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Conselhos para uma redação nota máxima - por Franklin-DPF

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  • zork
    • 26/10/06
    • 408

    Conselhos para uma redação nota máxima - por Franklin-DPF

    Postado Originalmente por DPF Franklin
    Conselhos para uma redação nota máxima no concurso do CESPE

    A dica a seguir é para uma redação de 30 a 60 linhas.

    1) Não invente. Se não pedir para por o título, não ponha.

    2) Não use, JAMAIS, a primeira pessoa do singular.

    3) Para uma redação de 30 a 60 linhas, escreva, no máximo, 40 linhas (sempre faça isso).

    O professor que for corrigir já vai começar *&¨%ç+ da cara a ter de corrigir redações longas. Além do que, quanto mais escrever maiores as chances de errar.
    O corretor não quer saber de seus esdrúxulos pensamentos longos. Fale $@#%&, mas fale pouco.

    4) Faça sempre a seguinte estrutura:

    .....uma introdução, com 6 ou, no máximo, 7 linhas.
    .....APENAS dois parágrafos de desenvolvimento, com 10 a 12 linhas.
    .....uma conclusão, com 7 a, no máximo, 9 linhas.

    Ou seja, sua redação terá 4 parágrafos apenas. Introdução+desenvolvimento 1+desenvolvimento2+conclusão.

    Quanto ao conteúdo:
    ----na introdução, defina, de forma geral, o tema. Apenas defina. Mais nada.

    Exemplo:
    O tema é "a violência".

    Então comece sua redação definindo:
    " a violência é....." uma definição simples, concisa, sem palavras difíceis nem palavras excessivamente comuns.

    Exemplo:
    "A violência é um grave problema social. Ela destrói os valores....etc....etc..."

    Vá assim até, no máximo 7 linhas. Não passe disso. faça frases pequenas. Não tenha medo de usar o ponto final bastante. Na dúvida, entre ponto, virgula e ponto e vírgula, use sempre o ponto.
    Ainda na introdução, na última linha da introdução, faça uma chamada para os dois desenvolvimentos.

    Ainda seguindo o exemplo acima, definindo violência, poderia usar a última frase como assim: "a violência destróis os valores da sociedade e colabora para a perpetuação das disparidades sociais".

    Veja que esta frase possui dois núcleos:
    ”Destruir valores da sociedade” e “Perpetuação das disparidades sociais”.

    Estes dois núcleos serão os núcleos de cada parágrafo dos desenvolvimentos.

    No parágrafo dois (desenvolvimento 1), use o primeiro núcleo: destruir os valores da sociedade. Fale apenas sobre isso. Cite, se for o caso, exemplos. Explique o que é isso.
    (não esqueça que o parágrafo, obrigatoriamente, deve ter de 10 a 12 linhas)

    No terceiro parágrafo (desenvolvimento 2) use o outro núcleo: "perpetuar disparidades sociais". Fale sobre isso, defina isso. Cite exemplos. Não esqueça, também de 10 a 12 linhas.

    Finalmente o 4º e último parágrafo, conclusão.
    Volte ao tema inicial, agora dando a sua pessoa definição para isso, e mostrando uma possível solução para o problema. (com o máximo de 7 a 9 linhas).

    Pronto...
    Após fazer a redação dê uma lida novamente. Substitua palavras que você tem dúvida na ortografia por sinônimas.
    Passe a limpo, respeitando alinhamento (deixe sua redação "justificada", usando uma linguagem de informática").
    Cuide com a vírgula. Na dúvida em por ou não vírgula, insira uma expressão que assim você não terá dúvida.

    Exemplo:
    Você tem a frase "A violência destrói os valores com uma força insuperável" Você acha que pode haver uma vírgula "A violência destrói os valores, com uma força insuperável".
    Pegue e desloque a expressão... "A violência, com uma força insuperável, destrói os valores" ou insira uma expressão estranha, "a violência destrói os valores, usando da própria natureza humana, com uma força insuperável".

    copirght, gelak, todos os direitos reservados.
    proibida a publicação ou cópias, salvo se citado a fonte e o autor.

