de regrouper les formations de la majorité. "Ceux qui ne veulent pas rejoindre le nouveau parti, je les laisse libres de poursuivre leur chemin, mais ils devront quitter le gouvernement", avait-il lancé. Son Mouvement cinquième République (MVR) s'est dissous du jour au lendemain. "Le vrai problème de Chavez n'est pas tant d'en finir avec les petits partis, c'est d'arriver à discipliner ses propres forces et construire un vrai parti, note un haut fonctionnaire. Le MVR n'a jamais été qu'une machine électorale. Il est paralysé par les ambitions personnelles et les rivalités bureaucratiques."

                              No dia que se seguiu à sua reeleição, em 3 de dezembro de 2006, o presidente Chávez havia anunciado a sua vontade de reunir as agremiações da maioria. "Aqueles que não quiserem se juntar ao novo partido, eu os deixo livres para prosseguirem o seu caminho, mas eles deverão deixar o governo", dissera. O seu Movimento da Quinta República (MVR) foi dissolvido de um dia para o outro. "O verdadeiro problema de Chávez não é tanto de acabar com os pequenos partidos, e sim de conseguir disciplinar as suas próprias forças e construir um verdadeiro partido", comenta um alto-funcionário. "O MVR nunca passou de uma máquina eleitoral. Ele vem sendo paralisado pelas ambições pessoais e as rivalidades burocráticas".

                              Le nouveau parti ne sera ni stalinien ni marxiste-léniniste, a précisé M. Chavez. Le chef de l'Etat a mis en garde contre les "révisionnistes qui ont peur d'une vraie révolution" et les "dogmatiques qui ne se sont pas rendu compte que le monde a changé". Selon lui, les uns et les autres finissent "dans les rangs de la contre-révolution".

                              O novo partido não será nem staliniano, nem marxista-leninista, precisou Hugo Chávez. O chefe do Estado fez uma advertência contra os "revisionistas que têm medo de uma verdadeira revolução" e contra os "dogmáticos que não se deram conta de que o mundo mudou". Segundo ele, todos eles acabam de uma forma ou de outra "nas fileiras da contra-revolução".

                              Le président vénézuélien visait les dirigeants du Parti populaire des travailleurs (PPT), de "Podemos" et du Parti communiste vénézuélien (PCV). A eux trois, ces partis de gauche ont fourni un quart des voix obtenues par M. Chavez en décembre. Ils tentent tant bien que mal de maintenir leur indépendance ou du moins de négocier les conditions de leur intégration au PSUV.

                              O presidente venezuelano tinha como alvos os dirigentes do Partido Popular dos Trabalhadores (PPT), da organização "Podemos" e do Partido comunista venezuelano (PCV). Esses três partidos de esquerda juntos forneceram um quarto dos votos obtidos por Hugo Chávez em dezembro. Agora, eles tentam de uma forma ou de outra manter a sua independência ou, ao menos, negociar as condições da sua integração no Psuv.

                              "LE PORTE-AVIONS"
                              "O porta-aviões"

                              Ismael Garcia, secrétaire général de "Podemos", s'est, dans un premier temps, prononcé contre la "pensée unique" et le "socialisme étatique". Tensions et atermoiements ont pu faire croire à la division du "chavisme". "Je ne veux pas d'alliés comme ceux-là", lançait le président le 18 mars, en fustigeant à la télévision les trois partis "passés pratiquement à l'opposition".

                              Ismael Garcia, o secretário-geral da organização "Podemos", pronunciou-se num primeiro momento contra o "pensamento único" e o "socialismo de Estado". As tensões e as tergiversações que dominaram a cena política em seguida levaram a acreditar que estava ocorrendo uma divisão do "chavismo". "Eu não quero aliados como estes", disparou o presidente em 18 de março, fustigando na televisão os três partidos que, segundo ele, "se bandearam praticamente para a oposição".

                              Seul le PCV, le parti le plus ancien du pays, semble capable de maintenir son unité et son indépendance. Le PPT, "qui n'a jamais contesté les vertus de l'unité révolutionnaire", selon le député Mario Isea, tiendra bientôt assemblée pour, très probablement, formaliser son adhésion au PSUV, mais une scission n'est pas exclue. "Podemos", pour sa part, tente d'éviter la débandade, plusieurs élus ayant manifesté leur intention de rejoindre le nouveau parti.

