Anúncio

Anúncio Module
Collapse
No announcement yet.

duvida de provisão para crédito de liquidação duvidosa

Page Title Module
Mover Remover Collapse
X
Conversation Detail Module
Collapse
  • Filtrar
  • Hora
  • Mostrar
Limpar Tudo
new posts
  • Thalita
    • 17/04/07
    • 308

    duvida de provisão para crédito de liquidação duvidosa

    Prof, fui resolver uma questão e me veio a seguinte dúvida:

    Os créditos SEM garantia, vencidos há mais de dois anos, precisam iciciar e manter os procedimentos judiciais para o seu recebimento, para entrarem na base de cálculo da PCLD?


    Porque pra mim, os com garantia e sem garantia vencidos há mais de dois anos, DEVEM estar com os proc. judiciais iniciados, e na questão ela aceita os de SEM garantia no cálculo.

    E agora?????Qual entra???ou nenhuma entra????

    Abr
  • Thalita
    • 17/04/07
    • 308

    #2
    desculpa a falha....No segundo parágrafo quis dizer INICIAR

    Comentário

    • Ricardo Chalhoub
      • 26/11/06
      • 1418

      #3
      A legislação do imposto de renda que anteriormente permitia a dedutibilidade da provisão para creditos de liquidação duvidosa constituída até um valor limite estabelecido, não mais permite que o seu valor seja deduzido na apuração do Lucro Real, base de cálculo do imposto de renda.

      No cálculo da provisão devem ser considerados os fatores conhecidos na estimativa do risco e na expectativa de perdas, que devem estar cobertos pela provisão, tais como a análise individual do saldo de cada cliente, a experiência anterior da empresa com relação a prejuízos com contas a receber, atenção especial a clientes que tenham parte de seus títulos em atraso e as condições de venda, pois a existência de garantias reais anula ou reduz as perspectivas de perdas.

      As perdas no recebimento de créditos decorrentes das atividades da pessoa jurídica poderão ser deduzidas como despesa. No entanto, a legislação do imposto de renda impõe um limite de dedutibilidade de modo que, sempre que a perda for maior do que a importância máxima dedutível, a empresa somente poderá deduzir, para fins fiscais, até o montante do limite preestabelecido.

      Segundo a legislação fiscal, serão dedutíveis na determinação do lucro real os créditos registrados como perda:

      - sem garantia de valor, superior a R$ 30.000,00, vencidos há mais de um ano, desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento

      - com garantia, vencido há mais de dois anos, desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento ou o arresto das garantias


      LOGO OS COM GARANTIA E OS SEM GARANTIA DEVEM ESTAR COM OS PROCEDIMENTOS JUDICIAIS PARA SEU RECEBIMENTO INICIADOS E MANTIDOS, DESDE QUE ATENDIDAS AS CONDIÇÕES ACIMA (SUPERIOR A 30 MIL REAIS E VENCIDOS HA MAIS DE UM ANO E VENCIDOS HA MAIS DE DOIS ANOS)

      Comentário

      • Ricardo Chalhoub
        • 26/11/06
        • 1418

        #4
        A legislação do imposto de renda que anteriormente permitia a dedutibilidade da provisão para creditos de liquidação duvidosa constituída até um valor limite estabelecido, não mais permite que o seu valor seja deduzido na apuração do Lucro Real, base de cálculo do imposto de renda.

        No cálculo da provisão devem ser considerados os fatores conhecidos na estimativa do risco e na expectativa de perdas, que devem estar cobertos pela provisão, tais como a análise individual do saldo de cada cliente, a experiência anterior da empresa com relação a prejuízos com contas a receber, atenção especial a clientes que tenham parte de seus títulos em atraso e as condições de venda, pois a existência de garantias reais anula ou reduz as perspectivas de perdas.

        As perdas no recebimento de créditos decorrentes das atividades da pessoa jurídica poderão ser deduzidas como despesa. No entanto, a legislação do imposto de renda impõe um limite de dedutibilidade de modo que, sempre que a perda for maior do que a importância máxima dedutível, a empresa somente poderá deduzir, para fins fiscais, até o montante do limite preestabelecido.