    Enfim, amigos e secadores, esta é uma sugestão de quem, em três redações seguidas tirou 5, pelo CESPE.


    ========
    Não me lembro exatamente onde perdi pontos (eram vários parâmetros – alguns subjetivos) mas sei que não tive erro algum de acentuação, gramática, concordância...
    Levei o espelho da correção para o meu professor de português que achou muito injusta a nota. Segundo ele, a coesão e a coerência estavam perfeitas tb...
    Deixei o espelho com ele, pois ele pediu para usar no CRED (Curso de Redação).

    Fiz oficina de português com um professor muito bom, aqui do Rio, chamado Celso Aragão. Nunca mais vou esquecer de suas aulas: “Primeiro, faz a introdução (um parágrafo de preferência, no qual se apresentam o Tema, a Tese e os Argumentos), depois, parte-se para o desenvolvimento (onde se analisam os argumentos, cada qual em um parágrafo próprio, que se inicia pelo TÓPICO FRASAL e termina pela sua discusão); finalmente, faz-se a conclusão do texto (retorma-se o tema e/ou a tese e/ou os argumentos, acrescentando0se um juízo crítico qu realmente contribua com o que se quis deiscurtir.”

    Na minha opinião – humilde – eu acho que a maneira mais fácil de se aprender a escrever é re-re-re-escrever-se um texto várias vezes...

    EXEMPLO?????

    Pegue um texto de jornal – jornalístico – e capture o tema principal e os argumentos mais interessantes. Use no máximo três argumentos – um em cada parágrafo, de de 6 a oito linhas. Faça sua redação a partir daí... Acredite. Para quem está começando é mais fácil!

    Assim, já que esse tópico se propõe a ajudar com a redação vamos a um exemplo real que eu fiz.

    Texto (folha de SP)