                              Apenas o PCV, o partido o mais antigo do país, parece capaz de manter a sua unidade e a sua independência. O PPT, "que nunca contestou as virtudes da unidade revolucionária", segundo o deputado Mario Isea, realizará em breve uma assembléia para, muito provavelmente, formalizar a sua integração no Psuv, mas uma cisão não está excluída. A organização "Podemos", por sua vez, tenta evitar a debandada, uma vez que vários eleitos já manifestaram a sua intenção de se juntar ao novo partido.

                              La constitution du PSUV confirme la force d'attraction du président Chavez. Un ex-militant du MVR rappelle que "nombre d'élus savent qu'ils lui doivent leur élection". Les Vénézuéliens ont d'ailleurs surnommé leur charismatique président "le porte-avions" : c'est en lui prêtant allégeance que les politiciens ont une chance de voler vers le pouvoir.

                              A constituição do Psuv confirma a força de atração do presidente Chávez. Um ex-militante do MVR lembra que "muitos eleitos sabem que eles lhe devem a sua eleição". Aliás, os venezuelanos apelidaram o seu carismático presidente de "o porta-aviões": é demonstrando-lhe a sua submissão que os políticos têm uma chance de voar rumo ao poder.

                              Tradução: Jean-Yves de Neufville
                              Fonte: "www.uol.com.br"(UOL)/"www.lemonde.fr" (Le Monde)

                              Comentário

                              • PBiton
                                • 27/11/06
                                • 459

                                #16
                                Mais um ótimo texto!!!..

                                Abs

                                Comentário

                                • Paulo
                                  • 07/01/07
                                  • 118

                                  #17
                                  Olá,

                                  Gostei muito de sua iniciativa, Leonina. Infelizmente, só vi francês em certames para AFRF, IRB e para professores...

                                  Não sei se conhecem esse site, que considero bom:

                                  http://www.courrierinternational.com

                                  Ele traz notícias de todo o mundo (é uma espécie de revisão do que saiu na imprensa do mundo). Para uma leitura diária é bom, uma vez que os textos são curtos (em geral). Os do Le Monde são em geral muito longos...

                                  Para um dicionário online (francês-francês):

                                  http://dictionnaire.tv5.org/


                                  Salut,
                                  Paulo

                                  Comentário

                                  • Leonina
                                    • 25/11/06
                                    • 61

                                    #18
                                    Originally posted by Paulo
                                    Olá,

                                    Gostei muito de sua iniciativa, Leonina. Infelizmente, só vi francês em certames para AFRF, IRB e para professores...

                                    Não sei se conhecem esse site, que considero bom:

                                    http://www.courrierinternational.com

                                    Ele traz notícias de todo o mundo (é uma espécie de revisão do que saiu na imprensa do mundo). Para uma leitura diária é bom, uma vez que os textos são curtos (em geral). Os do Le Monde são em geral muito longos...

                                    Para um dicionário online (francês-francês):

                                    http://dictionnaire.tv5.org/


                                    Salut,
                                    Paulo
                                    Oi Paulo

                                    Realmente, francês é previsto somente em concursos muito específicos, o que é uma pena...
                                    Retomei há pouco tempo os estudos do idioma e considero-me uma iniciante
                                    Valeu pelas dicas

                                    Um grande abraço e bons estudos
                                    À bientôt

                                    Comentário

                                    • Leonina
                                      • 25/11/06
                                      • 61

                                      #19
                                      Scandale autour de la nationalisation du gaz bolivien
                                      Um escândalo ronda a nacionalização do gás boliviano

                                      LE MONDE | 05.04.07 | 14h04 • Mis à jour le 05.04.07 | 14h04 - Paulo A. Paranagua

                                      L'Italie prône une négociation "cordiale" et "sans pressions", a déclaré, mardi 3 avril, l'ambassadeur italien à La Paz, à propos de la nationalisation d'Entel, contrôlée à 50 % par Telecom Italia, annoncée la veille par le gouvernement bolivien.

                                      A Itália preconiza uma negociação "cordial" e "sem pressões", declarou na terça-feira, 3 de abril, o embaixador italiano em La Paz, a respeito da nacionalização da Entel, controlada em 50% pela Telecom Italia, que havia sido anunciada na véspera pelo governo boliviano.