        Segundo a legislação fiscal, serão dedutíveis na determinação do lucro real os créditos registrados como perda:

        - sem garantia de valor, superior a R$ 30.000,00, vencidos há mais de um ano, desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento

        - com garantia, vencido há mais de dois anos, desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento ou o arresto das garantias


        LOGO OS COM GARANTIA E OS SEM GARANTIA DEVEM ESTAR COM OS PROCEDIMENTOS JUDICIAIS PARA SEU RECEBIMENTO INICIADOS E MANTIDOS, DESDE QUE ATENDIDAS AS CONDIÇÕES ACIMA (SUPERIOR A 30 MIL REAIS E VENCIDOS HA MAIS DE UM ANO E VENCIDOS HA MAIS DE DOIS ANOS)

        Comentário

        • Ricardo Chalhoub
          • 26/11/06
          • 1418

          #5
          Nos casos abaixo descrito indempendem de iniciados os procedimentos judiciais

          sem garatia de valor

          - até R$ 5.000,00, por operação, vencidas há mais de seis meses, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento;

          - acima de R$ 5.000,00 até o limite de R$ 30.000,00, por operação, vencidos há mais de um ano, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento, porém, mantida a cobrança administrativa;


          CONCLUSÃO: OS CREDITOS COM GARANTIA DE VALOR DEPENDEM DE ESTAREM INCIADOS OS PROCEDIMENTOS JUDICIAIS ENQUANTO OS SEM GARANTIA DE VALOR DEPENDE DO CASO

          Comentário

          • Thalita
            • 17/04/07
            • 308

            #6
            ok prof.....mas e a PCLD pelo critério das perdas efetivas, que era a única aceita pela legislação do IR como dedutível, ainda é válida como tal????

            E sobre os créditos sem garantia, digamos q estão vencidos há mais de dois anos e iniciados os proc. judiciais, o valor precisa necessariamente ser acima de R$ 30.000,00????ou aí é de qualquer valor?????e os com garantia independem do valor????
            Obrigada
            Abr.

            Comentário

            • Thalita
              • 17/04/07
              • 308

              #7
              veja essa questão ( a qual me deixou em dúvida )

              A cia Comercial CFK, sabe, ao final do exercício de 2003, que determinados créditosem relação a terceiros,decorrentes de suas atividades operacionais, não deverão ser honrados porque alguns de seus clientes estão com concordatas ou falências decretadas ou passando dificuldades financeiras insolúveis a curto prazo. A perda é praticamente certa, embora seu valor não seja conhecido com precisão. Sabe também que os valores a receberno início dos exercícios eram nos anos de 2001, 2002 e 2003 repectivamente:

              Duplic. a receber: 150.000, 120.000 e 130.000
              Créditos sem garantia: 100.000, 110.000 e 140.000
              Créditos com estatais: 20.000, 30.000 e 32.000
              Créditos com coligadas: 60.000, 40.000 e 30.000
              Adiantamento a fornecedores: 5.000, 11.000 e 3.000
              TOTAL DE CRÉDITOS: 335.000, 311.000 E 335.000
              PERDAS NO PERÍODO: 15.000, 22.000 E 38.000

              Ao final do exercício os valores permitidos como base para constituir PCLD era de R$ 800.000. Diante dos fatos, o valor registrado pela contabilidade na comercial CFK foi:
              a) 80.000 (alternativa CORRETA)
              b) 50.750
              c) 55.000
              d) 66.920
              e) 65.590



              Como que os sem garantia entram no cálculo???não diz aih que eles estão com os proc. judicias iniciados......
              Obrigada


              duplic a

              Comentário

              • Luciano Ribeiro (O PEIXE)
                • 25/11/06
                • 3964

                #8
                OI

                ISSO DEVE AJUDAR:


                Provisão para Devedores Duvidosos

                A Provisão para Devedores Duvidosos é a mais comum das provisões do ativo. De suma importância para as empresas comerciais, devido a inevitável inadimplência de parte de seus clientes, a Provisão para Devedores Duvidosos contabilmente deve ser constituída com base em procedimento que reflitam verdadeiramente as perdas esperadas. Para tanto, faz-se necessário a consideração dos fatores de risco conhecidos a fim de estimar as perdas com contas a receber.

                A Provisão para Devedores Duvidosos é conta do Ativo, possuindo natureza retificadora, uma vez que retifica a conta Clientes ou Duplicatas a Receber, como fim de apresentar o valor líquido provável de realização dos créditos em andamento. É debitada pela baixa dos títulos considerados incobráveis, em contrapartida à conta Clientes.