    O professor do futuro
    Numa pesquisa de opinião concluída na semana passada sobre o futuro do ensino superior, uma parcela expressiva de alunos da Universidade de São Paulo -18%- disse acreditar que o professor tem os dias contados. Não conseguiria sobreviver às novas tecnologias, perdendo a guerra contra as máquinas.
    Essa visão radical, digna de filme de ficção científica, está ancorada na crença de que os novos meios de captação e transmissão de dados vão mudar o jeito como ocorre o aprendizado.
    O levantamento foi conduzido pela Escola do Futuro, laboratório de tecnologia educacional da USP, com base numa amostragem de 280 alunos de comunicação, administração, economia, psicologia, engenharia, direito, medicina e educação. Nos cenários imaginados, a pesquisa revela, por tabela, medos, frustrações e esperanças da elite universitária brasileira.
    É generalizada a convicção de que a aprendizagem será contínua ao longo da vida (98%); muitas das aulas serão dadas à distância (62%), o aluno poderá montar seu próprio curso (55%), ferramentas como TV, vídeo e teleconferência serão primordiais (55%). Por consequência, as salas de aula não teriam lugar físico específico (41%).
    A partir dessas constatações, natural que uma fatia considerável suponha -e, diga-se, com uma boa dose de razão- que, no futuro, o diploma perderá importância. Afinal, o estudante iria aprender mesclando experiências profissionais, ajudado por múltiplos mecanismos espalhados pelos mais diversos locais.
    "Há uma sensação de que tudo, ou quase tudo, vai ser diferente", afirma Oriana White, professora de marketing e responsável pelo levantamento.
    O futuro, aliás, já é passado. Já está funcionando, baseada na USP e envolvendo várias universidades dentro e fora do Brasil, a chamada "Cidade do Conhecimento" - uma rede de comunicação on line que une estudantes e profissionais.
    Independentemente de qualquer cenário que possa parecer ficcional, a imagem do professor tradicional, aquele das aulas expositivas, não é das melhores.
    Os alunos foram indagados sobre qual a melhor forma de aprender: 31% apontaram as aulas expositivas. Empate com quem prefere "estudar sozinho em casa ou na biblioteca" (30%). Em seguida, deu "trabalhos em grupos/seminários" (20%), e, depois, "pesquisas práticas" (14%). Ou seja, a minoria vê no professor expositivo o melhor caminho para o saber.
    São nítidas, na pesquisa, a insegurança diante da velocidade da produção do conhecimento e a percepção de defasagem da escola com a realidade. O principal anseio é que diminua ou desapareça a diferença entre a profissão, submetida a velozes mudanças, e a sala de aula.
    No caso da USP, por exemplo, onde foi realizada a pesquisa, pode-se ver a educação do futuro não apenas dentro, mas, especialmente, fora de seus mais requintados laboratórios.
    A universidade desenvolve uma fértil experiência de composição de seus programas de extensão para que os alunos atuem na comunidade, o que vai da alfabetização de adultos, apoio a escolas na periferia e assessoria tecnológica a pequenos e microempresários a incubadoras de empresas.
    O papel da Coordenadoria Executiva de Cooperação Universitária e Atividades Especiais (Cecae) é fazer com que os alunos de diferentes faculdades trabalhem juntos, cada qual utilizando seus conhecimentos, nas mesmas tarefas. Ajudar uma escola da periferia pode envolver desde a Faculdade de Educação, passando pelos arquitetos, médicos, engenheiros, físicos, químicos, biólogos. Investe-se nas instalações, no currículo, na formação dos professores e na saúde dos estudantes e de seus familiares.
    Um dos mais importantes cursos de administração do país, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, montou um núcleo para aproximar prática e teoria. Esse núcleo tem como missão investigar casos concretos de administração e repassá-los aos alunos e professores. Investigam-se, ao mesmo tempo, novos mecanismos de transmissão de dados.
    Nessa aproximação entre saber e fazer está o valor das chamadas empresas juniores das faculdades, que projetam os estudantes nos desafios profissionais. E também o valor das faculdades que conseguem atrair para suas fileiras professores bem-sucedidos em suas carreiras, capazes de compartilhar experiências.
    É um equívoco imaginar que a universidade do futuro será aquela que melhor lidar com as máquinas. Bobagem. A boa escola será aquela que submeter seus alunos à maior quantidade possível de experimentações e pesquisas, nas quais o professor desempenhe o papel de facilitador.
    Aulas expositivas, de fato, podem perfeitamente estar em um arquivo na internet, acessíveis a qualquer um.
    O professor, portanto, passa a ser ainda mais importante na seleção das informações essenciais

    Lendo o texto acima escrevi uma redação sobre a Faculdade do Futuro (Tema próximo)