                                      Cette mesure intervient alors que la Bolivie peine à mettre en oeuvre la nationalisation de ses hydrocarbures. Le 25 mars, le président Evo Morales a limogé le PDG de l'entreprise Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Manuel Morales Olivera, à la suite du scandale des contrats gaziers. La ratification parlementaire des 44 contrats signés avec 12 entreprises pétrolières étrangères, le 28 octobre 2006, a révélé l'existence d'irrégularités.

                                      Esta medida foi tomada num momento em que a Bolívia enfrenta dificuldades para implementar a nacionalização dos seus hidrocarbonetos. Em 25 de março, o presidente Evo Morales demitiu o diretor geral da companhia Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Manuel Morales Olivera, em conseqüência do escândalo dos contratos relativos ao gás. A ratificação pelo Parlamento dos 44 contratos assinados com 12 empresas petroleiras estrangeiras em 28 de outubro de 2006 foi objeto de uma auditoria que revelou a existência de irregularidades.

                                      L'enquête du Sénat a montré que les contrats ont continué à faire l'objet de tractations après leur signature, à l'insu du ministre des hydrocarbures, Carlos Villegas.

                                      Um inquérito conduzido a pedido do Senado revelou que os contratos continuaram sendo objetos de negociações, até mesmo depois da sua assinatura, sem o conhecimento do ministro dos hidrocarbonetos, Carlos Villegas.

                                      En moins d'un an, la nationalisation du gaz a provoqué la démission d'un ministre et de trois présidents d'YPFB. "L'allégeance politique est passée avant l'expertise", explique un diplomate européen en poste à La Paz.

                                      No espaço de menos de um ano, a nacionalização do gás provocou a demissão de um ministro e de três presidentes da YPFB. "A submissão à vontade política passou antes da expertise", explica um diplomata europeu em posto em La Paz.

                                      L'équipe d'experts chargée du dossier a été écartée au profit d'avocats de l'entreprise Petroleos de Venezuela (PDVSA), tandis que le ministre Andres Soliz Rada temporisait au lieu d'engager la négociation avec les sociétés étrangères. Limogé à son tour pour des propos désobligeants à l'égard de l'entreprise brésilienne Petrobras, M. Soliz Rada a assuré au Sénat que "les contrats sont préjudiciables au pays".

                                      A equipe de especialistas encarregada do dossiê foi afastada para dar lugar aos advogados da companhia Petroleos de Venezuela (PDVSA), enquanto o ministro Andrés Soliz Rada contemporizou em vez de dar início às negociações com as empresas estrangeiras. Após ter sido demitido por sua vez, por ter proferido declarações desabonadoras em relação à companhia brasileira Petrobras, Andrés Soliz Rada garantiu, num discurso perante o Senado, que "os contratos são prejudiciais para o país".

                                      De leur côté, Petrobras et la firme espagnole Repsol ont dénoncé l'imposition "provisoire" prolongée sous prétexte que les nouveaux contrats ne sont pas en vigueur faute de ratification. "Avec un tel niveau d'imposition, les opérations ne sont pas rentables et les futurs investissements ne sont pas viables", a souligné Petrobras. Le secteur des hydrocarbures a connu en 2006 une croissance d'à peine 4,8 % (contre 13,7 % en 2005 et 23,7 % en 2004).

                                      Por sua vez, a Petrobras e a firma espanhola Repsol denunciaram a aplicação "provisória" de impostos que foi prorrogada sob o pretexto de que os novos contratos não entraram em vigor por não terem sido ratificados em tempo hábil. "Com um nível tão elevado de encargos fiscais, as operações deixaram de ser rentáveis e os futuros investimentos não são mais viáveis", sublinhou a Petrobras. O setor dos hidrocarbonetos conheceu em 2006 um crescimento de apenas 4,8% (contra 13,7% em 2005 e 23,7% em 2004).

                                      Selon les sondages, la popularité du président Morales a été ébranlée par le scandale de ces contrats gaziers, ainsi que par le trafic d'influence auquel se sont livrés des amis du chef de l'Etat. Mis en accusation, le sénateur Lino Villca a dénoncé à son tour "l'entourage blanc" d'Evo Morales, qui "trahit les Indiens", en visant le vice-président Alvaro Garcia Linera et le chef de cabinet, le ministre Juan Ramon Quintana.