                A conta Provisão para Devedores Duvidosos é creditada pelo valor da provisão constituída, em contrapartida a uma conta própria do Resultado do Exercício, classificada no grupo das Despesas Operacionais e comumente denominada Despesas com Devedores Duvidosos.

                Até 1996, eram dedutíveis como despesa, para fins de apuração do lucro real, as importâncias necessárias à formação de provisão para créditos de liquidação duvidosa. Entretanto, desde o ano de 1997, a sistemática de provisão constituída com base em percentual aplicável sobre o total dos créditos a receber foi substituída pelo regime de dedução direta de perdas ocorridas no recebimento de créditos, conforme o disposto na Lei nº 9.430/96, arts. 9º a 14.


                PERDAS DEDUTÍVEIS

                Para efeito de apuração do lucro real, poderão ser registrados como perda os seguintes créditos:

                I. com declaração de insolvência do devedor, em sentença emanada do Poder Judiciário;

                II. sem garantia, de valor:

                a) até R$ 5.000,00, por operação, vencidos há mais de seis meses, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento;

                b) acima de R$ 5.000,00 até 30.000,00, por operação, vencidos há mais de um ano, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento, porém mantida a cobrança administrativa;

                c) superior a R$ 30.000,00, vencidos há mais de um ano, desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento;

                III. com garantia (proveniente de vendas com reserva de domínio, de alienação fiduciária em garantia ou de operações com outras garantias reais, tais como o penhor de bens móveis e a hipoteca de bens), vencidos há mais de dois anos, desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento ou o arresto das garantias;

                IV. contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica declarada concordatária, relativamente à parcela que exceder o valor que esta tenha se comprometido a pagar.


                REGISTRO CONTÁBIL DAS PERDAS

                Os registros contábeis das perdas admitidas mencionadas acima serão efetuados debitando-se a conta de resultado e creditando-se:

                a) A conta que registra o crédito, em cada de créditos sem garantia de valor até R$ 5.000,00, por operação, vencidos há mais de seis meses;

                b) Conta redutora de créditos nos demais casos (itens I, II-b, II-c, III e IV).


                Exemplos:

                Ex.01: Um crédito valor de R$ 3.600,00, sem garantia, correspondente a uma duplicata vencida há mais de seis meses, apresentará o seguinte lançamento:

                D – Perdas no Recebimento de Créditos (Resultado)
                C – Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) 3.600,00


                Ex.02: Um crédito sem garantia, no valor de 9.200,00, correspondente a uma duplicata vencida há mais de um ano, terá como lançamento contábil:

                D – Perdas no Recebimento de Créditos (Resultado)
                C – Duplicatas Vencidas e Não Liquidadas
                (Conta Retificadora de Duplicatas a Receber) 9.200,00


                CRÉDITOS RECUPERADOS

                O total dos créditos deduzidos que tenham sido recuperados, em qualquer época e a qualquer título, deverá ser computado na determinação do lucro real.

                A recuperação do crédito que tenha sido anteriormente contabilizado como perda implica o seu reconhecimento contábil a crédito de conta de resultado.


                Exemplos:

                Ex.01: Se o crédito de R$ 3.600,00, que foi baixado na conta de duplicatas a receber, vier a ser recebido, o será feito o seguinte lançamento:

                D – Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)
                C – Recuperação de Créditos (Resultado) 3.600,00


                Ex.02: Se o crédito de R$ 9.200,00, que foi registrado em conta retificadora da conta duplicatas a receber, vier a ser recuperado, serão feitos os seguintes lançamentos contábeis:

                D – Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)
                C – Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) 9.200,00
                e
                D – Duplicatas Vencidas e Não Liquidadas
                (Conta Retificadora de Duplicatas a Receber)
                C – Recuperação de Créditos (Resultado) 9.200,00

                Comentário

                • Ricardo Chalhoub
                  • 26/11/06
                  • 1418

                  #9
                  veja a explicação de Peixe que esta muito boa.

                  Comentário

                  • Ricardo Chalhoub
                    • 26/11/06
                    • 1418

                    #10
                    A legislação do imposto de renda que anteriormente permitia a dedutibilidade da provisão para creditos de liquidação duvidosa constituída até um valor limite estabelecido, não mais permite que o seu valor seja deduzido na apuração do Lucro Real, base de cálculo do imposto de renda.


                    Nada impede de que seja feita a Provisão para creditos de liquidaçao duvidosa, porem este valor deve se inclusão no LALUR.