    1 Como será a Faculdade do Futuro?

    O processo dinâmico, pelo qual a sociedade atravessa, refletirá na relação escola, professor e aluno (TEMA+TESE NO TÓPICO FRASAL). Novos meios de captação e transmissão de dados vão transformar o ensino superior, quanto à estrutura física, em algo não tão imprescindível (ARGUMENTO 1). Profissionais e alunos estarão mais próximos, diminuindo a defasagem entre a faculdade e a realidade (ARGUMENTO 2), não se esquecendo dos professores, ponto chave dessa questão, que serão bem mais do que simples expositores de aulas (ARGUMENTO 3).
    (DESENVOLVIMENTO ARG. 1)Em recente pesquisa realizada dentre alunos da USP, constatou-se que a grande maioria acredita que, num futuro próximo, aulas serão ministradas à distância (REPARE O TÓPICO FRASAL – FRASE INTRODUTÓRIA, CURTA E COESA ABRINDO O PARÁGRAFO – SE REPETE EM TODOS OS PARÁGRAFOS). Há uma sensação coletiva de que o futuro será diferente. A escola, como espaço físico, dará lugar a uma estrutura mais maleável, podendo, dessa maneira, superar grandes barreiras. Assim, os avanços irão não só ratificar o nome de boas instituições de ensino, como também possibilitarão um maior número de alunos ter acesso ao ensino superior(DEBATE PLENO). Esses ingredientes agirão como um catalisador, sinérgico, de modo a aproximar realidades e incrementar a educação não apenas dentro, mas especialmente fora de requintados laboratórios (FINAL ENRIQUECEDOR, TB CURTO).
    (DESENVOLVIMENTO ARG. 2)Ademais, aproximar pratica e teoria será um dos grandes avanços em termos de ensino. Trazer profissionais bem-sucedidos em suas áreas, partilhando experiências com alunos e professores possibilitará o exame de novos casos, novas experiências e novos aprendizados, de forma mais clara e objetiva. Da mesma forma, com uma faculdade de portas abertas, o profissional, que precisa dar continuidade em seus estudos, poderá estar sempre atualizado, na vanguarda, com novas tecnologias e estudos, aumentando ainda mais sua capacidade profissional.
    (DESENVOLVIMENTO ARG. 3)No entanto, ao contrário do que parece, o papel do professor ganhará ainda mais importância, agora não mais como um expositor de matérias, apenas. Aulas expositivas podem ser alocadas em arquivos na internet, podendo ser acessados por qualquer um, de qualquer lugar. O professor atuará como um gerente de ensino, selecionando informações, submetendo aos alunos a maior quantidade de experiências possíveis, e, principalmente, orientará o melhor caminho a ser seguido: seu papel será o de facilitador.
    (CONCLUSÃO RETOMANDO A TESE PROPOSTA)Desse modo, a faculdade do futuro será bem diferente da realidade atual. A tecnologia propiciará maior agilidade ao ligar, como uma ponte, a realidade ao núcleo de ensino. Os avanços tecnológicos serão imprescindíveis, mas a melhor instituição de ensino não será aquela que melhor lidar com máquinas. O ambiente de ensino, o convívio entre mestre e pupilo, assim como a melhor maneira de passar o conhecimento são características humanas, e somente humanas.


    "amigos, malucos e demais..

    redação é como regra de bolo.

    um parágrafo inicial de no máximo sete ou oito linhas onde vc vai definir o tema.. apenas definir o tema..apenas definir o tema...apenas..

    dois ou três parágrafros de desenvolvimento onde vc vai mostrar pontos diferentes acerca do tema que vc deveria ter definido no primeiro..
    (cada parágrafo no máximo, no máximo no máximo no máximo..com 10, 11 linhas..)

    finalmente uma conclusão, de no máximo no máximo, no máximo, 7 ou 8 linhas onde vc vai se posicionar (nao use a primeira pessoa, tá filhinho??) sobre o tema.

    acabou...
  • zork
    • 26/10/06
    • 408

    #2
    continuando...

    Postado Originalmente por DPF Franklin
    tirei 5 (nota máxima) e escrevi 34 linhas..e chega..

    agora tem gente que acha que é escritor..

    escreve quase 60 linhas...às vezes nem cabe...daí toma choque mesmo..

    tem gente que acha que tem que pôr título...toma mais choque..

    tem gente que acha que é parente do Machado de Assis... começa a escrever palavras desconhecidas..visivelmente forçando a amizade.. "VOCABULÁRIO INADEQUADO" neles!!!

    tem gente que nunca foi professor na vida, muito menos de português, e acha que o corretor fica feliz com uma redação de quase 60 linhas..


    pelo amor de Deus...escrevam 30, 31, e acabou, filhinhos... quanto mais escreve mais erra...sabiam?

    exemplo para vocês, amigos..



    tema: "a redação em um concurso"


    comecei..