                                      Segundo as pesquisas de opinião, a popularidade do presidente Morales foi abalada pelo escândalo desses contratos relativos à exploração do gás, assim como pelo tráfico de influência ao qual se dedicaram amigos do chefe do Estado. Após ter sido acusado publicamente, o senador Lino Villca denunciou por sua vez "os assessores chapa branca" de Evo Morales, que "traem os índios", apontando nominalmente para o vice-presidente Álvaro Garcia Linera e o chefe de gabinete, o ministro Juan Ramon Quintana.

                                      Tradução: Jean-Yves de Neufville
                                      Fonte: "www.uol.com.br"(UOL)/"www.lemonde.fr" (Le Monde)

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                                      • Leonina
                                        • 25/11/06
                                        • 61

                                        #20

                                        Comentário

                                        • fmareco
                                          • 25/11/06
                                          • 499

                                          #21
                                          il faut monter

                                          Comentário

                                          • Leonina
                                            • 25/11/06
                                            • 61

                                            #22
                                            L'océan Austral éponge de moins en moins le CO2 atmosphérique
                                            O oceano Austral absorve cada vez menos o CO2 atmosférico

                                            Stéphane Foucart

                                            C'est une des principales incertitudes des climatologues. Comment le réchauffement va-t-il influer sur la capacité de la biosphère et des océans à absorber le dioxyde de carbone (CO2) atmosphérique ? Une équipe internationale de chercheurs apporte, vendredi 18 mai dans la revue Science, des éléments de réponse peu rassurants à cette question.

                                            Esta questão já se transformou numa das principais dúvidas dos climatólogos. De que maneira o aquecimento vai interferir na capacidade da biosfera e dos oceanos de absorverem o dióxido de carbono (CO2) atmosférico? Em artigo publicado nesta sexta-feira, 18 de maio, na revista "Science", uma equipe internacional de pesquisadores apresenta elementos de resposta bastante preocupantes a esta pergunta.

                                            Selon les données expérimentales publiées - les premières du genre -, l'océan Austral, principale "éponge à carbone" de la planète, voit son efficacité se réduire sensiblement depuis près de trente ans. Au lieu de croître dans les mêmes proportions que la concentration atmosphérique en CO2 - comme c'était attendu -, sa capacité à absorber le principal responsable de l'effet de serre stagne. Entre 1981 et 2004, ce sont ainsi 8 millions de tonnes de carbone qui, chaque année, se sont accumulées dans l'atmosphère au lieu d'être dissoutes et durablement stockées dans cette région océanique.

                                            Segundo os dados experimentais que foram publicados por esta equipe - os quais são os primeiros desse tipo a serem apurados -, o oceano Austral (que cerca o continente antártico), conhecido por ser a principal "esponja para emanações de gás carbônico" do planeta, sofreu uma redução drástica da sua capacidade de absorção ao longo dos últimos trinta anos. Em vez de aumentar nas mesmas proporções que a concentração atmosférica em CO2 - tal como era esperado -, a sua capacidade de absorver o principal responsável do efeito-estufa permaneceu estagnada. Assim, entre 1981 e 2004, mais de 8 milhões de toneladas de carbono foram se acumulando anualmente na atmosfera, em vez de serem dissolvidas, e acabaram sendo armazenadas de maneira duradoura nesta região oceânica.

                                            Actuellement, environ la moitié des émissions humaines sont absorbées par les océans et la biosphère. "Et l'océan Austral représente à lui seul environ 15 % de tous les puits de carbone naturels", explique Corinne Le Quéré (Max Planck Institut für Biogeochemie, University of East Anglia), principal auteur de l'étude. C'est donc, pour schématiser, l'équivalent de la moitié des émissions de l'Union européenne qui y sont absorbées chaque année.

                                            Atualmente, cerca da metade das emissões humanas são absorvidas pelos oceanos e a biosfera. "E o oceano Austral representa por si só cerca de 15% de todos os poços de carbono naturais existentes no planeta", explica Corinne Le Quere, pesquisadora francesa do Instituto Max Planck de bioquímica e geoquímica, professora na Universidade de Anglia do Leste e a principal autora do estudo. Para efeito de comparação, vale notar que o oceano Austral absorve anualmente o equivalente à metade das emissões de CO2 da União Européia.