                    Apenas a provisão para perda no recebimento de creditos e permitida na dedução do lucro real e dentro dos limites estabelecidos

                    Comentário

                    • Ricardo Chalhoub
                      • 26/11/06
                      • 1418

                      #11
                      A cia Comercial CFK, sabe, ao final do exercício de 2003, que determinados créditosem relação a terceiros,decorrentes de suas atividades operacionais, não deverão ser honrados porque alguns de seus clientes estão com concordatas ou falências decretadas ou passando dificuldades financeiras insolúveis a curto prazo. A perda é praticamente certa, embora seu valor não seja conhecido com precisão. Sabe também que os valores a receberno início dos exercícios eram nos anos de 2001, 2002 e 2003 repectivamente:

                      Duplic. a receber: 150.000, 120.000 e 130.000
                      Créditos sem garantia: 100.000, 110.000 e 140.000
                      Créditos com estatais: 20.000, 30.000 e 32.000
                      Créditos com coligadas: 60.000, 40.000 e 30.000
                      Adiantamento a fornecedores: 5.000, 11.000 e 3.000
                      TOTAL DE CRÉDITOS: 335.000, 311.000 E 335.000
                      PERDAS NO PERÍODO: 15.000, 22.000 E 38.000

                      Ao final do exercício os valores permitidos como base para constituir PCLD era de R$ 800.000. Diante dos fatos, o valor registrado pela contabilidade na comercial CFK foi:
                      a) 80.000 (alternativa CORRETA)
                      b) 50.750
                      c) 55.000
                      d) 66.920
                      e) 65.590


                      Esta questão foi feita com base no que dispunha a legislação do IR quando permitia a dedução da provisão para creditos de dificil liquidação

                      A legislação estabelecia condições para os creditos serem ou não considerados e no caso em tela não pode considerar como creditos sujeitos a calote os creditos com estatais, com coligadas e adiatamento a fornecedores

                      A legislaçao mandava calcular a media dos calotes dos ultimos tres anos e aplicar esta percentagem na nova provisão.

                      Deste modo teriamos

                      Total dos creditos = 335 + 311 + 335 = 981

                      Deste total devemos excluir os creditos com estatais, com coligadas e adiantamento a fornecedores no total de 20 + 30 + 32 + 60 + 40 + 30 + 5 + 11 + 3 = 231

                      Total a ser utilizado no calculo da provisão = 981 - 231 = 750

                      Perdas nos periodos (calotes) = 15 + 22 + 38 = 75

                      Media do calote nos ultimos tres anos = 75/750 = 10%


                      Como os valores permitidos no final do exercicio para calcular a provisão era de 800, a provisão a ser constituida seria no maximo de 10% x 800 = 80, OPÇÃO A

                      Comentário

                      • Thalita
                        • 17/04/07
                        • 308

                        #12
                        Ok prof, sobre as mudanças nas deduções eu sabia. A minha dúvida era em relação aos créditos sem garantia do exercício abaixo que não dizia estarem com os procedimentos judicias iniciados, aí qdo fui resolver o exercício levei isso em consideração e não adicionei esse valor........

                        Obrigada pela resolução, mas e se eu pegar um exercício como esse na prova, levo em consideração mesmo não estando EXPLICITAMENTE q não foram iniciados os proc. judiciais?????


                        Ah, e Peixe valeu pela explanação do assunto.......soh uma pergunta, então nesses exemplos q vc usou:

                        Ex.01: Um crédito valor de R$ 3.600,00, sem garantia, correspondente a uma duplicata vencida há mais de seis meses, apresentará o seguinte lançamento:

                        D – Perdas no Recebimento de Créditos (Resultado)
                        C – Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) 3.600,00

                        Eu poderia usar como lance de Crédito a provisão para devedores duvidosos aqui?????

                        Abr. a todos

                        Comentário

                        • Thalita
                          • 17/04/07
                          • 308

                          #13
                          falha minha, não quis dizer ex abaixo...e sim do exercício acima mencionado......

                          Comentário

                          • Ricardo Chalhoub
                            • 26/11/06
                            • 1418

                            #14
                            só considere os procedimentos judiciais iniciados se constar isso explicitamente do enunciado

                            Comentário

                            • Thalita
                              • 17/04/07
                              • 308

                              #15
                              pois é, mas nesse exercício aí não está EXPLÍCITO.....e no entanto foi considerado......

                              Comentário


                              Aguarde...
                              X