    parágrafo 1 - introdução
    "A redação é uma maneira subjetiva de avaliar a compreensão dos cadidatos. Ela avalia tanto a correção gramatical, quanto a forma de se expressar....etc.....
    (continua falando aproximadamente umas 7 linhas sobre o que redação......na última linha você puxa os dois ou tres parágrafos de desenvolvimento)

    PARÁGRAFO 2 - desenvolvimento, parte 1


    "Por um lado, a redação possibilita a avaliação crítica do conhecimento adquirido pelo candidato.
    Etc... "

    NESTE PARÁGRAFO, AMIGOS, FALEM O PARAGRAFO TODO, O PARAGRAFO TODO, O PAGRAGRAFO TODO, ETC.. SOBRE ESTA FRASE INCIAL.. NAO MUDE O ENFOQUE SENAO VC TOMA CHOQUE NA ESTRUTURAÇÃO DO PERÍODO. FALE MAIS OU MENOS 10 OU 11 LINHAS.


    PARÁGRAFO 3 - desenvolvimento 2


    "Em outro ponto, a redação permite uma maneira subjetiva de se julgar os candidatos. Etc...

    AGORA QUERIDOS..FALEM TODO O PARAGRAFO, TODO O PARAGRAFO, TODO O PARAGRAFO.. SOBRE ESTE PERÍODO INCIAL.. NAO MUDE O ASSUNTO, MESMO QUE VC TENHA IDEIAS GENAIS, QUE EUI SEI QUE TEM, MAS PELO AMOR DE DEUS . NAO MUDE O ASSUNTO.. SENAO VC TOMA MAIS CHOQUE..


    parágrafo 4 - conclusão.

    "A redação precisa ser analisada dentro de aspectos de isonomia de tratamento e de critérios pré-estabelecidos. etc..


    AGORA NA CONCLUSÃO USE SUAS IDÉIAS GENIAIS PARA PROPOR SOLUÇÕES.. NO MÁXIMO 6 OU 7 LINHAS..




    vc pergunta..por que esse rigor quanto ao número de linhas??

    ora, vc tem de escrever entre 30 e 60 , essa quantidade que sugeri refere-se a aproximadamene 35 linhas..


    não estou me achando o melhor de todos, apenas é um conselho de quem tirou 5,00 no último concurso, tirei 5,00 na civil e 4,90 no penúltimo para a PF.


    Obs. não conheço nenhum professor do CESPE, e nem quero conhecer.


    em vez de vc ficar procurando a mutreta dos outros cadidatos, estude mais, pratique mais redação e nao confunda fazer dissertação, com mostrar para alguem que vc tem alma de poeta..
    eles não querem poetas nem escritores, senão teriam pedido uma poesia ou ou livro...eles querem pessoas simples, diretas e sem muito nhem nhem nhem nhem...

    =============

    Completando:

    Todo parágrafo deve ter uma frase síntese do mesmo, a qual é chamada tópico frasal.

    No primeiro parágrafo, ela termina o mesmo e consiste na idéia central que será desenvolvida na redação.

    Nos parágrafos de desenvolvimento é ela quwe os inicia, a seguir desenvolve-se a raciocínio do parágrafo com base nela. Não se esqueçam cada parágrafo um argumento em relação à idéia do primeiro parágrafo.

    No encerramento, retomem a idéia inicial e "concluam" com base no desenvolvimento dado.

    -x-

    Escrevam simples, sem utilizar figuras de linguagem incomuns, nem inverter a ordem dos elementos da oração (sujeito->verbo->objeto) a redação é em português, não em inglês ou alemão.

    Evitem orações subordinadas nas subordinadas nas subordinadas, quase me ferrei por conta disso.

    -x-

    Leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam, leiam.

    =============

    Vinte e sete dicas para escrever bem


    1. Deve-se evitar abrev., etc.

    2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

    3. Anule aliterações altamente abusivas.

    4. "não esqueça das maiúsculas", como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.

    5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.