                                            RÉGIME DES VENTS MODIFIÉ
                                            Regime dos ventos modificado

                                            Les causes de cette saturation en CO2 sont à chercher dans l'accumulation de gaz à effet de serre dans l'atmosphère, mais aussi dans la raréfaction de l'ozone stratosphérique. Ces deux conséquences des activités humaines modifient en effet le régime des vents sur l'océan Austral : ils y soufflent plus violemment et y brassent plus efficacement les eaux de surface avec les eaux profondes. Or celles-ci sont plus denses et le CO2 s'y dissout moins aisément. "Il est difficile de prévoir l'évolution du puits de carbone de l'océan Austral, mais il est très vraisemblable que son efficacité ne remontera pas dans les vingt-cinq prochaines années", dit Mme Le Quéré.

                                            As causas desta saturação em CO2 devem ser procuradas não só na acumulação de gases de efeito-estufa na atmosfera, como também na rarefação do ozônio estratosférico. De fato, estes dois fenômenos, que são conseqüências das atividades humanas, vêm modificando o regime dos ventos que predominava até então sobre o oceano Austral: nesta região, os ventos passaram a assoprar com maior violência e a misturar de modo mais eficaz as águas de superfície com as águas profundas. Ora, estas últimas são mais densas e o CO2 nelas se dissolve com menos facilidade. "É difícil prever qual será a evolução do poço de carbono que é constituído pelo oceano Austral, mas é muito provável que a sua eficácia não consiga se recuperar ao longo dos próximos 25 anos", diz Corinne Le Quéré.

                                            Les chercheurs estiment que les puits de carbone naturels tendent globalement à se réduire avec le réchauffement. Mesurer et prévoir leur évolution revêt une importance cardinale. "La manière dont ils vont réagir au réchauffement est aussi importante pour les prévisions à la fin du siècle que les scénarios de développement économique de l'humanité", précise Michel Ramonet, chercheur au Laboratoire des sciences du climat et de l'environnement, coauteur de ces travaux.

                                            Os pesquisadores estimam que os poços de carbono naturais tendem globalmente a se reduzir por efeito do aquecimento. Por isso, a tarefa de medir e prever a sua evolução tem uma importância decisiva. "A maneira como eles irão reagir ao aquecimento é tão importante para as previsões da evolução do clima até o final deste século quanto os diferentes cenários de desenvolvimento econômico da humanidade", precisa Michel Ramonet, um pesquisador do Laboratório das ciências do clima e do meio-ambiente, co-autor desses estudos.

                                            "L'autre principal puits de carbone océanique est l'Atlantique nord, ajoute M. Ramonet, mais nous manquons de données pour déterminer son évolution." Ailleurs, dans l'océan Tropical, l'augmentation des températures de surface réduit l'activité du phytoplancton. Celui-ci fixe donc moins de carbone atmosphérique par photosynthèse. Là encore, ce processus tend à réduire la capacité des océans à éponger les émissions humaines de gaz à effet de serre.

                                            "O outro principal poço oceânico de carbono é o Atlântico Norte", acrescenta Michel Ramonet, "mas nós não dispomos de dados suficientes para determinar qual será a sua evolução". Em outros lugares, no oceano Tropical, por exemplo, o aumento das temperaturas de superfície reduz a atividade do fito plâncton (algas microscópicas que povoam as camadas superficiais da água, até 80 m). Este último absorve, portanto, menos carbono atmosférico pelo processo de fotossíntese. Aqui, mais uma vez, este processo tende a reduzir a capacidade dos oceanos de absorver as emissões humanas de gases de efeito-estufa.

                                            Tradução: Jean-Yves de Neufville
                                            Fonte: "www.uol.com.br" (UOL)/ Le Monde "www.lemonde.com"

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                                            • Branquinha
                                              • 11/03/07
                                              • 5

                                              #23
                                              Tópico bacana!

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                                              • BielPy
                                                • 19/10/09
                                                • 12

                                                #24
                                                Re: Francês - Textos e dicas

                                                Leonina! Cadê você e seus posts fantásticos???

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