    6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

    7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

    8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?

    9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa $@#%&.

    10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.

    11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

    12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".

    13. Frases incompletas podem causar.

    14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.

    15. Seja mais ou menos específico.

    16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

    17. A voz passiva deve ser evitada.

    18. Use a pontuação corretamente o ponto e a virgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação

    19. Quem precisa de perguntas retóricas?

    20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

    21. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.

    22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

    23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

    24. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!

    25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

    26. Cuidado com a ortografia, para não estuprar a língua portuguesa.

    27. Seja incisivo e coerente, ou não.

    Comentário

    • zork
      • 26/10/06
      • 408

      #3
      Continuando...

      Postado Originalmente por DPF Franklin
      Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior freqüência, merecem atenção redobrada. Veja os cem mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.

      1-"Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

      2-"Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.

      3-"Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.

      4-"Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.

      5-Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.

      6-Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.

      7-"Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.

      8-"Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.

      9-"Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.

      10-"Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.

      11-Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.

      12-Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.


      13-O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.

      14-Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).

      15-Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.

      16-Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.

      17-Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.

      18-"Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.

      19-"Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.

      20-Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.

      21-Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.

      22-Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.

      23-Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.

      24-O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.

      25-A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.

      26-Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.

      27-"Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.

      28-Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.

      29-A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.

      30-Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.

      31-O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).

      32-Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?

      33-"Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.

      34-O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.

      35-Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.

      36-"Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.

      37-A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.

      38-A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.

      39-Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.

      40-Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.

      41-Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.

      42-"Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.

      43-Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.

      44-Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.

      45-Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.

      46-Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.

      47-Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.

      48-O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.

      49-As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.

      50-Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").

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      • zork
        • 26/10/06
        • 408

        #4
        Continuando...

        Postado Originalmente por DPF Franklin
        51-Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.

        52-Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.

        A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.

        Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.

        53-Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.

        54-Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.

        55-O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.

        56-À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.

        57-Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).

        58-Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.

        59-A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)

        60-Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.

        61-Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.

        62-Fique "tranquilo". O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i exige trema: Tranqüilo, conseqüência, lingüiça, agüentar, Birigüi.

        63-Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.

        64-"Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.

        65-Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.

        66-Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.

        67-Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").

        68-Vou sair "essa" noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).

        69-A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.

        70-A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.

        71-Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.

        72-Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.

        73-Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.

        74-Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeqüe", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.

        75-Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.

        76-Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.

        77-Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.

        78-O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.

        79-A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...

        80-Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.

        81-Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.

        82-"Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.

        83-A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).


        84-Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).

        85-O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.

        86-Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.

        86-"Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).

        87-A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").

        88-O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.

        89-"Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.

        90-A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.

        91-É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...

        92-Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").

        93-Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.

        94-A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.

        95-"Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas idéias...
        Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.

        96-"Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.

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        • zork
          • 26/10/06
          • 408

          #5
          Postado Originalmente por Figueiredo
          Pergunto a todos que foram aprovados no concurso, seja para agente, delegado ou perito....

          Dar ou não dar Título a Redação

          O que vocês fizeram

          Já assisti aulas em que o professor disse que se deve dar título, outros dizem que não, que se deve começar com a introdução logo na primeira linha da folha de resposta.

          E ai, o que fazer

          Qual o procedimento correto para a prova da Policia Federal

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          • zork
            • 26/10/06
            • 408

            #6
            Postado Originalmente por gutoceb
            1 - Jamais dar título à redação: pode ser entendido como sinal de identificação...
            2 - Normalmente é expressamente proibido dar título (aí nem pensar né...)
            3 - Nao botei titulo e tirei 5 (nota maxima) no concurso de 2004.

            Comentário

            • zork
              • 26/10/06
              • 408

              #7
              Postado Originalmente por Paschoal/SP
              Caro Figueiredo.

              Sou Agente Federal, da última turma. Tirei nota máxima na Redação do CESPE nesse concurso. Porém, em 2002 fui reprovado nessa prova. Passei então a estudar redações para concurso a fundo. Veja algumas dicas:

              *não coloque título na redação (a menos que a banca exija). Tirei nota máxima nas três redações que me corrigiram e em nenhuma coloquei título.

              A redação para concursos públicos exige do candidato certos cuidados... tais quais:

              *não escreva em letras de forma.
              *cuidado com caligrafia.
              *o texto deve ser sucinto, sem ser pobre.

              Bem, creio que basicamente é isso. Agora, vc deve treinar bastante, pois só com a prática é que irá passar a escrever melhor a cada dia.

              Abraço e boa sorte.

              Paschoal.

              Comentário

              • zork
                • 26/10/06
                • 408

                #8
                Postado Originalmente por IDPF
                Tirei 3.91 na redação. Não sabia dessa dica de não colocar título. Eu coloquei e talvez isso explique a minha nota, porque eu conferi o texto e com certeza não cometi muitos erros, não fugi ao tema e etc...
                Eu utilizei um esquema de redação que aprendi no cursinho pré-vestibular que o professor chamava de "tópico frasal". Isso já resolveu meu problema no vestibular e nesse concurso e digo que isso me facilita a montagem do texto.

                Comentário

                • zork
                  • 26/10/06
                  • 408

                  #9
                  Postado Originalmente por KGB
                  Postado Originalmente por Paschoal/SP
                  *não escreva em letras de forma.
                  Na discursiva para escrivão nacional em 2004 eu escrevi em letra de forma - única legível que sei fazer - e tirei 3.99; não havia nenhuma anotação de desconto na planilha sobre esse fato... será que procede mesmo?

                  Comentário

                  • zork
                    • 26/10/06
                    • 408

                    #10
                    [quote=Mahpa.MHP]
                    Postado Originalmente por KGB
                    Postado Originalmente por "Paschoal/SP":2d8nys8y
                    *não escreva em letras de forma.
                    Na discursiva para escrivão nacional em 2004 eu escrevi em letra de forma - única legível que sei fazer - e tirei 3.99; não havia nenhuma anotação de desconto na planilha sobre esse fato... será que procede mesmo?
                    [/quote:2d8nys8y]

                    Comentário

                    • zork
                      • 26/10/06
                      • 408

                      #11
                      Postado Originalmente por Incrível Rúcula
                      Você pode usar letra de forma, desde que consiga diferenciar minúsculas de maiúsculas. Eu fiz dessa forma e tirei nota máxima. Também não coloquei título.

                      Incrível

                      Comentário

                      • Marc
                        • 25/11/06
                        • 17

                        #12
                        Pessoal, essa é uma dúvida que eu tenho já faz algum tempo...no caso de uma prova de engenharia, onde é comum usarmos siglas para tecnologias (Ex: CDMA, TDMA, GSM), podemos escreve-las com letra de forma ou não? O que quero dizer é, fazendo toda a discursiva com letra cursiva, somente as siglas podem ser em letra de forma?

                        Comentário

                        • FRANKLIN-DPF
                          • 26/11/06
                          • 72

                          #13
                          Só lembrando: essas dicas são de autoria de outros concurseiros, OK?! Não fui eu quem elaborou todas essas dicas.

                          Abraços a todos

                          Comentário

                          • candangoloko
                            • 01/03/07
                            • 17

                            #14
                            De concurseiro para concurseiro!!!
                            É permitida a letra de forma!!!
                            Desde que haja diferenciação entre maiúsculas e minúsculas. Seja pelo tamanho ou pela forma habitual de se escrever!

                            Comentário

                            • FRANKLIN-DPF
                              • 26/11/06
                              • 72

                              #15
                              Postado Originalmente por candangoloko
                              De concurseiro para concurseiro!!!
                              É permitida a letra de forma!!!
                              Desde que haja diferenciação entre maiúsculas e minúsculas. Seja pelo tamanho ou pela forma habitual de se escrever!
                              Perfeito

                              Comentário


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